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  • O dia em que Ayrton Senna encontrou a Fórmula 1

    Em 1983, um jovem brasileiro impressionava Frank Williams e dava início a uma trajetória histórica.

    Ayrton Senna pilotando o carro da Williams em 1983/ Imagem: Ayrton Senna

    Por Renata Resende

    Era 19 de julho de 1983, quando Ayrton Senna, que viria a ser uma lenda do automobilismo nacional e internacional, dava seu primeiro passo no mundo da Fórmula 1. Na época, ainda conhecido como Ayrton da Silva, ele vinha chamando atenção no automobilismo europeu, se destacando cada vez na Fórmula 3 Britânica. E foi a Williams, uma equipe tradicional da Inglaterra que decidiu dar a oportunidade para o piloto guiar um carro da Fórmula 1.

    Impressionado com o desempenho do brasileiro nas categorias de base, Frank Williams decidiu chamar Ayrton para ver como ele se sairia num carro da categoria de elite, dando ao brasileiro a chance de pilotar o FW08 — carro utilizado por Keke Rosberg na temporada da F1 de 1983.

    A equipe Williams-Cosworth já estava completa, —o suiço Rosberg, mas que representava a Finlândia e o irlandês Derek Daly formavam a dupla de pilotos — mas o próprio Frank queria observar pessoalmente o desempenho piloto brasileiro. E o dirigente britânico não se decepcionou.

    Durante a reportagem da gravação do teste, Reginaldo Leme pode acompanhar Ayrton dando seu primeiro passo na F1, e trouxe as impressões do piloto. Após 10 voltas aconteceu a primeira parada no box, e Ayrton revelou para Leme que tinha se acostumado com o carro até a terceira volta.

    — O negócio é sentar e pegando as reações do carro o mais rápido possível, se arriscar de fazer besteira. — afirmou Ayrton durante o treino.

    Ali na pista britânica Donington Park, Frank Williams também se mostrou surpreso, confessando para Reginaldo Leme, dizendo que ter visto um piloto se acostumar tão rapidamente a um carro que era diferente dos das categoria de base.

    Pilotando um Fórmula 1, com uma potência bem maior que um Fórmula 3, Ayrton fez 83 voltas sem cometer um único erro, e quase não parou nas quase 6 horas de pilotagem na pista britânica.

    TEMPORADA MARCANTE DA F3 BRITÂNICA

    Ainda em 1983, Ayrton continuou disputando na F3 britânica, e lutou até a última etapa fazendo algumas façanhas ao longo da temporada. Vencendo as nove primeiras corridas do campeonato, ele só não conquistou o título com maior tranquilidade por conta de problemas mecânicos ao longo do ano.

    Na última corrida da temporada, Ayrton da Silva disputou o título com Martin Brundle, na etapa de Thruxton, e o brasileiro fez um dos feitos mais memoráveis de sua carreira, quando teve a ideia de usar fita adesiva para fechar a saída de ar do radiador no carro que pilotava, para ajudar a melhorar a eficiência aerodinâmica do monoposto. Anos depois, essa cena seria recriada na série “Senna”, lançada pela Netflix.

    Anos depois daquele primeiro teste em Donington Park, o destino reservaria um desfecho trágico: seria justamente pela Williams, equipe que lhe abriu as portas da Fórmula 1, que Ayrton Senna disputaria sua última corrida.

  • F2: Brasileiro Rafael Câmara pega seu primeiro pódio

    Nikola Tsolov vence prova principal da F2 na Austrália

    Rafael Câmara, Nikola Tsolov e Laurens Van Hoepen/ Imagem: F2 instagram

    Por Renata Resende

    A corrida principal da Fórmula 2 aconteceu neste sábado (no Brasil), domingo na Austrália e o piloto da Campos Racing, Nikola Tsolov venceu sem se envolver em qualquer incidente, ao contrário da corrida Sprint de ontem. Rafael Câmara (Invicta Racing) foi o segundo colocado, seguido de Laurens Van Hoepen (Trident).

    A largada da prova foi limpa, mas não uma boa memória para Dino Beganovic (DAMS Lucas Oil). O piloto da academia Ferrari, tinha conseguido a pole position, mas perdeu a liderança logo na largada. Alexander Dunne (Rodin Motorsport) até tentou pegar a posição, mas Martinius Stenshorne passou na frente.

    Bandeira amarela e incidentes.

