Tag: Fórmula 1

  • O triste 2025 de Lewis Hamilton na F1, e de Oscar Emboaba no Futebol

    Os dois atletas tem a semelhança de serem ídolos em seus esportes, mas com o mesmo ano difícil em suas carreiras

    Por Renata Resende

    Lewis Hamilton pela Ferrari/ Foto: Instagram de Hamilton

    Começo de anos e os fãs renovam suas esperanças para a nova temporada que chega. Cheios de promessas de recomeço de era uma era gloriosa, duas equipes trazem para seus times ídolos que reacendem a esperança de praticamente qualquer desiludido. Na Fórmula 1, a Scuderia Ferrari promete aos tifosis que 2025 será o ano da virada. No futebol brasileiro, o São Paulo Futebol Clube faz com que seus torcedores criem expectativas com um dos jogadores mais impactantes da história do time paulista. A semelhança entre essas duas equipes é apenas uma coincidência.

    O Heptacampeão agora veste vermelho

    O ano de 2024 começou com uma bomba para os entusiastas que acompanham a Fórmula 1. Lewis Hamilton decidiu que estava na hora de encerrar sua trajetória com a Mercedes e começar uma nova era, assinando com uma escuderia que é o sonho de qualquer piloto do automobilismo, a Scuderia Ferrari.

    Finalmente chega 2025, e Hamilton segue a tradição de usar um capacete na cor amarela no seu ano de estreia, afinal ele tem sua própria tradição. Seguindo o que ele dizia ser um sonho não realizado de seu ídolo, Ayrton Senna que queria pilotar pela Ferrari, Lewis chega na equipe italiana com os olhos brilhando e cheio de planos para seu aguardado oitavo título de campeão mundial. Mas 2025 não foi um bom ano.

    A cada corrida Hamilton ia começando a entender o que se passava na pele de Charles Leclerc, o menino criado na Ferrari, idealizado pelos fãs como o piloto “Predestinado” a trazer honra para a scuderia. Mas Leclerc, já acostumado com seus perrengues na equipe, respirou fundo, tirou esperança de onde nem ele sabia que tinha e enfrentou mais essa temporada terrível de 2025, somando alguns pódios na sua carreira.

    Enquanto o monegasco tinha anos de anos de péssimas experiências, o britânico Lewis foi vendo a Ferrari jogar um banho de água fria nos seus planos de octacampeonato. Como se a falta de estratégia da Ferrari não fosse problema o suficiente para enfrentar, Hamilton ainda enfrentou críticas com relação à sua idade, com o próprio Nico Rosberg dizendo que conforme os pilotos vão envelhecendo, vão ficando mais lentos, fazendo referencia à idade de Hamilton.

    Porém Hamilton não é o único atleta a sofrer críticas sobre seu desempenho “ruim” estar relacionado à aproximação de uma possível aposentadoria.

    A volta do filho prodigo às terras paulistas

    Oscar Emboaba jogando pelo São Paulo/ Foto: Instagram Oscar Emboaba

    Um dos jogadores de futebol mais famosos do São Paulo, Oscar dos Santos Emboaba Júnior, pode ser considerado com um dos destaques positivos, se não o único no vexame de aconteceu na Copa do Mundo de 2014, já que foi autor do único gol da Seleção Brasileira contra os sete gols da Alemanha. O jogador nascido em Americana- SP tem um histórico com o São Paulo Futebol Clube, quase considerado “entre tapas e beijos”. 

    Mostrando talento desde novo, Oscar realizou o sonho de seu pai, apaixonado pelo tricolor paulista, quando começou sua carreira profissional jogando pelo São Paulo. E foi com esse clube que o meia se desentendeu, chegando a parte dos “tapas” figurados, em 2010. 

    De acordo com Oscar, seu contrato com time paulista tinha controvérsias, então o jogador decidiu colocar o tricolor paulista na justiça, buscando resolver o problema. Ainda enfrentando a batalha no judiciário, Oscar partiu para jogar no Internacional, time que chegou a pagar R$ 15 milhões ao São Paulo. Do Inter, Oscar foi seguindo sua carreira, chegando a passar pelo Chelsea da Inglaterra. Saindo do time da Champions League, Oscar seguiu para o time chinês Shangai Port, ajudando o time a conquistar três títulos, uma copa e uma supercopa chinesa.

    Em 2024, Oscar foi confirmado como um reforço para o São Paulo, e chegou a comentar que não tinha traumas envolvendo seu passado com o tricolor paulista. Numa entrevista ao GE, o meio-campista relatou que voltar para o São Paulo é realizar “um sonho de vestir novamente a camisa” tricolor. Mas a temporada de 2025 não foi um total sonho para Oscar.

