Curiosidades sobre o Catar, país que vai receber a Fórmula 1

Por Renata Resende

Circuito Internacional de Lusail/ Foto: Globo Esporte

A Fórmula 1 chega nas suas últimas duas etapas, e o palco da vez fica no mundo árabe. Recebendo a categoria desde 2021, o Catar ficou famoso por sediar um dos eventos mundiais mais importantes do mundo, a Copa do Mundo de 2022. Mas a importância do país árabe não fica restrito apenas ao setor esportivo, sendo o emirado um dos mais importantes do mundo.

Curiosidades sobre o Catar

Bandeira do Catar/ Foto: Ecco Bandeiras

Pequeno em porção de terra, o Estado do Catar se localiza na Ásia Continental, chegando a fazer fronteira com a Arábia Saudita, outro dos países árabes a participarem do calendário da Fórmula 1. Mas ao contrário da sua extensão ser pequena, a economia do país é bem significativa, se tornando uma das mais importantes do planeta.

Exportando bastante petróleo e gás natural, essas duas fontes de energia chegam a somar 50% do seu PIB. A capital do Catar, Doha, é a cidade mais populosa e curiosamente, a maioria dos seus habitantes não são nativos do país e sim de países do Sudeste e Sul da Ásia. É em Doha que se encontra o Circuito Internacional de Lusail, que recebe a F1.

Falando em Fórmula 1, a categoria chega no Catar no inverno, estação em que as temperaturas ficam mais amenas. O Grande Prêmio do Catar acontece à noite, período que a temperatura fica mais suave, embora o clima desértico ainda afete muito a corrida. Cenário cheio de luzes, o GP do Catar se torna um dos mais famosos da categoria, devido a ser o primeiro a ser noturno da história da F1 e do circuito desafiador.

Max Verstappen (RBR) e Lando Norris (McLaren) no pódio/ Foto: O POVO+

A corrida acaba e os pilotos que sobem ao pódio comemoram, estouram o champagne e molham uns aos outros com a bebida alcóolica, mas a tradição muda no Catar. Acontece que o emirado tem o islamismo como religião oficial, e de acordo com as leis do Islã, bebida alcóolica é proibida em ambientes públicos. Mas se o champagne é proibido, com o que os pilotos fazem a festa no pódio? Uma bebida a base de romã e água de rosas. Essa é a comemoração em todos os países árabes que recebem a Fórmula 1.

Inovação x Tradição no Catar

Mesmo mostrando muita inovação quando recebem categorias esportivas mundiais, como a própria Fórmula 1 e a Copa do Mundo de 2022, a tradição é fortemente presente no Catar. O país árabe tem como base jurídica a Lei de Sharia, que tem como fundamento o Alcorão. É na Sharia em que se vê casos de chicotadas como sistema de punição e a mulher mal tem alguma poder de voz.

Como no mundo da Sharia quem tem o poder é o homem, acontecem casos onde muçulmanos tem filhos com estrangeiras e levam a prole para países que tem essa lei como base. Em alguns casos, o pai leva a criança sem o consentimento da mãe, cometendo um sequestro, e a mulher dificilmente consegue repatriar o filho, que foi o que aconteceu com uma brasileira e um egípcio.

Karin Aranha, ativista e mãe do Adam/ Foto: Senado Federal

Assim como no Catar, o Egito também tem a Sharia como base de vida, e um egípcio se aproveitou disso e sequestrou seu filho e da brasileira Karin Aranha. Depois de quase três anos de luta, hoje (26) Karin conseguiu a guarda de Adam, o que se tornou um momento histórico e vitória para as mães de Sharia.

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