    Stenshorne e Dunne se envolveram num incidente e ambos acabaram saindo da prova, com o primeiro piloto reclamando no rádio, causando o primeiro Safety Car da corrida. Joshua Durksen (Invicta Racing), que venceu a Sprint de ontem, também se envolveu num incidente com Emmo Fittipaldi (AIX Racing). Ainda falando de Durksen, o paraguaio levou 5 segundos de penalidade por ter queimado a largada.

    O pit lane também vou lugar de alguns incidentes como o de Kush Maini (ART Grand Prinx), que deixou o carro morrer na saída do box. Sebastián Montoya (Prema Racing) e Nico Varrone (Van Amersfoort Racing), que passou parte da prova na liderança, excederam a velocidade limite no pit lane e também levaram 5 segundos cada.

    O segundo Safety car aconteceu por causa de Beganovic que vinha tentando se recuperar na prova. O sueco estava com a volta mais rápida da prova, mas o motor do carro não aguentou e deixou o piloto na mão.

    Brasil na pista.

    Rafael Câmara, piloto da Invicta Racing/ Imagem: Globo Esporte

    Rafael Câmara conseguiu sua melhor pontuação até agora na Fórmula 2. O pernambucano lutou pela liderança da prova, sendo segurado por Varrone em algumas voltas, mas conseguiu ultrapassar e ir atrás de Tsolov. A disputa entre os dois pilotos, da Invicta e Campos, respectivamente, relembrou a final do campeonato em 2024, quando Gabriel Bortoleto (Audi) venceu Isack Hadjar (RBR), os dois sendo também dessas equipes.

    Emmo Fittipaldi (AIX Racing) também foi bem na prova, superando seu companheiro de equipe Cian Shields, mesmo tendo pulado a Fórmula 3 e indo direto para a Fórmula 2.

    Pódio

    Nikola Tsolov (Campos Racing)

    Rafael Câmara (Invicta Racing)

    Lauren Van Hoepen (Trident)

  • F2: Durksen leva a primeira vitória do ano para o Paraguai

    Paraguaio se destaca na corrida Sprint da Fórmula 2.

    Joshua Durksen, vencedor da Sprint da F2/ Imagem: Terra

    Por Renata Resende

    Tendo o grid reverso para os dez primeiros colocados da classificação, a Sprint da Fórmula 2 termina tendo como primeiro vitorioso da temporada Joshua Durksen (Invicta Racing). O paraguaio largou na 2ª posição, mas logo na largada perdeu sua posição para o alemão Oliver Goethe (MP Motorsport). 

    Sem toques ou batidas no começo, a emoção, no inicio da prova, ficou por conta da recuperação de Durksen, que acabou passando Goethe e tomando a liderança de Tasanapol Inthraphuvasak (ART Grand Prix).

    Bandeira amarela

    Goethe, que começou a sprint ganhando posição, acabou rodando na pista, causando a primeira bandeira amarela da prova.

    Nico Varrone (Van Amersfoort Racing) também rodou, chegando a despencar no grid.

    A segunda bandeira foi causada por Nikola Tsolov (Campos Racing). O piloto da Campos, foi um dos que mais perdeu posições durante a corrida, chegando a se envolver em alguns incidentes.

    Investigações e punição

    Um dos incidentes de Tsulov foi com Martinius Stenshorne (Rodin Motorsport), este levando 5 segundos de punição por ganhar vantagem durante a disputa. 

    Varrone e Cian Shields (AIX Racing) também se tocaram na pista, mas a direção decidiu que a investigação ficaria após a corrida.

    Brasil na pista

    Rafael Câmara (Invicta Racing) que passou boa parte da prova disputando por posições, chegou a ganhar 1 posição, mas no final caiu para o 11⁰ lugar.

    Emmo Fittipaldi (AIX Racing) por sua vez se manteve ileso na prova, e ganhou 5 posições, largando de 18⁰ e terminando em 13⁰ lugar. 

    Pódio da corrida Sprint

    Joshua Durksen (Invicta Racing)

    Noel Leon (Campos Racing)

    Alexander Dunne (Rodin Motorsport)

  • Indicação de livros para quem ama a Fórmula 1

    De biografias até romances, existem vários livros que entram na lista de leitura de quem ama a Fórmula 1.

    Por Renata Resende

    O mundo do automobilismo atrai muitas pessoas ao redor do mundo, e algumas dessas pessoas fazem questão de, literalmente, escrever histórias, vividas ou fictícias, que acontecem nesse mundo tão maravilhoso, especialmente se tratando de Fórmula 1.