    Chegando a ficar afastado durantes três meses do time, por causa de uma fratura em três vértebras, Oscar chegou a comentar com pessoas próximas que cogita a decisão de aposentar do futebol profissional.

    Ano novo, expectativa nova

    Ao contrário de Oscar Emboaba, que se aposentou no final do ano de 2025, Lewis Hamilton volta para 2026 com uma nova esperança, um novo sonho e descansado o suficiente para a nova temporada da F1. Mas um novo ano que pode não ser tão diferente do que ele já enfrentou na Ferrari, já que o próprio Fred Vasseur, chefe de equipe, disse que é possível terem problemas nesse ano, e a scuderia italiana estaria possivelmente atrasada para o primeiro dia de testes do ano.

  • Autódromo de Ímola, fora do calendário, mas sempre na F1

    Por Renata Resende

    Autódromo Internacional Enzo e Dino Ferrari/ Imagem: Motorsport

    Grande Prêmio de San Marino ou Grande Prêmio da Emilia Romagna, não importa quais os nomes oficiais, mas os fãs de Fórmula 1 vão sempre chamar, essa etapa da F1, de Ímola. Esse GP acontece na Itália, no Autódromo Enzo e Dino Ferrari e é nessa pista que aconteceram momentos marcantes, bons e ruins, que ficam nas memórias dos fãs de Fórmula 1.

    Autódromo Enzo e Dino Ferrari/ Imagem: F1 site oficial

    O autódromo, que leva o nome dos Ferrari, foi construído lá na década de 1950, e no começo seu nome era Circuit de Santano. Após anos levando o nome do rio que delimitava o circuito, foi decidido que seu nome passaria para Circuit d`Imola, o que também fazia sentido por ser próximo da cidade italiana de mesmo nome, Ímola.

    Na década de 1970 vários trabalhos foram realizados, e o circuito mudou novamente seu nome. A partir de então ele passaria a ser chamado de Autódromo Dino Ferrari, em homenagem ao único filho do casal Ferrari. O autódromo seria renomeado de novo após a morte de Enzo Ferrari, sendo então chamado de Autódromo Enzo e Dino Ferrari. Agora, com o autódromo pronto, ele poderia receber a categoria de elite do automobilismo, a Fórmula 1.

    O primeiro GP de F1 aconteceu em 1980, algo que também aconteceu porque o Monza estava sob reformas. O autódromo ganhou o coração dos amantes da F1, mas em 1981 ele não poderia sediar mais o GP da Itália, devido a uma regra da categoria que não permitia que dois Grandes Prêmios poderiam ser realizados no mesmo país.

    Porém investidores burlaram essa regra. Como? Colocando o nome do GP com nome de outro país, um pequeno e encostado na Itália, chamado de San Marino. E deu certo. Sob o nome de GP de San Marino, o autódromo foi sediando corridas até 2006. Em 2020, as corridas de Fórmula 1 voltaria para Ímola, mas antes de partir para essa época atual, vale relembrar alguns momentos históricos.

    Traçado feroz da pista

    Acidente de Ayrton Senna/ Imagem: Aventuras na História

    O que tinha de emocionante no autódromo, tinha de perigoso. O traçado original tinha quase 5 km de asfalto e 20 curvas. Já em 1981, foram acontecendo mudanças como a introdução de uma chicane ali na Acque Minerali. Mas a pista era perigosa, e vários acidentes foram acontecendo até 1994, e só depois do pior ter acontecido que o autódromo foi fazer mudanças visando a segurança dos pilotos.

    Até 1994, a segurança da pista era questionada. Na sua primeira curva, a temida Tamburello, os pilotos corriam à quase 300 km/h e qualquer erro podia ser fatal. Naquela curva, vários pilotos se acidentaram, como aconteceu com o brasileiro Nelson Piquet (Williams). Em 1987, Piquet bateu com força e dali foi direto para o atendimento médico. O pai de Kelly Piquet sofreu traumatismo craniano, lesões no tórax, no tornozelo e perda de memória.

    Gerhard Berger, amigo próximo de Senna, foi outro piloto a se acidentar na Tamburello. Na batida, a Ferrari de Berger ainda pegou fogo, mas o austríaco só saiu com fissuras nos ossos. Em 1991, Michele Alboreto (Footwork) também bateu na mesma curva. No ano seguinte foi a vez de Riccardo Patrese (Williams) se ferir na Tamburello. Os próximos acidentes foram acontecer em 1994, e que infelizmente marcou o mundo, principalmente os brasileiros e austríacos.

    Depois das mortes violentas, de Ratzenberger e Senna, o traçado foi ainda mais alterado. A fim de fazer com que os pilotos virassem mais lentamente, foram acrescentadas variantes nas curvas da Tamburello e da Villeneuve. A Variante Bassa, onde o Rubens Barrichello (Jordan) se acidentou, também em 1994, deixou de existir. O local se transformou em uma chicane e teve suas zebras diminuídas.

