País que sediou a Fórmula 1 e a Copa do Mundo, a Rússia hoje se encontra suspensa dos principais eventos esportivos mundiais.
Grande Prêmio da Rússia. Imagem: F1.
Por Renata Resende
Durante oito temporadas, a Rússia fez parte do calendário da Fórmula 1, sediando em Sochi, mas o circuito ali presente não agradava tanto o público. A ideia era mudar a sede do GP, levando para o circuito de Igora Drive, em São Petersburgo em 2023, mas os planos foram cancelados um ano antes da transferência, quando começou a guerra.
O ato de invadir Ucrânia desagradou o mundo, e uma das decisões contra a Rússia foi excluir o país, temporariamente, de eventos esportivos mundiais, como a Fórmula 1 e a Copa do Mundo.
Início de um sonho, na prática nem tanto.
Levar a F1 para a Rússia era uma ambição de Bernie Ecclestone, o então dono da categoria. Na verdade, seu desejo era levar o campeonato para a Rússia e para Nova York, e ele conseguiu apoio de Vladimir Putin para esse feito.
Usando o parque olímpico, onde recebeu as Olimpíadas de Inverno de 2014, como cenário de construção, Hermann Tilke arquitetou o traçado do circuito. Mas desde quando estreou no calendário, Sochi nunca tinha se tornado um dos GPs mais esperados pelos fãs.
O circuito com curvas de 90 graus, não dava chance para muitas ultrapassagens, e o fato de só a Mercedes ter ganhado em todas as provas desde o primeiro GP russo, era só mais um ponto que desagradou do público. Era a chance de Putin levar o evento para sua cidade natal.
Autódromo de Igora Drive, em São Petersburgo. Imagem: Ge Globo.
Dias após a invasão russa sobre seu país vizinho, a FIA lançou um comunicado (em inglês), dizendo que a Rússia não iria sediar esportes automotivos por tempo indeterminado, incluindo a Fórmula 1. Decisão essa, apoiada por alguns pilotos da categoria de elite.
Sebastian Vettel, que na época pilotava pela Aston Martin, já tinha afirmado que, havendo ou não o Grande Prêmio de Sochi, ele não iri participar da prova, se firmando contra a ação russa. A decisão também foi seguida pela McLaren.
A equipe papaya tinha tido uma prova ruim na etapa russa de 2022 no país. Lando Norris estava liderando a corrida, mas por uma decisão ruim, de continuar com os pneus slick mesmo sob a chuva torrencial, Norris acabou derrapando na prova e entregando a liderança para Lewis Hamilton.
Nessa mesma etapa, Hamilton conquistou sua centésima vitória na categoria, pela Mercedes. Vale lembrar que a equipe alemã tinha vencido todos os Grandes Prêmios da Rússia desde a estreia do país no calendário em 2014.
Além da corrida ser cancelada, a Haas, equipe estadunidense também se posicionou na questão. Tirando as cores da bandeira russa do seu carro ainda na pré-temporada, quando rescindiu o contrato com a Uralkali (patrocinadora da equipe), e também encerrou o contrato com o piloto russo, Nikita Mazepin.
Mas não seria só o asfalto que fecharia as portas para os russos. Nos gramados, a Rússia deixaria de ser bem vinda.
Cartão vermelho para os russos.
Seleção Russa em campo. Imagem: Band.
Em 2022 também foi o ano de mais uma Copa do Mundo, e a Rússia enfrentaria um rival histórico nas eliminatórias da Copa, a Polônia.
Os poloneses estavam indignados com seus rivais e decidiram não se dar o trabalho de lidar com eles no gramado mundial. A Seleção Polonesa se recusou a jogar com a russa nas repescagens (em inglês), mas conseguiu uma vaga direta para a final das eliminatórias, onde enfrentaria a Suécia.
A Rússia, por outro lado, foi suspensa pela FIFA, indo do céu ao inferno, já que enquanto quatro anos antes sediava o maior evento mundial do futebol, agora estava sendo eliminada antes mesmo de participar da Copa.
Em conjunto com a FIFA, a UEFA (Union of European Football Associations) também decidiu barrar a participação de times russos de competições europeias, como na Champions League.
Virando pesadelo.
A ideia que a Rússia tinha em mente era ampliar sua participação no esporte mundial, mas seus planos foram por água abaixo em poucos anos, quando perdeu a chance de participar deles. Mas quem sabe num futuro próximo o país volte com tudo no cenário esportivo mundial, não é mesmo?
Passando pela queda da Dinastia Romanov e pelo Bloco Soviético, a história russa passou por revoluções, ideologias e transformações que ajudaram a moldar o mundo atual.
O Domingo Sangrento. Imagem: DW.com
Por Renata Resende
Chega o século XX, e o mundo passa por transformações que deixariam pessoas, dos séculos anteriores, de queixo caído. E na Rússia não foi diferente. O país de maioria eslava passaria por mudanças que deixariam os varegues chocados. Um fim de czarado, revoluções estourando, territórios explorados que passavam até do limite do céu, e uma ideologia que interferiria do mundo inteiro. Mal sabia o czar Nicolau II o que ainda viria pela frente.