    Pensando nisso, decidi trazer uma lista desses livros, e acreditem ou não, alguns podem ser achados gratuitamente na Amazon, no Kindle Unlimited. (Não é propaganda para a Amazon)

    1.”Não inventa, Mariana”, de Mariana Becker

        Resumo: Tudo começou numa viagem pelo interior do Japão. Eu, encantada, escrevia pra casa para dar notícias e passei a escrever também a uma amiga que morava em Tóquio. Achando graça do meu entusiasmo, ela dividia os textos com seus familiares para rir um pouco da paixonite aguda desta valquíria gaúcha pelos delicados e sutis japoneses. A viagem acabou, mas a família dela, – meio japonesa, meio brasileira –, continuou a pedir mais. E assim fui contando mais de tudo o que ia me despertando paixões pela vida. Inventei de fazer longas peregrinações sozinha pelo Oriente; de encarar uma cavalgada no Marrocos com mais duas mulheres; de me enfiar na F1 até rasgar os fundilhos das calças; de experimentar massagens por onde andasse; de não ter limites entre os bichos e eu; de guardar em mim o cheiro, o barulho e o sol na minha pele de criança… e fui inventando moda por mais que meus pais me pedissem: não inventa, Mariana! Mas eu invento, e eles gostam.

        Não poderia começar a lista sem ser pelo livro da repórter mais famosa do Brasil, Mariana Becker, não é mesmo? Inspiração para muitas pessoas, principalmente para mulheres que querem se aventurar no mundo da Fórmula 1, Mariana traz em seu livro histórias vividas por ela enquanto viaja ao redor do mundo, e claro, tendo a F1 como pano de fundo.

        O livro Não inventa, Mariana pode ser encontrado tanto em versão física quanto em e-book, este último sendo gratuito no Kindle Unlimited.

        2. “Só (não) Me Deixe”, de Ana Roza

        Resumo: Mavi Anne Perrin sabe o que quer, mas não tem ideia de por onde começar. Oito anos depois de ter sido abandonada, aos dez anos de idade, na porta de um orfanato, ela está pronta para encarar o mundo, mesmo ciente de como este pode ser cruel. No entanto, para sua surpresa, Mavi Anne descobre um pequeno pedaço lindo e glamuroso desse mundo: o Principado de Mônaco. Hospeda-se em uma charmosa pousada em Monte Carlo e logo consegue um emprego de garçonete no restaurante do outro lado da rua, mas a realidade do custo de vida luxuoso do lugar a obriga a repensar sua estadia. Mavi precisa juntar dinheiro e partir para o seu próximo destino quanto antes, porém, quando conhece Kalil Faez, sua decisão se torna mais difícil. Kalil Jean Martin Faez sempre foi o menino de ouro, e sempre mereceu esse título. Sendo filho de um dos pilotos mais amados da Fórmula 1, é esperado que um dia supere seu pai. Kalil se prepara para isso há anos, mas agora que está prestes a acontecer, sente algo que nunca se permitiu sentir antes. Kalil sente medo. Ele não pode arriscar perder a chance de sua vida, mas também não sabe como isso influenciará o seu futuro. Por isso, quando conhece Mavi Anne, encontra um refúgio longe das pistas. O que os dois não esperam é ter suas vidas transformadas devido à uma proposta repentina.

        De autoria independente, Ana Roza trás um romance inesquecível, te prendendo a cada página do livro. A resenha ainda vai sair neste blog. O livro “Só (não) me deixe” pode ser encontrado também no Amazon Kindle Unlimited, de graça para quem quiser ler.

        3. “Monza’61: a Maior Tragédia da Fórmula 1”, de Américo Teixeira Junior

        Resumo: No dia 10 de setembro de 1961, o Autódromo de Monza estava lotado para o Grande Prêmio da Itália. A apaixonada torcida italiana vibrava com a iminente dupla conquista da Ferrari (Mundial de Pilotos e no de Construtores), mas um violentíssimo acidente, ainda na segunda volta, matou o líder do campeonato e principal favorito ao título, o alemão Wolfgang von Trips, e mais 16 pessoas. Esse trágico acidente é o tema do livro MONZA’61: A MAIOR TRAGÉDIA DA FÓRMULA 1, escrito pelo jornalista Américo Teixeira Junior, que relata não apenas o fato, mas também os acontecimentos que o antecederam, o perfil de cada uma das vítimas fatais e os caminhos da investigação por autoridades italianas.