    Grande Prêmio da Emilia Romagna

    O autódromo saiu do calendário da F1, acontecendo em 2006 o último Grande Prêmio de San Marino. Anos depois ele voltaria, mas com nome de GP diferente. Em 2020 aconteceu a pandemia que todos se lembram. O Coronavírus também atingiu a Fórmula 1, que teve que fazer ajustes no seu calendário.

    Num desses ajustes, acabaram trazendo o GP de Ímola de volta, como um tampão. Mas San Marino dessa vez não quis se envolver, e acabou retirando sua representação da F1. Como aquela regra de não poder ter dois Grandes Prêmios no mesmo país caiu por terra, eles decidiram então chamar a etapa de Grande Prêmio da Emilia Romagna, já que o autódromo fica na região da Emilia Romagna.

    O contrato ficou estabelecido então que Ímola sediaria o GP até 2025. Até a data dessa publicação, não se tem previsão de quando a Fórmula 1 voltará para o autódromo, mas numa carta aberta foi divulgada, pela direção da cidade de Ímola, sobre o fim do contrato com a categoria e deixa a entender que eles ainda tem esperança que a F1 volte para o autódromo.

  • Lando Norris se torna campeão mundial da Fórmula 1 de 2025

    Por Renata Resende

    Lando Norris, piloto da McLaren/ Foto: Fórmula 1

    Lando Norris (McLaren) chega em terceiro lugar no Grande Prêmio de Abu Dhabi, se consagrando o Campeão mundial da Fórmula 1 de 2025. Depois de uma temporada com reviravoltas, e com possível pentacampeonato de Max Verstappen (RBR), Norris conseguiu o título de campeão com apenas 2 pontos de vantagem em cima do holandês.

    É dada a largada

    E Verstappen defende sua pole abrindo uma distância de Norris, então no segundo lugar do grid. Oscar Piastri (McLaren) se aproveita e também passa Norris. Gabriel Bortoleto (Sauber) não reage bem na largada, mas logo ele se recuperou na corrida.

    Incidentes

    A lista foi grande ao longo da corrida, mas poucos com alguma punição. Pierre Gasly (Alpine) com Nico Hulkenberg (Sauber) foi só o primeiro incidente, mas não deu em nada. O contrário aconteceu com Liam Lawson (RB), que ganhou 5 segundos por pilotar erraticamente. Oliver Bearman (Haas) também se envolveu neste último incidente, mas passou ileso.

    Charles Leclerc (Ferrari), George Russell (Mercedes), Lance Stroll (Aston Martin) e Carlos Sainz (Williams) também se envolveram em alguns incidentes ao longo da corrida, mas sem punições.

    Yuki Tsunoda (RBR) ficou encarregado de segurar Norris na pista, tentou fazer um zigue zague, espremeu o Lando, mas não conseguiu completar sua missão e ainda levou 5 segundos de penalidade, embora tenha se mostrado indignado no rádio ao saber da notícia.

    Lewis Hamilton (Ferrari) e Kimi Antonelli (Mercedes) receberam bandeirada preta e branca por excederem limites de pista. Outro piloto a levar 5 segundos de punição foi Alex Albon (Williams) por exceder a velocidade no pit lane.

    Próxima parada

    Infelizmente a temporada de Fórmula 1 de 2025 acabou. A próxima parada será dia 6 a 8 de março de 2026 na Austrália, com novo regulamento, novos carros e uma equipe a mais, a Cadillac.

  • Grande Prêmio de Abu Dhabi define o campeão mundial da Fórmula 1

    Por Renata Resende

    Grande Prêmio de Abu Dhabi/ Foto: Fórmula 1

    A temporada de Fórmula 1 de 2025 chega em Abu Dhabi trazendo uma tensão e expectativa sobre quem será o próximo campeão do campeonato de pilotos da F1, disputa essa entre três pilotos. Mas Abu Dhabi sabe como receber a categoria e entreter esse mundo, enquanto o último Grande Prêmio do ano não acontece.

    Localizada no Oriente Médio, Abu Dhabi se tornou uma das cidades mais imponentes dos Emirados Árabes Unidos. É lá onde que fica o Qasr Al Watan, o palácio presidencial do país , uma construção aberta ao turismo, mas que em momentos de assuntos políticos, abriga só os que realmente comandam os Emirados.

    Em cada pedaço de chão de Abu Dhabi se vê a tradição do islamismo e a riqueza, originalmente vinda do petróleo, mas que hoje também vem do turismo e investimentos. E foi nessa cidade que a Fórmula 1 encontrou como lugar perfeito para as exigências do então dono da categoria, Bernie Ecclestone, para um Circuito.