Quando Nicolau II assumiu o poder, decidiu fazer um luxuoso banquete para festejar sua coroação, mas essa ostentação não poderia ter vindo em um momento pior. Fora do palácio, os camponeses passavam fome, greves eram instauradas, a situação do país decaia cada vez mais. Poucos anos depois aconteceu uma manifestação, que começou pacífica, se tornou cena de um dos piores episódios da história russa, conhecido com o Domingo Sangrento (em inglês).
Liderada pelo padre Georgy Gapon, o povo russo iniciou uma manifestação pacífica, desejando entregar ao czar mudanças que iriam melhorar a qualidade de vida deles. Sem violência, os russos carregavam itens religiosos e retratos de Nicolau, junto com as petições. Porém, ao chegarem no Palácio de Inverno, o sonho virou um pesadelo. O czar não se encontrava no palácio, e a força armada massacrou os manifestantes.
A crise piorou, não importava a classe social, muitos já não queriam mais aquele governo desastroso. Revoltas estudantis, greves e alguns cidadãos até partiam para o terrorismo. A situação ficou tão feia, que aconteceram motins até dentro da força militar, apoiando a luta, conhecida como a Revolução de 1905 (em inglês).
Sob coação, o czar fez promessas ao povo. Criou uma assembleia, a Duma, e disse que nenhuma lei entraria em vigor sem a aprovação da Duma. Mas o que ele realmente queria era seguir outros planos.
Assim que a poeira baixou, Nicolau foi a fundo para recuperar seus poderes de autocrata. Aproveitando o momento, ele financiou a União do Povo Russo, uma organização de extrema direita, que disseminava até o antissemitismo no meio do povo.
Guerra no mundo, revolução na Rússia.
Quando a Primeira Guerra Mundial começou, a Rússia entrou no conflito não porque tinha sido atacada diretamente por alguma das potências centrais, mas sim dizendo apoiar sua aliada, a Sérvia. O czar decidiu fazer do limão uma limonada e usar o conflito para fortalecer o Estado, inflando o povo com um ideal nacionalista. Só não equipou o exército russo direito para as trincheiras.
Com armamento e vestimentas defasadas, os russos foram para o campo de batalha, sofrendo mais do que outros soldados, que tinham um equipamento melhor. Para piorar (se é que dava), Nicolau achou que seria uma boa ideia ir pessoalmente assumir o comando militar, e deixar um buraco na administração do país. Além disso, a czarina Alexandra ficou sob mais influência de Rasputin, um curandeiro famoso que conquistou a confiança da família Romanov por ter ajudado o herdeiro do czar.
Enquanto na guerra, soldados russos faziam o que podiam para lutar, no restante do território russo a crise piorava cada vez mais. A inflação subia e a população mal conseguia comprar o pão para sobreviver. Aconteceu então a Revolução de 1917, com greves e protestos em Petrogrado e grupos, como um de mulheres russas e até força militar aderiu, derrubando o poder aristocrático do czar.
Nicolau não teve outra opção a não ser renunciar seu posto, e foi detido junto com sua família. Um governo provisório começa, mas a Rússia ainda não sai da guerra. A Alemanha, vendo toda a situação russa, decide colocar mais lenha na fogueira e facilita a volta de Vladimir Lenin para a Rússia, querendo que a instabilidade no país aumentasse e ele saísse do seu caminho.
Agora sim os russos sairiam da guerra e, algum tempo depois, começaria uma mudança de sistema no país, começando uma União das Repúblicas Socialistas Soviéticas.
O martelo e a foice.
A bandeira do partido comunista sendo exibida. Imagem: CNN
Inspirados pela ideologia de Karl Marx, Lenin e seus apoiadores começariam um novo regime no território multiétnico. Uma nova política econômica (NEP) (em inglês) tinha entrado em vigor antes da formação do bloco soviético e a Rússia estava conseguindo se recuperar economicamente. Mas ainda tinha problemas para resolver naquelas terras.
A elite que apoiava o czarado não estava feliz com a situação e decidiu revidar, ou pelo menos tentar. Se o exército comunista seria conhecido como Exército Vermelho, os aristocratas, junto qualquer um que fosse antibolchevique (ou anticomunista), viriam com o Exército Branco.
Junto com os nomes das armadas, começam também dois terrores, o Terror Branco e o Terror Vermelho, os nomes seguindo a lógica dos guerrilheiros. E quem levaria a pior continuaria a ser a população.
Quando Lenin morre, o Partido Comunista chega a ser dividido, pois Josef Stalin e Leon Trotsky tinham ideias diferentes entre si, e só participavam do mesmo partido por causa de Lenin, chegando a se tornarem adversários políticos. Mas Stalin foi consolidando seu poder, e começaria com o governo que estudiosos chamam de “Stalinista”.
De volta aos conflitos mundiais.
Em 1939 começa o conflito mundial mais sangrento da história (até hoje), conhecido como a Segunda Guerra Mundial. Agora como URSS, o país entra como um importante fator para a derrota da Alemanha Nazista. Mas Stalin não começou na guerra como um inimigo declarado de Hitler.