        Voltando no tempo, Américo Teixeira Junior, nos conta uma das histórias mais terríveis do automobilismo, sendo essa até então uma das mais trágicas que aconteceram na Fórmula 1. Com resenha aqui no blog, este é um dos livros que mais me entristeceram, não pela escrita, mas sim pela história contada, tanto do piloto quanto das outras vítimas desse dia.

        O livro também pode ser encontrado tanto na versão física quanto e-book, também gratuito pelo Kindle Unlimited.

      1. Grande Prêmio de Abu Dhabi define o campeão mundial da Fórmula 1

        Por Renata Resende

        Grande Prêmio de Abu Dhabi/ Foto: Fórmula 1

        A temporada de Fórmula 1 de 2025 chega em Abu Dhabi trazendo uma tensão e expectativa sobre quem será o próximo campeão do campeonato de pilotos da F1, disputa essa entre três pilotos. Mas Abu Dhabi sabe como receber a categoria e entreter esse mundo, enquanto o último Grande Prêmio do ano não acontece.

        Localizada no Oriente Médio, Abu Dhabi se tornou uma das cidades mais imponentes dos Emirados Árabes Unidos. É lá onde que fica o Qasr Al Watan, o palácio presidencial do país , uma construção aberta ao turismo, mas que em momentos de assuntos políticos, abriga só os que realmente comandam os Emirados.

        Em cada pedaço de chão de Abu Dhabi se vê a tradição do islamismo e a riqueza, originalmente vinda do petróleo, mas que hoje também vem do turismo e investimentos. E foi nessa cidade que a Fórmula 1 encontrou como lugar perfeito para as exigências do então dono da categoria, Bernie Ecclestone, para um Circuito.

        Sendo o segundo circuito de F1 a ser construído no Oriente Médio, o seu planejamento e construção durou cerca de dois anos. E assim como em cada pedaço de boa parte de Abu Dhabi, o circuito exala luxo.

        Circuito de Yas Marina/ Imagem: Fórmula 1

        Construído em uma ilha artificial, literalmente no meio do deserto Árabe, o circuito de Yas Marina começou como um projeto elogiado, porém com o tempo, acabou ganhando reputação de corridas chatas. Conhecido como versão Árabe do circuito de Mônaco, a pista tem a fama de ser um dos mais difíceis de acontecerem ultrapassagens. 

        Apesar de ser considerado por muitos um circuito sem graça, ele oferece qualidade e distração aos que vão assistir o Grande Prêmio de Abu Dhabi. Além de uma pista com pouco mais de 5 km de extensão com suas 16 curvas, o circuito é um complexo turístico.

        Parque temático da Ferrari/ Foto: Tripadvisor

        Composto por hotéis, campos desportivos e marina, Yas Marina ainda conta com o famoso parque temático da Ferrari. É nesse parque que tem a Montanha Rossa, uma montanha russa que promete ao visitante adrenalina e velocidade como se a pessoa estivesse dentro de um carro de Fórmula 1.

        Mas o destaque mesmo fica por conta do GP da F1, que desde sua chegada em Abu Dhabi, vem sendo realizado ou na última etapa da temporada, ou entre as últimas corridas. O esquema é praticamente o mesmo do Catar, mas com o diferencial que a corrida começa a tarde e vai acontecendo enquanto está anoitecendo.

        Na noite a iluminação do circuito mostra o porquê de Yas Marina ser o mais projeto de iluminação do mundo quando se trata de instalação esportiva. Relembrando que a comemoração dos pilotos no pódio também não é feita com banho de champagne, já que os Emirados Árabes Unidos é um país de religião islâmica.

        O Grande Prêmio de Abu Dhabi será transmitido neste final de semana pela Band e F1TV.

      2. Curiosidades sobre o Catar, país que vai receber a Fórmula 1

        Por Renata Resende

        Circuito Internacional de Lusail/ Foto: Globo Esporte

        A Fórmula 1 chega nas suas últimas duas etapas, e o palco da vez fica no mundo árabe. Recebendo a categoria desde 2021, o Catar ficou famoso por sediar um dos eventos mundiais mais importantes do mundo, a Copa do Mundo de 2022. Mas a importância do país árabe não fica restrito apenas ao setor esportivo, sendo o emirado um dos mais importantes do mundo.