    Sendo o segundo circuito de F1 a ser construído no Oriente Médio, o seu planejamento e construção durou cerca de dois anos. E assim como em cada pedaço de boa parte de Abu Dhabi, o circuito exala luxo.

    Circuito de Yas Marina/ Imagem: Fórmula 1

    Construído em uma ilha artificial, literalmente no meio do deserto Árabe, o circuito de Yas Marina começou como um projeto elogiado, porém com o tempo, acabou ganhando reputação de corridas chatas. Conhecido como versão Árabe do circuito de Mônaco, a pista tem a fama de ser um dos mais difíceis de acontecerem ultrapassagens. 

    Apesar de ser considerado por muitos um circuito sem graça, ele oferece qualidade e distração aos que vão assistir o Grande Prêmio de Abu Dhabi. Além de uma pista com pouco mais de 5 km de extensão com suas 16 curvas, o circuito é um complexo turístico.

    Parque temático da Ferrari/ Foto: Tripadvisor

    Composto por hotéis, campos desportivos e marina, Yas Marina ainda conta com o famoso parque temático da Ferrari. É nesse parque que tem a Montanha Rossa, uma montanha russa que promete ao visitante adrenalina e velocidade como se a pessoa estivesse dentro de um carro de Fórmula 1.

    Mas o destaque mesmo fica por conta do GP da F1, que desde sua chegada em Abu Dhabi, vem sendo realizado ou na última etapa da temporada, ou entre as últimas corridas. O esquema é praticamente o mesmo do Catar, mas com o diferencial que a corrida começa a tarde e vai acontecendo enquanto está anoitecendo.

    Na noite a iluminação do circuito mostra o porquê de Yas Marina ser o mais projeto de iluminação do mundo quando se trata de instalação esportiva. Relembrando que a comemoração dos pilotos no pódio também não é feita com banho de champagne, já que os Emirados Árabes Unidos é um país de religião islâmica.

    O Grande Prêmio de Abu Dhabi será transmitido neste final de semana pela Band e F1TV.

  • 1957, o ano que a Fórmula 1 foi para Pescara

    Por Renata Resende

    Várias cidades e circuitos fazem parte da história da Fórmula 1, mas só uma cidade se destaca por ter o circuito mais longo já usado na categoria, o Circuito de Pescara. Com apenas 25,8 km de comprimento, o circuito de estrada, hoje desativado, recebe o mesmo nome da cidade onde acontece a largada e a bandeirada de chegada. Mas este circuito traz curiosidades interessantes, que faz com Pescara fique sempre marcada na história da F1.

    O Circuito de Pescara, Itália

    Circuito de Pescara/ Imagem: Globo Esporte

    Situada na Costa Adriática da Itália, Pescara é uma cidade cheia de praias ao longo da sua costa, e atrações para vários bolsos. Mas a cidade italiana não entrou no calendário da Fórmula 1 na temporada de 1957, por sua beleza, e sim como um Grande Prêmio reserva.

    O circuito tinha como configuração temporária quase o formato de um triângulo e passava por três cidades diferentes, o tornando um circuito de estrada. A largada acontecia em Pescara, passava por Cappelle sul Tavolo, Montesilvano e volta para Pescara para a linha de chegada. Com duas retas intermináveis, só os melhores pilotos tinham chance de vencer a corrida naquela estrada.

    Antes mesmo da Fórmula 1 chegar lá, acontecia a Coppa Acerbo, e na primeira corrida que aconteceu no circuito de Pescara, em 1924, quem levou a vitória para casa foi ninguém mesmo que Enzo Ferrari, pilotando uma Alfa Romeo. E foi também o Commendatore que se recusou a colocar seus carros para competirem no único Grande Prêmio de Pescara na Fórmula 1.

    Foram duas as teorias do porque Enzo Ferrari tomou essa decisão. Uma era que Ferrari estava protestando, indo contra as corridas de estrada porque ele tinha perdido o piloto Alfonso di Portago, na famosa corrida Mille Miglia. Essa prova que aconteceu em 1957 é retratada no filme Ferrari, lançado em 2023, e o di Portago é representado pelo ator brasileiro Gabriel Leone, que também interpretou Ayrton Senna na série da Netflix.

    A outra teoria é que Ferrari estava com medo de colocar seus pilotos no GP de Pescara, e eles acabarem se machucando durante a corrida, ou até acontecendo algum acidente fatal. E ele tinha motivo para isso. O circuito era bem perigoso e foi o primeiro a receber uma chicane artificial para quebrar a velocidade dos pilotos no trecho próximo ao Mar Adriático.