Antes de invadir a Polônia, a Alemanha e a URSS entram com um Tratado de Não Agressão, mas com uma entrelinha que só foi ser divulgada ao mundo anos depois. Com o Pacto Molotov-Ribbentrop, eles tinham a ideia era dividir o território polonês, mas não invadindo juntos o território pra não dar bandeira para o mundo.
Hitler então invade a Polônia, e um tempo depois Stalin toma a outra parte do que era território de um país independente.
Mais tarde, após ver sua tentativa de invasão a Grã-Bretanha fracassar, já que os britânicos eram superiores do meio aéreo, o comandante alemão voltou seus olhos para a URSS e decidiu tentar tomar o território soviético. Assim como aconteceu com Napoleão, o Reich alemão também perdeu (os detalhes do acontecimento ficam para outra hora).
A Segunda Grande Guerra acaba e a Europa fica em frangalhos. Os EUA e a URSS começam a ajudar a reconstruir o continente europeu, ao mesmo tempo que começam uma queda de braço para ver quem é mais forte. E começa a Guerra Fria.
A URSS tenta espalhar o modelo comunista o tanto quanto pode, enquanto bate de frente com o sistema capitalista estadunidense. Enquanto essa guerra ideológica acontece, grandes avanços vão acontecendo principalmente na tecnologia e nos armamentos de batalha, mas os dois países nunca entraram definitivamente em guerra entre si.
A URSS avançou, mas chegou uma hora que não deu conta de manter mais seu poder, e o governo soviético foi se desfazendo. Com o passar do tempo, nem abrindo sua economia para o mundo ou cedendo para o fim da censura, através de políticas como a Perestroika e da Glasnost, o território soviético conseguiu se manter por muito tempo.
Quando o Pacto de Varsóvia é desfeito, em 1991, vários países são formados, e outros Estados, como a Hungria, voltam ter autonomia sobre si.
Em 1989 aconteceu uma das cenas mais memoráveis da história mundial. Sob um discurso confuso do dirigente da Alemanha Oriental, Günter Schabowski, o povo alemão, dividido entre oriental e ocidental, vai para as ruas de Berlim. O Muro que dividia a capital alemã deixaria de existir, e os alemães finalmente se reuniriam em uma só nação.
Famílias e amigos, separados contra a vontade por uma guerra de ideologias entre dois países poderosos, finalmente iriam se encontrar, se abraçar, matar a saudade uns dos outros. Mais uma pá de cimento sobre o bloco socialista.
Dois anos depois a URSS acabaria oficialmente, e vários novos países seriam formados. Voltando a ser Rússia, o país poderia estar fraco, mas não deixaria de ser a influência que tanto teve.
Após o fim do bloco, aconteceu a primeira eleição, para eleger o presidente, de toda a história russa. Comandando a federação na transição entre socialismo e capitalismo, Boris Yelstin renuncia oito anos após sua eleição. Vladimir Putin foi o segundo presidente a ser eleito, chegando a ser reeleito em 2004, 2012, 2018 e 2024, quando provavelmente ficará no poder até 2030.
Decisões geram consequências.
Haas rescinde o contrato com Nikita Mazepin após a invasão da Ucrânia. Imagem: Team- BHP
Dando um pulo no tempo, em 2022 a Rússia, sob o comando de Vladimir Putin, decide partir para cima da Ucrânia, sob algumas justificativas, como tentar desmilitarizar e desnazificar a Ucrânia, entre outros motivos. Os ucranianos, por sua vez, não abaixam a cabeça e enfrentam com tudo de podem.
Grande parte do mundo ficou indignado com uma situação dessas. E os russos não ficaram ilesos. A guerra dura até hoje (2026), e a Rússia sofreu várias sanções, principalmente econômicas.
E uma das consequências dessa atitude foi a eliminação do país de dois dos principais eventos mundiais esportivos, a Copa do Mundo e a Fórmula 1.
Na Copa do Mundo de 2022, alguns países chegaram a se recusar a jogar contra a Seleção russa nas eliminatórias. A Polônia foi um desses. Com rivalidade histórica, os poloneses se recusaram a disputar nas vagas de repescagem, e a FIFA deu uma vaga direta a Seleção Polonesa na final da repescagem.
Na Fórmula 1, não só o Circuito de Sochi foi tirado do calendário, como a carreira de Nikita Mazepin também afetada. O russo pilotava pela Haas na época do começo da guerra, e teve o contrato rescidido.
Mesmo depois de anos da queda dos Romanov, a Rússia nunca deixou ser um país importante no cenário mundial. Entrando e saindo de conflitos, a história mundial e a geopolítica estão sendo sempre influenciada pelos russos.
Antes de sediar a Fórmula 1, a Hungria já fazia história no esporte mundial, proporcionando momentos incríveis para o mundo do futebol.
Por Renata Resende
Alemanha Ocidental e Hungria. Imagem: GE.Globo
Destaque na história da Copa do Mundo por seus feitos impressionantes, a Seleção Húngara tem passado por altos e baixos, não conseguindo se classificar no torneio internacional desde 1986. Coincidência ou não, no mesmo ano em que deixava temporariamente a Copa do Mundo, sendo eliminada ainda na fase de grupos, estrearia em outro evento esportivo mundial, a Fórmula 1.