        Curiosidades sobre o Catar

        Bandeira do Catar/ Foto: Ecco Bandeiras

        Pequeno em porção de terra, o Estado do Catar se localiza na Ásia Continental, chegando a fazer fronteira com a Arábia Saudita, outro dos países árabes a participarem do calendário da Fórmula 1. Mas ao contrário da sua extensão ser pequena, a economia do país é bem significativa, se tornando uma das mais importantes do planeta.

        Exportando bastante petróleo e gás natural, essas duas fontes de energia chegam a somar 50% do seu PIB. A capital do Catar, Doha, é a cidade mais populosa e curiosamente, a maioria dos seus habitantes não são nativos do país e sim de países do Sudeste e Sul da Ásia. É em Doha que se encontra o Circuito Internacional de Lusail, que recebe a F1.

        Falando em Fórmula 1, a categoria chega no Catar no inverno, estação em que as temperaturas ficam mais amenas. O Grande Prêmio do Catar acontece à noite, período que a temperatura fica mais suave, embora o clima desértico ainda afete muito a corrida. Cenário cheio de luzes, o GP do Catar se torna um dos mais famosos da categoria, devido a ser o primeiro a ser noturno da história da F1 e do circuito desafiador.

        Max Verstappen (RBR) e Lando Norris (McLaren) no pódio/ Foto: O POVO+

        A corrida acaba e os pilotos que sobem ao pódio comemoram, estouram o champagne e molham uns aos outros com a bebida alcóolica, mas a tradição muda no Catar. Acontece que o emirado tem o islamismo como religião oficial, e de acordo com as leis do Islã, bebida alcóolica é proibida em ambientes públicos. Mas se o champagne é proibido, com o que os pilotos fazem a festa no pódio? Uma bebida a base de romã e água de rosas. Essa é a comemoração em todos os países árabes que recebem a Fórmula 1.

        Inovação x Tradição no Catar

        Mesmo mostrando muita inovação quando recebem categorias esportivas mundiais, como a própria Fórmula 1 e a Copa do Mundo de 2022, a tradição é fortemente presente no Catar. O país árabe tem como base jurídica a Lei de Sharia, que tem como fundamento o Alcorão. É na Sharia em que se vê casos de chicotadas como sistema de punição e a mulher mal tem alguma poder de voz.

        Como no mundo da Sharia quem tem o poder é o homem, acontecem casos onde muçulmanos tem filhos com estrangeiras e levam a prole para países que tem essa lei como base. Em alguns casos, o pai leva a criança sem o consentimento da mãe, cometendo um sequestro, e a mulher dificilmente consegue repatriar o filho, que foi o que aconteceu com uma brasileira e um egípcio.

        Karin Aranha, ativista e mãe do Adam/ Foto: Senado Federal

        Assim como no Catar, o Egito também tem a Sharia como base de vida, e um egípcio se aproveitou disso e sequestrou seu filho e da brasileira Karin Aranha. Depois de quase três anos de luta, hoje (26) Karin conseguiu a guarda de Adam, o que se tornou um momento histórico e vitória para as mães de Sharia.

      3. Doriane Pin Conquista Título na F1 Academy 2025

        Por Renata Resende

        Doriane Pin, piloto da Prema/ Foto: F1 Academy divulgação

        Doriane Pin (Prema) encerra seu último ano na F1 Academy levando pra casa o título de campeã. Porém a emoção na corrida de hoje não ficou só por conta da piloto francesa da Prema. A última etapa da temporada de 2025 marcou como despedida de algumas das pilotos que completaram seu segundo ano na categoria feminina.

        Assim como Pin, outras pilotos se despediram, entre elas Maya Weug (MP), Chloe Chambers (Campos) e Aurelia Nobels (ART).  Tendo suporte da Ferrari, Weug lutou com afinco pelo campeonato, mas perdeu a disputa para Pin. Outra piloto a se destacar foi Chloe Chambers, que conseguiu a pole position e venceu a última corrida da temporada.

        Infelizmente, 2025 também foi o último ano de Nobels na F1 Academy. Mas a brasileira não termina sua passagem pela categoria de forma despercebida. Na primeira corrida do fim de semana (21), Aurelia conseguiu seu lugar no pódio, quando Alisha Palmowski (Campos) foi punida por um incidente na mesma corrida.