    O Grande Prêmio de Pescara, Fórmula 1, 1957

    Juan Manoel Fangio, Pescara, 1957/ Foto: Goodwood

    Mesmo Ferrari não querendo colocar seus pilotos e carros na prova, ele acabou cedendo um carro para o insistente Luigi Musso. O GP contou com 16 pilotos, com Juan Manoel Fangio na pole position. Musso que tanto quis competir com o carro da Ferrari, por conta própria foi um dos nove pilotos a não concluírem a prova por causa do problema de fuga de óleo do carro, que deixou rastro na pista.

    Fangio, que perdeu a pole para Stirling Moss, estragou uma das rodas de sua Maserati, dando uma folga para o britânico Moss. O incidente mais perigoso da prova foi quando Horace Gould, numa outra Maserati, atropelou um mecânico. Sobre o estado do mecânico, não foi encontrada nenhuma informação.

    Quando terminou a prova, Stirling Moss (Vanwall), Fangio (Maserati) e Harry Schell (Maserati) subiram ao pódio em primeiro, segundo e terceiro lugar respectivamente. A Maserati contou com dez dos dezesseis carros presentes na pista. As outras equipes a se inscreverem no Grande Prêmio (em inglês) foram a Vanwall, Cooper Climax e Luigi Mossi com uma Ferrari.

    Fim do Circuito de Pescara

    A última prova aconteceu em 1961, sendo uma corrida de Endurance. Devido a falta de segurança, tanto para os pilotos quanto para o público, o circuito foi desativado.

  • Fórmula 1 no Catar, McLaren erra na estratégia e dá a vitória para Max Verstappen

    Max Verstappen e Hannah Schmitz/ Foto: Instagram Red Bull Racing

    Por Renata Resende

    Esperança para levar algum título para o Palmeiras, Lando Norris (McLaren) não encerrou a disputa pelo campeonato de pilotos no Grande Prêmio do Catar de hoje (30). Mas a culpa não ficou para o piloto britânico, e sim para a própria McLaren, que praticamente entregou a corrida para Max Verstappen (RBR).

    É dada a largada…

    E Norris perde a posição para Verstappen. George Russell (Mercedes) perde algumas posições, Lewis Hamilton (Ferrari) vai escalando o grid, Nico Hulkenberg (Sauber) ultrapassa Charles Leclerc (Ferrari) e estava tudo seguindo até… safety car na pista. Pierre Gasly (Alpine) e Hulkenberg se tocam na pista. Gasly que já tinha recebido bandeira preta e branca por retorno inseguro na pista, se ferra ainda mais no incidente, indo parar na parte final da tabela.

    Hulkenberg não consegue termina a corrida, e enquanto tiram o carro dele, o safety car vai comandando na pista. Red Bull chama Verstappen para o box, e a maioria dos pilotos seguem. Estratégia essa que a McLaren não seguiu, e foi aí que a corrida desandou para os papayas.

    Incidentes e bandeiras preta e branca

    E os diretores de prova tiveram vários incidentes para investigar. Esteban Ocon (Haas) mexe o carro antes da largada ser dada e leva uma punição de 5 segundos. Lance Stroll (Aston Martin), Gabriel Bortoleto (Sauber) e Alexander Albon (Williams) são investigados por infringirem a bandeira amarela, mas eles não ganham nenhuma posição.

    Albon também leva uma bandeirada preta e branca por exceder limites de pista. Oliver Bearman (Haas) teve uma saída insegura do box e ganhou 10 segundos de punição. Russell acompanha Gasly e Albon, também recebendo uma bandeira preta e branca, também por limite de pista.

    Bearman, assim como Hulkenberg, não consegue terminar o GP do Catar.

    Alegria e tristeza no pódio

    Carlos Sainz comemorando com a Williams/ Foto: Instagram Williams

    Verstappen e Oscar Piastri (McLaren) irem para o pódio não foi uma surpresa, mas o terceiro lugar para Carlos Sainz (Williams) foi motivo de festa para a Williams. Sainz quase perdeu seu lugar no pódio, quando teve um possível estrago no assoalho, mas conseguiu seguir até na linha de chegada, com uma expressão que nem ele acreditava que estava no pódio.

    E o que dizer da presença de Hannah Schmitz no pódio, comemorando a vitória da Red Bull junto com Max Verstappen, hein? A presença da chefe de estratégia num lugar de destaque pode ser considerado uma inspiração para as meninas e mulheres que acompanham a Fórmula 1 num país que tem a Sharia com base de vida.

    Porém, enquanto Sainz comemorava com a Williams e a RBR fazia a festa, Piastri não teve apoio da McLaren no pódio. O piloto australiano, que teve pole e vitória na sprint, e pole para a corrida principal, sequer foi recebido pela equipe no final da corrida, cena que deu desgosto até para quem não torce para o piloto e para a equipe.