O começo húngaro no gramado mundial.
Em 1930 aconteceu a primeira das muitas edições da Copa do Mundo, com sede no Uruguai. E foi ali, nas terras uruguaias que o primeiro campeão foi consagrado. Com apenas 13 seleções disputando, a final foi entre dois vizinhos sul-americanos. Argentina e Uruguai se enfrentaram, com a seleção uruguaia fazendo a festa nas próprias terras. Mas a Hungria só entraria para a competição na sua segunda edição.
Quatro anos após a primeira edição, a Hungria estreou num duelo contra o Egito, ganhando de 4 a 2 e conseguiu se classificar para as quartas, quando enfrentaria a outra metade do seu antigo império, a Áustria. Ali nas terras italianas, a Áustria levou a melhor, mas perdeu na semifinal para a dona da casa. Na própria capital, a Itália conquistaria a primeira de suas quatro estrelas da camisa.
É Magyares na final!
Seleção de Ouro da Hungria. Imagem: Imortais do Futebol.
Na terceira edição da Copa do Mundo, a Hungria teria um de seus melhores resultados. Seu primeiro duelo seria contra a Indonésia, em que venceu e os húngaros fizeram a festa, já se preparando para a próxima fase, quando enfrentariam a Suíça.
Passando pelos suíços, que não fizeram nenhum gol, a Hungria iria enfrentar a Suécia na semifinal. Pela primeira vez na sua história, eles chegaram à final do torneio, mas perderam o título para a Itália. Em 1954, a Hungria voltaria a enfrentar uma final, dessa vez com sua Seleção de Ouro.
Ídolo do futebol húngaro, Ferenc Puskás liderava o time pelos gramados suíços. Batendo recordes nas goleadas contra a Coreia do Sul (9 a 0) e contra a Alemanha Ocidental (8 a 3), a Hungria foi apontada como uma das favoritas para ganhar a Copa de 54. Passando fase por fase, os “Magiares Mágicos” eliminaram, respectivamente, o Brasil e o Uruguai, antes de partirem para mais uma final.
Com um gol de Puskás e outro de Czibor, a Hungria começou vencendo os alemães ocidentais, dando a impressão que a taça seria deles. Mas os alemães não abaixaram a cabeça. Morlok começou a dar esperança para a Seleção da Alemanha Ocidental, e Rahn empatou e virou o jogo. O jogo terminou com o placar Hungria 2 x 3 Alemanha Ocidental, entrando para a história como o “Milagre de Berna”. Infelizmente para os húngaros, esse foi o último melhor resultado para eles nas Copas do Mundo.
A derrocada dos Magyares.
Em 1958, a Hungria tentou retornar com tudo para a Copa do Mundo, mas foi eliminada ainda na fase de grupos, empatando apenas em um jogo contra o País de Gales, e sendo derrotada nos outros jogos do grupo.
Em 1962, chegou nas quartas de final, mas perdeu para a antiga Tchecoslováquia. Quatro anos depois, os húngaros seriam eliminados de novo na mesma fase, mas dessa vez perdendo para a União Soviética. Depois disso, a Hungria só participaria de mais três edições das Copas, em 1978, 1982 e 1986, sendo eliminada na fase de grupos. Após 1986, a Seleção Húngara não conseguiu mais se classificar para o torneio mundial (até 2026).
O futebol húngaro e a Revolução de 1956.
Na década de 50, os húngaros se encontravam insatisfeitos com o atual regime comunista no país, e decidiram começar uma revolução. Infelizmente o resultado foi ruim para o país, já que a União Soviética massacrou a revolta. Foi nesse conflito que alguns jogadores, da Seleção de Ouro húngara, decidiram sair do país e continuar a jogar futebol em outros países, como o próprio Puskás, que migrou para a Espanha, chegando a jogar pelo Real Madrid e pela Seleção Espanhola.
Puskás chegou a ser motivo de vergonha para os húngaros por causa dessa saída, sendo considerado um traidor, mas hoje ele é considerado o ídolo do país, assim como Pelé para o Brasil e Maradona para a Argentina. A contribuição dele para o futebol nacional e internacional foi tão grande, que tem estádio com seu nome na Hungria e a FIFA criou o Prêmio Puskás, para eleger o gol mais bonito do ano.
Torcedores polêmicos.
A torcida húngara, principalmente a “Carpathian Brigade”, esteve envolvido em polêmicas como racismo e homofobia, contra jogadores de outras seleções, como os ingleses. Na disputa entre Hungria e Inglaterra, alguns torcedores húngaros foram acusados de proferir insultos de cunho racial contra os jogadores Jude Bellingham e Marcus Rashford.
Além dos casos de racismo, alguns desses torcedores foram também ligados a atos de homofobia, quando levaram uma bandeira no estádio escrito anti-LGBTQ, durante jogos da Seleção, como na imagem abaixo:
A Hungria chegou a ser punida pela UEFA (União das Federações Europeias de Futebol), tendo que disputar três jogos em casa com os portões fechados, mais uma multa de 100 mil euros e teria que exibir uma faixa escrita #EqualGame, junto com o logotipo da UEFA.