        Chloe Chambers, piloto da Campos/ Foto: F1 Academy divulgação

        Sobre a última prova da temporada de 2025, assim como a primeira prova, a segunda não ficou sem seus incidentes e punições. A primeira bandeira amarela aconteceu quando Joanne Ciconte (MP) e Payton Westcott (Hitech) rodaram na pista, com ambas não finalizando a corrida. A colisão foi anotada, mas quem levou a punição de 10 segundos foi Rachel Robertson (Hitech), que foi a causadora do incidente. Nicole Havrda (Hitech) também foi punida com 5 segundos por ter largado antes do sinal.

        Brasil no asfalto

        Rafaela Ferreira (Campos) começou a corrida na nona posição e terminou no mesmo lugar, sem ganhar ou perder posições. Por sua vez, Aurelia Nobels largou em décimo terceiro e finalizou em décimo, ganhando três posições.

        F1 Academy 2026

        Com algumas das pilotos se despedindo da categoria, outras vão sendo anunciadas para a temporada de 2026. Até o momento, apenas três rookies foram anunciadas, como Lisa Billard (Gatorade), Esmee Kosterman (Lego) e Ella Stevens (McLaren- Rodin). A temporada de 2026 ainda não tem data divulgada.

      4. Doriane Pin fica cada vez mais perto do título na F1 Academy

        Por Renata Resende

        Doriane Pin, piloto francesa da Prema/ Foto: F1 Academy

        Primeira corrida, da última etapa da F1 Academy, acontece e Doriane Pin (Prema) fica cada vez mais perto do título. A piloto francesa, além de vencer a prova, ainda viu a sua oponente ao título, Maya Weug (MP) sair da competição após um toque com Tina Hausmann (Prema). Hausmann seguiu reclamando sobre falta de trabalho em equipe, jogando a possibilidade da culpa, do toque com Weug, ser da líder Nina Gademan (Prema).

        O incidente entre as duas pilotos é só um dos incidentes que serão investigados após a corrida. Ao longo da prova outros toques foram acontecendo, sobrando até para a brasileira Rafaela Ferreira (Campos), que chegou a perder algumas posições, mas conseguiu se recuperar. O safety car que guiou as pilotos desde o início da prova, precisou voltar para a pista quando Alba Larsen (MP), que tinha conseguido a liderança, rodou na pista.

        Chloe Chong (Rodin) foi a única piloto, até agora, a receber uma penalidade de 10 segundos, por ter se envolvido em um incidente com Ferreira. Os acidentes foram continuando na pista, dessa vez com Ella Lloyd (Rodin) errando na freada e saindo da prova.

        Alisha Palmowski (Campos) e Chloe Chambers (Campos) também se envolveram em um incidente, causando a batida de Chambers, e também listado para ser investigado após a corrida. Caso tenha punição para Alisha ou para Gademan, que foi possível alvo de reclamação da sua colega de equipe Hausmann, a brasileira Aurelia Nobels (ART) pode ser beneficiada, já que terminou a prova em 4º lugar.

        A corrida final acontecerá amanhã a noite (22) às 21h20 e será transmitida pela Band Sport e no Canal do YouTube da F1 Academy. Com o título nas mãos, só algo praticamente impossível de acontecer para tirar o campeonato de Doriane Pin, que está no último ano de F1 Academy.