    Próxima parada

    A Fórmula 1 sai do Catar e vai direto para Abu Dhabi, com o campeonato de pilotos aberto na disputa entre Max Verstappen, Lando Norris e Oscar Piastri. A Band e a F1TV trará a transmissão das últimas etapas da Fórmula 1 e da Fórmula 3, que já foi vencido por Rafael Câmara.

  • Max Verstappen: Vitória no GP de Las Vegas 2025

    Por Renata Resende

    Max Verstappen/ Foto: F1 Mania

    Finalizando o fim de semana com chave de ouro, o Grande Prêmio de Las Vegas teve uma reviravolta logo no início. Lando Norris (McLaren) que tinha conseguido a pole position na classificação de ontem (22), tentou fazer uma jogada trancando Max Verstappen (RBR) mas perdeu a liderança para o piloto holandês e o segundo lugar para George Russell (Mercedes).

    É dada a largada

    Mas antes mesmo da largada quem quis dar um susto foi Lewis Hamilton (Ferrari), porém ele mostrou que não tem o apelido de patrão atoa e de 19º lugar, na quinta volta já estava em 12º lugar. Enquanto o britânico foi escalando a tabela alguns incidentes foram acontecendo.

    Gabriel Bortoleto (Stake) tocou em Lance Stroll (Aston Martin) e ambos saíram da prova. Na entrevista com a repórter Mariana Becker, o brasileiro reconheceu a culpa e pediu desculpas a Stroll. O incidente foi anotado para ser investigado após a corrida.

    Kimi Antonelli (Mercedes) e Alex Albon (Williams) são investigados por possível largada falsa, mas enquanto Albon saiu apenas com uma reprimenda, Antonelli recebeu 5 segundos. Como durante a corrida Albon se envolveu em um toque com Hamilton, o piloto da Williams também ganhou 5 segundos de penalidade, e além disso, não conseguiu terminar a prova.

    Disputas impressionantes

    Kimi Antonelli, Oscar Piastri e Charles Leclerc disputando na pista/ Foto: Print Band

    Impressionante é o que define as disputas por posição na pista. Fernando Alonso (Aston Martin) contra Hamilton e Charles Leclerc (Ferrari) contra Carlos Sainz (Williams) e Oscar Piastri (McLaren) chamaram a atenção na pista. Por fim a tentativa do trio que ficou até o final da prova com Kimi, Piastri e Leclerc.

    Próxima parada

    A temporada da Fórmula 1 de 2025 vai chegando na reta final com mais duas corridas em uma semana após a outra. Já neste final de semana acontecerá o Grande Prêmio do Catar e logo após, o Grande Prêmio de Abu Dhabi. Ambos serão transmitidos pela Band.

  • Meu Ayrton: A História de Adriane Galisteu e Ayrton Senna

    Por Renata Resende

    Adriane e Ayrton/ Foto: Divulgação HBO Max

    Meu Ayrton, por Adriane Galisteu: Adriane Galisteu, personalidade brasileira e ex-namorada de Ayrton Senna, revive sua história de amor e as polêmicas após a morte do piloto.

    Novo documentário na HBO, “Meu Ayrton, por Adriane Galisteu” traz mais um pouco sobre a personalidade de Ayrton Senna fora das pistas, mas sobre a ótica da apresentadora Adriane Galisteu, que foi namorada de Senna até o momento da morte do piloto. No entanto, o documentário, dividido em duas partes, não fica preso ao romance dos dois, mas também mostra um pouco de como foi a vida de Galisteu, antes, durante e depois do namoro com Senna.

    Lendo trechos do seu livro, Caminho das Borboletas (1994), Adriane relembra momentos marcantes de sua vida. Dos problemas pessoais envolvendo sua família, da falta de dinheiro que levou ao objetivo de vida de ganhar dinheiro através de seu trabalho, Galisteu abre seu coração e sua memória ao público, revelando a personalidade por trás da modelo loira de olhos verdes.

    Ao relembrar como conheceu Ayrton, como começou à namorar o piloto brasileiro de Fórmula 1, Galisteu caracteriza o romance vivido como um conto de fadas, que além de mágico, tinha prazo para acabar.

    Trabalhando desde os nove anos como modelo, Galisteu vai contando sua trajetória pessoal e profissional, muito antes de ter qualquer envolvimento com o mundo do automobilismo, e muito menos com Ayrton. Foi trabalhando, como garota Shell, que ela conheceu Senna.

    Ao longo do documentário, presenças importantes foram aparecendo, também contando suas memórias relacionadas a Adriane e Ayrton. O jornalista Roberto Cabrini relembra como eram as reportagens com Senna, mas também fala da influência de Adriane na vida do piloto.