Dos gramados ao asfalto.
Mesmo não conseguindo se qualificar a anos na Copa do Mundo, a Hungria deixou sua marca no esporte, seja pela lendária Seleção de Ouro, seja na forma como o futebol é jogado até hoje. Enquanto não continua sua história nos gramados do principal torneio mundial, os húngaros permanecem no esporte internacional, deixando sua marca também no asfalto da Fórmula 1, mantendo sua tradição nos grandes eventos esportivos.
Da Antiguidade Clássica até a chegada da F1, conheça a história húngara marcada por batalhas, revoluções e recordes, no asfalto e no gramado mundial.
Nelson Piquet pilotando no GP em 1986. Imagem: Estadão.
Por Renata Resende
Com uma história carregada de momentos marcantes, a Hungria recebe a Fórmula 1 no circuito Hungaroring, para o que promete ser mais uma disputa emocionante no asfalto húngaro. Mas o país proporciona cenas memoráveis na história da F1, mas também no gramado da Copa do Mundo e nos grandes acontecimentos da história mundial.
Tempos antigos.
Hungria nos tempos antigos. Imagem: Europa
A origem húngara remonta ainda na época da Antiguidade Clássica quando Roma expandia seu império para o mundo afora. Com povos antigos migrando de um lado para o outro, os Hunos decidiram se firmar nas terras que um dia seriam a atual Hungria. Com a queda de Roma mais ondas imigratórias aconteceram, nas quais povos como germanos, eslavos e outros também foram passando por ali, até a chegada dos Magiares, que continuariam a história húngara.
De acordo com a tradição, os Magiares chegaram por volta do século IX, e sob a liderança de Árpad, firmaram um futuro reino e queriam muito se aproximar da Europa Cristã. Foi rei Estevão I, ou como conhecido, rei Santo Estevão que realmente fundou o reino húngaro, chegando a receber do próprio papa da Igreja, a coroa de seu reinado. Mas a tranquilidade não durou muito, e logo começaria a primeira das devastações para o povo húngaro.
Em 1242, os Mongóis chegaram devastando e fizeram um estrago na população e nas terras húngaras. Após a Batalha de Moji (link em inglês), desastrosa para o povo magiar, e a morte do comandante mongol, o rei Béla IV, retornou para o reino com o objetivo de construir castelos fortificados, que se tornariam importantes nas batalhas contra os Otomanos.
Se reconstruindo, o reino Húngaro foi se fortificando cada vez mais, repelindo os Otomanos e tornando a Hungria um forte centro cultural na Europa. Mas os Otomanos não desistiram da ambição de tomar as terras húngaras e acabaram com a independência dos magiares em 1526, na Batalha de Mohács, massacrando o exército magiar. O reino húngaro então passaria pela sua primeira divisão territorial, na qual só 1 terço ficaria independente. Mas essa parte ainda não ficaria sob o comando dos magiares, e sim dos Habsburgos.
Esse povo, que foi uma Dinastia extremamente importante na Europa (mas que é história para outro momento), queria retomar o terço húngaro que estava sob controle Otomano e faz com que o atual povo turco recuasse, mas não tornou a Hungria totalmente independente de novo. Mesmo com essa vitória, a nobreza húngara não ficou totalmente feliz, já que não tinha qualquer autonomia no território, sendo parte do Império Austríaco que comandava outro dos terços do território original.
O povo húngaro, ao invés de baixar a cabeça, lutou por algum controle, começando a Revolução de 1848. A luta foi o suficiente para fazer pressão sobre o Império Austríaco, que decretou as “Leis de Abril”, dando autonomia ao Reino Húngaro, e também garantindo direitos civis aos húngaros como controle sobre impostos locais.
Um tempo depois essas concessões foram retiradas e depois, até de uma guerra civil e, da Revolução ter sido reprimida, o Império Austríacos decidiu tomar algumas medidas para evitar que a Hungria se tornasse independente. Reconhecendo o Reino Húngaro como um Estado autônomo, o Império se tornou então Império Austro-Húngaro. E assim o território ficaria até estourarem a grandes Guerras Mundiais.
O mundo em guerra.
República Húngara. Imagem: BBC
Em 1914, ocorreria o que seria a gota d’água para a Primeira Guerra Mundial, o arquiduque Francisco Ferdinando, herdeiro do Império Austro-Húngaro, seria assassinado na Sérvia, e esse acontecimento geraria uma série de invasões, formando então a primeira das grandes guerras.
O Reino Húngaro, por ser parte minoritária do controle imperial, sofria com a marginalização de populações que pertenciam a outras etnias. Para completar o sofrimento húngaro, após o fim da Primeira Guerra, o Império Austro-Húngaro, que fazia parte do grupo das Potências Centrais (junto com a Alemanha e Itália), foi desmantelado, e a parte Húngara foi fatiada, no Tratado de Trianon, tendo grande perda de população e território.
Embora a Hungria tenha se tornado uma República independente, a situação do país não melhorava. Sob influência soviética, a nação tentou uma experiência comunista, mas o regime acabou entrando em colapso. Para piorar, começa o período conhecido como “Terror Branco”. Na tentativa de acabar com o regime comunista, aconteceu uma contrarrevolução que matou milhares de húngaros, metade deles sendo judeus.