      5. Classificação para as corridas da F1Academy

        Por Renata Resende

        Doriane Pin e Maya Weug disputam pelo título/ Foto: F1 Academy

        Corrida 1- Grid reverso para as oito primeiras colocadas

        Nina Gademan (Alpine)- Prema

        Emma Felbermayr (Kick Sauber)- Rodin

        Tina Hausmann (Aston Martin)- Prema

        Maya Weug (Scuderia Ferrari)- MP

        Doriane Pin (Mercedes)- Prema

        Alba Larsen (Hilfiger)- MP

        Alisha Palmowski (Red Bull Racing)- Campos

        Chloe Chambers (Red Bull Ford)- Campos

        Corrida 2- Grid normal

        1- Chloe Chambers (Red Bull Ford)- Campos 2:06.538

        2- Alisha Palmowski (Red Bull Racing)- Campos +0.380

        3- Alba Larsen (Hilfiger)- MP +0.397

        4- Doriane Pin (Mercedes)- Prema +0.440

        5- Maya Weug (Scuderia Ferrari)- MP +0.656

        6- Tina Hausmann (Aston Martin)- Prema +1.036

        7- Emma Felbermayr (Kick Sauber)- Rodin +1.428

        8- Nina Gademan (Alpine)- Prema +1.449

        9- Rafaela Ferreira (Racing Bulls)- Campos +1.461

        10- Ella Lloyd (McLaren)- Rodin +1.615

        11-Joanne Ciconte (Wella)- MP +1.644

        12- Lia Block (Williams)- ART GP +1.874

        13- Aurelia Nobels (Puma)- ART GP +2.103

        14-Rachel Robertson (TAG Heuer)- Hitech +2.192

        15-Courtney Crone (Haas F1 Team)- ART GP +2.505

        16-Chloe Chong (Charlotte Tilbury)- Rodin +2.506

        17- Payton Westcott (Visit Las Vegas)- Hitech +2.996

        18- Nicole Havrda (American Express)- Hitech +3.635

      6. Grande Prêmio do Brasil: Caos e Emoção em Interlagos

        Por Renata Resende

        Senna no pódio de Interlagos em 1991/ Foto: Globo Esporte

        Aguardado por boa parte dos fãs de Fórmula 1, o Grande Prêmio do Brasil é considerado uma das etapas mais caóticas da categoria principal do automobilismo. Com fortes chuvas, pilotos perdendo o controle de seus carros e pódios inesperados, o autódromo de Interlagos se tornou palco momentos impactantes na história da Fórmula 1, e em todos os anos, o público cria altas expectativas sobre como será a próxima corrida.

        História do Autódromo de Interlagos

        Autódromo José Carlos Pace/ Foto: Motorsport

        Com o nome de Autódromo José Carlos Pace, porém mais conhecido por Interlagos, o autódromo tem uma história que começa lá pelos anos de 1920. A ideia partiu do engenheiro britânico Louis Romero Sanson, que era dono de terrenos em São Paulo. Sanson tinha grandes planos para suas terras, tanto de construir um aeroporto quanto de fazer um bairro satélite, que seria em Interlagos.

        O aeroporto foi concluído mais rápido e opera até hoje, se tornando o Aeroporto de Congonhas, um dos mais famosos do Brasil até hoje. Porém o bairro de Interlagos teve os planos adiados por causa de alguns problemas que entraram para a história do Brasil e do mundo, como a Crise de 1929 e a Revolução Paulista, em 1932, na qual os paulistas tentavam recuperar o poder do Brasil. Mas o plano de Interlagos não ficou deixado de lado por muito tempo.

        Perto da década de 40, as corridas envolvendo automóveis estavam ficando cada vez mais famosas no Brasil. Enquanto no Rio de Janeiro, era o Circuito da Gávea que recebia as corridas internacionais, em São Paulo as provas aconteciam nas ruas da cidade. Foi na “pista” de rua paulista que aconteceu um grave acidente em 1936, envolvendo a piloto francesa Hellé Nice. O bólido de Nice foi em direção a plateia, causando a morte de seis pessoas e ferindo mais de trinta.

        Entra em ação então o projeto Autódromo de Interlagos, com o Sanson e o Automóvel Clube do Brasil como responsáveis da obra. Se inspirando em traçados das pistas de Indianápolis (EUA), Brooklands (Inglaterra) e Monthony (França), o autódromo foi construído. Depois das primeiras voltas na pista, por Manoel de Teffé e seu grupo de pilotos, chegaria o momento da inauguração, mas ela foi adiada várias vezes. Os motivos dos adiamentos eram vários, porém o último atraso foi por causa da forte chuva que alagou o circuito.

        Lotus 72D de Emerson Fittipaldi/ Foto por Ge Globo

        No dia 12 de maio de 1940 finalmente chega o momento da inauguração, mas o Autódromo de Interlagos foi receber a Fórmula 1 só em 1972, como uma prova extraoficial do campeonato. Mesmo a prova sendo vencida pelo argentino Carlos Reutmann (Brabham), o Brasil subiu no pódio com Wilson Fittipaldi (Brabham). No ano seguinte, Interlagos entra oficialmente no calendário oficial da categoria, no dia 11 de fevereiro, e para a alegria da torcida, foi Emerson Fittipaldi quem venceu, pilotando sua Lótus Ford. Foi Emerson em Interlagos que inspirou a música “Lotus 72D” interpretada por Zé Roberto.