    Antônio Braga de Almeida Braga, também conhecido como Braguinha, foi relembrado no documentário, como uma figura paterna para Ayrton. Embora Braga tenha falecido antes do projeto ser filmado, a esposa dele, Luiza Braga, deu seu relato sobre a vida de Adriane e Ayrton, já que era uma grande amiga do piloto.

    Outra pessoa a mostrar o seu ponto de vista foi Betise Assumpção, que era assessora de imprensa de Senna. Jacir Bergmann II, o “Gordinho” também apareceu contando de sua amizade com o piloto de F1, e como foi a aproximação do casal. Mais relatos foram aparecendo como de Birgit Sauer, amiga de Ayrton, de Nuno Cobra que era o preparador físico de Senna, e de Geraldo Rodrigues, empresário de pilotos da Fórmula 1.

    Ainda no mundo da F1, Emerson Fittipaldi também marcou presença no documentário, junto com seu filho, Emerson Fittipaldi Jr, piloto confirmado para correr na Fórmula 2 em 2026, pela AIX Racing. Campeão brasileiro de Fórmula 1, Fittipaldi conta um pouco sobre Senna, e lê um trecho que escreveu como prefácio no livro de Galisteu.

    O trágico Grande Prêmio de San Marino também é relatado, e Adriane conta como foi sua vida após a morte de Senna. Ela relembra como deixou de ser a “namorada de Ayrton Senna”, o como ela seguiu com sua vida, em meio a tristeza de ter perdido o namorado, o descaso sofrido e as polêmicas que se seguiram.

    Adriane Galisteu, no documentário, consegue mostrar ao público um pouco da sua vida, mostrando o seu ponto de vista sobre aquele momento da sua vida, quando namorava Ayrton Senna. Sem atirar pedras em qualquer pessoa, Adriane relembra momentos que podem trazer nostalgia, alegria e tristeza aos fãs dela, e do piloto Ayrton Senna.

    Aos que ainda não viram o documentário ou vão rever, aí vai um conselho: não esqueça dos lenços para o choro.

  • Vitória de Lando Norris no GP de Interlagos

    Por Renata Resende

    Lando Norris/ Foto: Globo Esporte

    O Grande Prêmio de Interlagos finaliza com mais uma vitória para a conta de Lando Norris (McLaren). O piloto inglês da McLaren que tinha vencido a Sprint ontem (08), repetiu sua dose de vitória na corrida principal. Mas enquanto os fãs da McLaren vibraram com o resultado, muitos outros presentes em Interlagos ficaram decepcionados.

    É dada a largada

    Gabriel Bortoleto/ Foto: O Globo

    Mal começou a corrida e já se tem uma bandeira amarela e um Safety Car. Para a decepção do Brasil, Gabriel Bortoleto sofre uma batida e precisa se retirar da corrida. Na relargada, o Safety Car que mal tinha saído da pista e precisou retornar, quando Oscar Piastri (McLaren) tenta ultrapassar Kimi Antonelli (Mercedes), e acaba sobrando para Charles Leclerc (Ferrari). Leclerc foi o segundo piloto a sair do GP, desiludindo o fã brasileiro da Ferrari.

    Destaques da Corrida

    Red Bull de Max Verstappen/ Foto: UOL

    Eleito o piloto do dia, Max Verstappen (RBR) deu um show de pilotagem na pista. Largando do pitlane, Verstappen foi escalando o pelotão até chegar ao ponto de liderar a corrida por alguns instantes. No final, Interlagos ainda presenciou o holandês lutando pelo pódio, conseguindo ultrapassar George Russell (Mercedes), mas não conseguindo pegar o segundo lugar, que foi ocupado por Antonelli.

    Oliver Bearman (Haas) foi outro piloto a se destacar na corrida, protagonizando momentos de luta por posição com Nico Hulkenberg (Sauber). Bearman começou a corrida em 8º e terminou em 6º, atrás de Piastri.

    Penalidades

    Enquanto Verstappen lutava pela liderança, seu companheiro de equipe Yuki Tsunoda (RBR) foi enfrentando as penalidades que a FIA dava a ele. Primeiro, se envolvendo em um incidente com Lance Stroll (Aston Martin) e ganhou 10 segundos de punição. Mas o japonês não pagou a punição direito no box e pegou mais uma penalidade de 10 segundos.

    Piastri também levou 10 segundos, mas essa punição chegou a ser questionada por muitos. Lewis Hamilton (Ferrari) também levou 5 segundos de punição, e precisou abandonar a corrida, depois de tentar seguir na prova mesmo com o toque que o atrapalhou na largada.

    Próxima parada

    O próximo Grande Prêmio de Fórmula será na cidade de Las Vegas, sendo o último GP do ano a acontecer à noite. Com o campeonato de pilotos ainda aberto, a F1 irá acontecer entre os dias 21 a 23 de novembro.