Ainda sobre o Tratado de Trianon, a Hungria não queria aceitar a perda que teve, mas não tinha sequer forças para lutar contra o tratado. Sua população, que vivia nas terras que não eram mais húngaras, sofriam com a discriminação, tendo consequências até os dias atuais, já que os que moram na atual Eslováquia, são proibidos de falar o idioma húngaro. Mas nem só de tristeza vivia o povo húngaro nesse período entre guerras.
Nos anos trinta, quando o mundo tentava lidar com a Grande Depressão causada pela quebra da bolsa de Nova York em 1929, um evento mundial aconteceria que uniria várias nações, com o intuito de torcer pela sua Seleção disputando a Copa do Mundo. A Hungria não conseguiu participar da edição inaugural, (1930), mas quatro anos depois ela estaria lá, para trazer alegria ao seu povo.
A Seleção Húngara passou pelas oitavas de final, tirando o Egito do caminho, mas a por coincidência do destino, se encontrou com a Áustria nas quartas de final. Perdendo de 2 a 1 para a antiga companheira de território, os húngaros voltaram para a casa, sentindo que seria apenas o começo de sua história nas Copas do Mundo. E provavelmente felizes, por terem sido vingados, já que a Itália eliminou Áustria na semifinal.
Voltando para a disputa mundial em 1938, eles ficaram com seu melhor resultado nas Copas, levando a vice-liderança. Após a Copa de 38, o mundo teria outro palco de eventos, mas dessa vez não seria uma competição saudável, já que em 39, começaria a Segunda Guerra Mundial.
Devastação e reconstrução.
Quase na década de 40, surge um líder que usou seu carisma para convencer a frágil Hungria, que a crise existente em seu território era falta de homogeneidade de uma raça superior. Hitler, um político austríaco que quase tinha morrido na Primeira Guerra, usou sua lábia para tomar o poder na destruída Alemanha, dizendo ter a solução ideal para um recomeço germânico glorioso. E ele foi um dos poucos que estendeu a mão para também destruída Hungria.
“Vamos Hungria, se alie com nossa luta e conquistaremos seus territórios perdidos.” E a Hungria realmente retomou suas terras, mas assim como Ícaro, os húngaros voaram perto demais do sol. Com uma autoestima elevada, um sonho e escutando os conselhos do “melhor amigo”, a Hungria declara guerra a União Soviética. O resto é história…
Depois de várias derrotas e soldados perdidos, a Hungria tentou um acordo com o grupo dos Aliados, e isso caiu nos ouvidos do líder nazista. O alemão não quis deixar barato e invadiu o território húngaro, e depois de várias batalhas, os nazistas são derrotados.
Bons recordes em Guerra Fria.
Húngaros na Copa do Mundo de 1954. Imagem: GE Globo.
A Segunda Grande Guerra acabou, mas os estragos ainda demorariam para acabar. A Hungria tentava se recuperar nesse novo mundo polarizado, e entrou para o lado socialista da força, se juntando a União Soviética. Em 1956, o trauma da guerra parecia ter esfriado nas mentes húngaras, e os populares decidiram se levantar contra o regime que comandava o país.
A Revolução de 1956 começou com uma manifestação popular, que se encontrava infeliz a situação do país. O ministro da Defesa não discordava do povo, e deu ainda mais força. Até aconteceu uma trégua, mas no final a União Soviética invadiu e massacrou a revolta.
Depois de alguns anos, já quase na década de 90, a Hungria queria dissolver o Pacto de Varsóvia, sendo um dos primeiros países soviéticos a querer acabar com esse regime. A atitude húngara acabou se tornando um dos motivos para o fim na União Soviética e junto o fim da Guerra Fria, começando assim um novo marco para o mundo inteiro.
Mas a Hungria não foi só o primeiro país a querer sair do bloco socialista, como foi também o primeiro a trazer um outro evento esportivo mundial para seu território. Evento esse muito… capitalista em sua essência. No ano de 1986, a Fórmula 1 chega nas terras húngaras e começando com chave de ouro, já que teve uma dobradinha brasileira no pódio, com Nelson Piquet (Williams) em 1º e Ayrton Senna (Lotus) em 2º, e com a companhia de Nigel Mansell (Williams) fechando o pódio.
No mesmo ano que sediava pela 1ª vez a F1, era também o último que competia na Copa do Mundo. Mesmo não conseguindo se classificar de novo para a Copa do Mundo, a Hungria entrou para o livro de Recordes pelas suas goleadas no evento (meus pêsames aos times que enfrentaram os húngaros).
Voltando a história do país, os húngaros tiveram suas primeiras eleições livres em 1990, com os socialistas sendo esculachados na votação. Quatro anos depois foi registrada uma queda na qualidade e vida húngara, e os socialistas se aproveitaram disso para voltarem ao poder, mas o país não voltou a ser aquele modelo socialista ferrenho de antes.
Atualmente a Hungria faz parte tanto da OTAN (Organização do Tratado Atlântico do Norte) quanto da UE (União Europeia), sendo um dos países da UE que não tem o Euro como moeda nacional e com a língua Húngara (ou Magiar) reconhecida oficialmente pela organização.
