Por Renata Resende

O ano de 2025 foi uma temporada cheia de expectativas e terminou sendo um lamento para alguns torcedores da Fórmula 1 e/ou do Futebol. Na F1, a Red Bull podia não querer iludir muito seus fãs, mas quem nunca fica animado para um campeonato quando se tem Max Verstappen no próprio time? No futebol, o Palmeiras prometia aos seus torcedores que esse ano ia ser maravilhoso, afinal o time paulista recebeu um grande investimento financeiro. Mas nesses dois casos, a ilusão foi melhor que a vida real.
Red Bull Racing virou Max Verstappen Racing

Depois de um ano difícil (2024), com a perda do campeonato de construtores e algumas polêmicas por parte do chefe de equipe, Christian Horner, os fãs da latinha de energético esperavam que 2025 seria um ano melhor. Afinal, Sergio Perez saiu do time, o que foi um alívio para os torcedores que estavam descontentes com seu desempenho ruim, e agora teria um novo companheiro de equipe que podia ajudar Verstappen na busca pelo campeonato, certo?
Errado.
Liam Lawson foi promovido da equipe secundária, mas durou pouco, e logo Yuki Tsunoda tomou seu assento. Esse acontecimento foi um sonho realizado para o piloto japonês, mas nem ele conseguiu ter um desempenho esperado. A realidade é que não era o segundo piloto que não pilotava direito, e sim que o RB21, carro da temporada, era na verdade uma carroça disfarçada de carro digno de F1.
Com o segundo assento da equipe amaldiçoado, só Max Verstappen conseguia tirar leite de pedra do carro. O holandês por um milagre, ou incompetência da McLaren, conseguiu disputar o Campeonato de Pilotos até a última corrida da temporada, diminuindo a diferença de pontos de prova em prova.
E foi um milagre parecido com esse que aconteceu também no Palmeiras.
Conquista máxima: vice- campeonato

O ano era de altas expectativas para a Sociedade Esportiva Palmeiras. O clube paulista investiu 7 milhões e reformulou a equipe praticamente inteira, e o técnico Abel Ferreira era firme quando dizia que se não tivesse título na temporada, ele não precisava ficar mais no comando do Palmeiras. Não teve título ano passado, mas o Abel ficou no time.
O Palmeiras foi para o final da Paulistão, mas só ficou com o vice-campeonato, já que o primeiro lugar ficou para o Corinthians, seu maior rival no futebol brasileiro. Mas ainda tinha muito campo pela frente. No mundial de clubes, o time paulista ficou de fora depois de perder pelo Chelsea. No Brasileirão o alviverde ia bem, mas o técnico decidiu que a boa seria focar na CONMEBOL Libertadores.
E foi na Libertadores que aconteceu o evento épico da temporada. Na primeira partida da semifinal do campeonato o Palmeiras levou quase uma goleada do LDU Quito, time do Equador. A torcida ficou tensa, ia ser difícil no jogo de volta, ele teria que vencer de quatro gols de diferença. O segundo jogo chegou, e empurrado pelos palmeirenses em casa, o time consegue. Ele vence de 4 a 0, e tira o time equatoriano, conseguindo ir para a final.
O momento foi bonito, mas na final contra o Flamengo quem comemorou foi o time carioca. O Brasileirão, que tinha sido deixado de lado por causa da Libertadores, rendeu outro vice-campeonato para o Palmeiras.
As polêmicas de Christian Horner e Abel Ferreira

Os chefes dessas duas equipes chamaram a atenção no ano, e não foi pelo lado positivo da situação não. Christian Horner causou suas polêmicas em 2024, quando acusado de assédio e além disso, ainda causou revolta para muitos fãs da Red Bull, que fizeram até campanha “Fora Horner“. E não que a RBR melhorou quando o Horner foi demitido? Não dá para esquecer o histórico de títulos que Horner tem pela RBR, mas ciclos fecham, não é mesmo?
O Abel Ferreira também se envolveu em polêmicas em 2024, com algumas falas preconceituosas, como “time de índios” se referindo a desorganização do Palmeiras. Ele chegou a se desculpar, repudiando o preconceito, mas a situação ficou no histórico do treinador português.
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