  • Como Maria Teresa de Filippis Quebrou Barreiras na Fórmula 1

    Maria Teresa de Filippis fez história sendo a primeira mulher a competir na Fórmula 1. 

    Por Renata Resende

    Maria Teresa de Fillipis/ Foto: Le Monde

    Maria Teresa de Filippis, esse é o nome da mulher que, com apenas 22 anos, se enfiou em um mundo completamente dominado por homens, conhecido como o automobilismo. Nenhum começo de texto vai ser impactante o suficiente para representar o que essa italiana fez, e como ela abriu caminho para muitas mulheres entrarem nesse esporte.

    E a carreira de Maria Teresa começou com uma simples aposta entre irmãos. Parece tão comum não é mesmo? Seus irmãos não acreditavam que ela podia ser rápida, mas De Filippis, não abaixou a cabeça e apostou que seria veloz. Pegou o Fiat 500 que tinha ganhado de seu pai e se enfiou na sua 1ª competição, um percurso de 10 km de Salermo-Cava dei Tirreni.

    Aí a italiana começou a formar seu currículo, e foi competindo em várias provas, chegando até ser vice-campeã do campeonato italiano. Com 28 anos, Maria Teresa chamava a atenção dos participantes do automobilismo, e a Maserati a contratou para fazer parte da sua equipe de fábrica.

    Entrada na Fórmula 1

    Maria Teresa de Fillipes em seu carro de corrida/ Foto: Salracing

    Tudo parecia incrível, Maria Teresa tinha entrado na Fórmula 1, tendo apoio dos pais, seu mentor era o Fangio, competindo pela Maserati, mas tinha pelo menos um porém. Sua contratação, assim como era comum na época para todos os pilotos, dizia que metade da premiação iria para a equipe. Entretanto, se ela não ganhasse, sairia no prejuízo.

    Não que isso fosse um problema para ela. Maria Teresa vinha de uma família italiana rica, que não entendia exatamente a paixão que De Filippis tinha por carros, mas que incentivava ela. Em uma entrevista para o Motorsport Magazine (site em Inglês), a piloto disse que sua mãe não era contra ela participar das competições, porque Maria estava sempre vencendo.

    Mas se dinheiro para De Filippis não era problema, receber ordens com certeza era. Em uma conversa com Enzo Ferrari, Maria Teresa chegou a bater de frente com o “il Commendatore” (Comandante), e se recusou a trabalhar para o italiano criador da Scuderia Ferrari, preferindo fazer parte da Maserati.

    Maria Teresa chegou a participar de cinco Grandes Prêmios durante sua passagem pela Fórmula 1, e mesmo quando a Maserati saiu da F1, ela permaneceu com um carro privado, o modelo 250 F, e que era defasado quando comparado aos outros bólidos do grid.

    Embora tenha tentado participar do Grande Prêmio de Mônaco, ela não conseguiu se classificar para a prova. Então, sua estreia na Fórmula 1 foi no Grande Prêmio da Bélgica, no circuito de Spa Francorchamps, em 1958, prova vencida por Tony Brooks (Vanwall) e ela conseguiu terminar em 10º lugar. 

    Na França ela não conseguiu participar, porque segundo o diretor de provas Toto Roche, o único capacete que Maria Teresa deveria usar estava no salão de beleza. No Grande Prêmio de Portugal, ela não conseguiu terminar a prova. Em Monza, na Itália, ela precisou sair da prova na 57ª volta. 

    Em 1959, Maria Teresa decidiu ir para a Porshe, e tentou participar de novo da etapa de Mônaco, mas sem sucesso. A “Signorina F1” (Senhorita), apelido que ganhou na sua carreira, parou de competir nesse mesmo ano, impactada pelas mortes de alguns de seus amigos na Fórmula 1.

    Sua última prova seria na Alemanha, mas decidiu de última hora não ir, e foi nessa prova que Jean Behra morreu. Behra foi o piloto que a influenciou a ir para a Porshe, e sua morte foi a gota d’água para Maria Teresa sair do mundo do automobilismo. 

    Volta para o mundo da velocidade

    Maria Teresa de Fillipis/ Foto: Terceiro Tempo

    Um ano depois de sair da Fórmula 1, Maria Teresa se casou com um químico Austríaco e formou sua família. Só depois de quase 20 anos sem sequer acompanhar as corridas, que De Filippis voltou a fazer parte desse mundo, até pilotando carros antigos em eventos. Em 1997, Maria Teresa de Filippis se tornou vice-presidente do clube da Maserati. 

    No dia 9 de janeiro de 2016, foi divulgada a notícia que Maria Teresa tinha falecido, e a causa da morte não foi divulgada. Também segundo ao jornal The Guardian, a piloto deixou seu marido Theodor Hushek, sua filha Carola e duas netas.