Idioma . Fórmula 1 . Copa do Mundo.
A Hungria ainda tem muita história pra contar, com seu idioma diferenciado, seus momentos marcantes na F1 e as goleadas na Copa do Mundo, mas elas ficam para os próximos posts. Te espero por aqui!
Referências e leituras recomendadas:
Esta matéria tem como base de construção fontes confiáveis como BBC (perfil da Hungria), VatticanNews, Brittanica (em Inglês), VEJA, Brasil Escola, FIFA, F1 (site oficial) e outra fontes linkadas ao longo do texto.
O ano de 2025 foi uma temporada cheia de expectativas e terminou sendo um lamento para alguns torcedores da Fórmula 1 e/ou do Futebol. Na F1, a Red Bull podia não querer iludir muito seus fãs, mas quem nunca fica animado para um campeonato quando se tem Max Verstappen no próprio time? No futebol, o Palmeiras prometia aos seus torcedores que esse ano ia ser maravilhoso, afinal o time paulista recebeu um grande investimento financeiro. Mas nesses dois casos, a ilusão foi melhor que a vida real.
Red Bull Racing virou Max Verstappen Racing
Max Verstappen, piloto da Red Bull Racing/ Foto: F1 Site oficial
Depois de um ano difícil (2024), com a perda do campeonato de construtores e algumas polêmicas por parte do chefe de equipe, Christian Horner, os fãs da latinha de energético esperavam que 2025 seria um ano melhor. Afinal, Sergio Perez saiu do time, o que foi um alívio para os torcedores que estavam descontentes com seu desempenho ruim, e agora teria um novo companheiro de equipe que podia ajudar Verstappen na busca pelo campeonato, certo?
Errado.
Liam Lawson foi promovido da equipe secundária, mas durou pouco, e logo Yuki Tsunoda tomou seu assento. Esse acontecimento foi um sonho realizado para o piloto japonês, mas nem ele conseguiu ter um desempenho esperado. A realidade é que não era o segundo piloto que não pilotava direito, e sim que o RB21, carro da temporada, era na verdade uma carroça disfarçada de carro digno de F1.
Com o segundo assento da equipe amaldiçoado, só Max Verstappen conseguia tirar leite de pedra do carro. O holandês por um milagre, ou incompetência da McLaren, conseguiu disputar o Campeonato de Pilotos até a última corrida da temporada, diminuindo a diferença de pontos de prova em prova.
E foi um milagre parecido com esse que aconteceu também no Palmeiras.
Conquista máxima: vice- campeonato
Palmeiras em campo pela Libertadores 2025/ Foto: Folha do Leste
O ano era de altas expectativas para a Sociedade Esportiva Palmeiras. O clube paulista investiu 7 milhões e reformulou a equipe praticamente inteira, e o técnico Abel Ferreira era firme quando dizia que se não tivesse título na temporada, ele não precisava ficar mais no comando do Palmeiras. Não teve título ano passado, mas o Abel ficou no time.
O Palmeiras foi para o final da Paulistão, mas só ficou com o vice-campeonato, já que o primeiro lugar ficou para o Corinthians, seu maior rival no futebol brasileiro. Mas ainda tinha muito campo pela frente. No mundial de clubes, o time paulista ficou de fora depois de perder pelo Chelsea. No Brasileirão o alviverde ia bem, mas o técnico decidiu que a boa seria focar na CONMEBOL Libertadores.
E foi na Libertadores que aconteceu o evento épico da temporada. Na primeira partida da semifinal do campeonato o Palmeiras levou quase uma goleada do LDU Quito, time do Equador. A torcida ficou tensa, ia ser difícil no jogo de volta, ele teria que vencer de quatro gols de diferença. O segundo jogo chegou, e empurrado pelos palmeirenses em casa, o time consegue. Ele vence de 4 a 0, e tira o time equatoriano, conseguindo ir para a final.
O momento foi bonito, mas na final contra o Flamengo quem comemorou foi o time carioca. O Brasileirão, que tinha sido deixado de lado por causa da Libertadores, rendeu outro vice-campeonato para o Palmeiras.
As polêmicas de Christian Horner e Abel Ferreira
Abel Ferreira, treinador do Palmeiras/ Foto: CNN Brasil
Os chefes dessas duas equipes chamaram a atenção no ano, e não foi pelo lado positivo da situação não. Christian Horner causou suas polêmicas em 2024, quando acusado de assédio e além disso, ainda causou revolta para muitos fãs da Red Bull, que fizeram até campanha “Fora Horner“. E não que a RBR melhorou quando o Horner foi demitido? Não dá para esquecer o histórico de títulos que Horner tem pela RBR, mas ciclos fecham, não é mesmo?
O Abel Ferreira também se envolveu em polêmicas em 2024, com algumas falas preconceituosas, como “time de índios” se referindo a desorganização do Palmeiras. Ele chegou a se desculpar, repudiando o preconceito, mas a situação ficou no histórico do treinador português.