        Momentos que marcaram a história da F1

        Vitória de Carlos Pace em Interlagos/ Foto: F1 São Paulo

        Além de Emerson Fittipaldi, outros pilotos brasileiros protagonizaram momentos marcantes no autódromo de Interlagos. Carlos Pace também teve seu momento de vitória em Interlagos, em 1975, quando pilotava pela Brabham Ford. O piloto brasileiro não marcou presença na pista só naquele dia, pois após sua morte em 1977, a autódromo foi rebatizado para Autódromo José Carlos Pace, em sua homenagem.

        Outro piloto que marcou a história de Interlagos foi Ayrton Senna. Ele mostrou, mais uma vez, sua garra quando pilotou sua McLaren quase sem marchas, e com Mansell a sua caça, até a linha de chegada. Seus gritos de comemoração não só lavou sua alma, como também entrou para a história da Fórmula 1 e, principalmente, para a memória dos brasileiros que viram a corrida. Mais uma vitória aconteceu em 1993, e a alegria foi tanta que povo brasileiro invadiu a pista, não deixando Senna sair do carro.

        Felipe Massa em Interlagos 2008/ Foto: Motorsport

        A última vitória brasileira, até hoje, que aconteceu em Interlagos foi em 2008, e que é quase um pesadelo para os brasileiros. Felipe Massa, pela Ferrari, ganhou o Grande Prêmio, e o Campeonato de pilotos, até Lewis Hamilton (McLaren) cruzar a linha de chegada em quinto lugar e tirar das mãos de Massa o título de campeão mundial.

        Outros pilotos brasileiros também correram em Interlagos, como Luiz Bueno, Alex Ribeiro, Nelson Piquet, Roberto Moreno, Maurício Gugelmin, Christian Fittipaldi, Rubens Barrichello, Pedro Diniz, Ricardo Rosset, Tarso Marques, Ricardo Zonta, Luciano Burti, Enrique Bernoldi, Cristiano da Matta, Antonio Pizzonia, Nelson Piquet Jr, Bruno Senna, Lucas Di Grassi e Felipe Nars.

        Relembrando o Grande Prêmio do Brasil 2024

        Exemplo mais recente do famoso caos que acontece no Autódromo de Interlagos, o Grande Prêmio de 2024 deixou o público extasiado. A chuva foi tão forte no dia Sprint, que impediu o treino classificatório para a corrida principal do fim de semana. O domingo se tornou um dia inesquecível, tanto por Lewis Hamilton pilotando a McLaren de Senna, quanto pela classificação no mesmo dia da prova e o pódio inesperado.

        A torcida presente foi uma cena a parte. Um grupo de fãs usaram máscaras com o rosto de Mariana Becker para homenagear a repórter brasileira. Na volta de apresentação, os torcedores gritavam o nome de Felipe Drugovich, piloto reserva da Aston Martin, enquanto Lance Stroll, titular, estava atolado na lama. E a corrida foi emocionante para os fãs da categoria e para alguns pilotos que estavam correndo.

        Lando Norris (McLaren) conseguiu a pole, mas cometeu erros debaixo da chuva e ficou preocupado com a posição de Max Verstappen (RBR) na pista. O piloto da Red Bull por sua vez, largou em 17º e foi escalando posições, vencendo a prova. Mas além da vitória do holandês, o que também marcou o GP foi a dobradinha da Alpine, com Esteban Ocon e Pierre Gasly, em segundo e terceiro lugar respectivamente, selando uma trégua entre os dois franceses.

        Expectativa para o GP de 2025

        Gabriel Bortoleto na Fórmula 1/ Foto: F1

        A Fórmula 1 chega em São Paulo com uma disputa acirrada entre três pilotos pelo Campeonato de Pilotos. Atualmente Lando Norris está na liderança do campeonato, seguido de Oscar Piastri (McLaren) e Max Verstappen. Porém a competição entre esses três pilotos fica em segundo plano, já que o foco estará em Gabriel Bortoleto (Sauber), primeiro piloto brasileiro em oito anos a correr em Interlagos.

        Bortoleto tem feito uma campanha de altos e baixos no seu ano de estreia, mas já conquistando seus primeiros pontos, somando dezenove pontos até agora. Junto com Max Verstappen, Bortoleto irá participar do podcast Pelas Pistas, com o episódio indo ao ar na próxima quinta-feira (06). Para o Grande Prêmio do Brasil, a torcida espera que tudo pode acontecer, até um pódio milagroso, levando em conta que se trata de Interlagos, e lá praticamente tudo é possível.