Os dois atletas tem a semelhança de serem ídolos em seus esportes, mas com o mesmo ano difícil em suas carreiras
Por Renata Resende
Lewis Hamilton pela Ferrari/ Foto: Instagram de Hamilton
Começo de anos e os fãs renovam suas esperanças para a nova temporada que chega. Cheios de promessas de recomeço de era uma era gloriosa, duas equipes trazem para seus times ídolos que reacendem a esperança de praticamente qualquer desiludido. Na Fórmula 1, a Scuderia Ferrari promete aos tifosis que 2025 será o ano da virada. No futebol brasileiro, o São Paulo Futebol Clube faz com que seus torcedores criem expectativas com um dos jogadores mais impactantes da história do time paulista. A semelhança entre essas duas equipes é apenas uma coincidência.
O Heptacampeão agora veste vermelho
O ano de 2024 começou com uma bomba para os entusiastas que acompanham a Fórmula 1. Lewis Hamilton decidiu que estava na hora de encerrar sua trajetória com a Mercedes e começar uma nova era, assinando com uma escuderia que é o sonho de qualquer piloto do automobilismo, a Scuderia Ferrari.
Finalmente chega 2025, e Hamilton segue a tradição de usar um capacete na cor amarela no seu ano de estreia, afinal ele tem sua própria tradição. Seguindo o que ele dizia ser um sonho não realizado de seu ídolo, Ayrton Senna que queria pilotar pela Ferrari, Lewis chega na equipe italiana com os olhos brilhando e cheio de planos para seu aguardado oitavo título de campeão mundial. Mas 2025 não foi um bom ano.
A cada corrida Hamilton ia começando a entender o que se passava na pele de Charles Leclerc, o menino criado na Ferrari, idealizado pelos fãs como o piloto “Predestinado” a trazer honra para a scuderia. Mas Leclerc, já acostumado com seus perrengues na equipe, respirou fundo, tirou esperança de onde nem ele sabia que tinha e enfrentou mais essa temporada terrível de 2025, somando alguns pódios na sua carreira.
Enquanto o monegasco tinha anos de anos de péssimas experiências, o britânico Lewis foi vendo a Ferrari jogar um banho de água fria nos seus planos de octacampeonato. Como se a falta de estratégia da Ferrari não fosse problema o suficiente para enfrentar, Hamilton ainda enfrentou críticas com relação à sua idade, com o próprioNico Rosberg dizendo que conforme os pilotos vão envelhecendo, vão ficando mais lentos, fazendo referencia à idade de Hamilton.
Porém Hamilton não é o único atleta a sofrer críticas sobre seu desempenho “ruim” estar relacionado à aproximação de uma possível aposentadoria.
A volta do filho prodigo às terras paulistas
Oscar Emboaba jogando pelo São Paulo/ Foto: Instagram Oscar Emboaba
Um dos jogadores de futebol mais famosos do São Paulo, Oscar dos Santos Emboaba Júnior, pode ser considerado com um dos destaques positivos, se não o único no vexame de aconteceu na Copa do Mundo de 2014, já que foi autor do único gol da Seleção Brasileira contra os sete gols da Alemanha. O jogador nascido em Americana- SP tem um histórico com o São Paulo Futebol Clube, quase considerado “entre tapas e beijos”.
Mostrando talento desde novo, Oscar realizou o sonho de seu pai, apaixonado pelo tricolor paulista, quando começou sua carreira profissional jogando pelo São Paulo. E foi com esse clube que o meia se desentendeu, chegando a parte dos “tapas” figurados, em 2010.
De acordo com Oscar, seu contrato com time paulista tinha controvérsias, então o jogador decidiu colocar o tricolor paulista na justiça, buscando resolver o problema. Ainda enfrentando a batalha no judiciário, Oscar partiu para jogar no Internacional, time que chegou a pagar R$ 15 milhões ao São Paulo. Do Inter, Oscar foi seguindo sua carreira, chegando a passar pelo Chelsea da Inglaterra. Saindo do time da Champions League, Oscar seguiu para o time chinês Shangai Port, ajudando o time a conquistar três títulos, uma copa e uma supercopa chinesa.
Em 2024, Oscar foi confirmado como um reforço para o São Paulo, e chegou a comentar que não tinha traumas envolvendo seu passado com o tricolor paulista. Numa entrevista ao GE, o meio-campista relatou que voltar para o São Paulo é realizar “um sonho de vestir novamente a camisa” tricolor. Mas a temporada de 2025 não foi um total sonho para Oscar.
Chegando a ficar afastado durantes três meses do time, por causa de uma fratura em três vértebras, Oscar chegou a comentar com pessoas próximas que cogita a decisão de aposentar do futebol profissional.
Ano novo, expectativa nova
Ao contrário de Oscar Emboaba, que se aposentou no final do ano de 2025, Lewis Hamilton volta para 2026 com uma nova esperança, um novo sonho e descansado o suficiente para a nova temporada da F1. Mas um novo ano que pode não ser tão diferente do que ele já enfrentou na Ferrari, já que o próprio Fred Vasseur, chefe de equipe, disse que é possível terem problemas nesse ano, e a scuderia italiana estaria possivelmente atrasada para o primeiro dia de testes do ano.