Autor: renatamresende

  • Classificação para as corridas da F1Academy

    Por Renata Resende

    Doriane Pin e Maya Weug disputam pelo título/ Foto: F1 Academy

    Corrida 1- Grid reverso para as oito primeiras colocadas

    Nina Gademan (Alpine)- Prema

    Emma Felbermayr (Kick Sauber)- Rodin

    Tina Hausmann (Aston Martin)- Prema

    Maya Weug (Scuderia Ferrari)- MP

    Doriane Pin (Mercedes)- Prema

    Alba Larsen (Hilfiger)- MP

    Alisha Palmowski (Red Bull Racing)- Campos

    Chloe Chambers (Red Bull Ford)- Campos

    Corrida 2- Grid normal

    1- Chloe Chambers (Red Bull Ford)- Campos 2:06.538

    2- Alisha Palmowski (Red Bull Racing)- Campos +0.380

    3- Alba Larsen (Hilfiger)- MP +0.397

    4- Doriane Pin (Mercedes)- Prema +0.440

    5- Maya Weug (Scuderia Ferrari)- MP +0.656

    6- Tina Hausmann (Aston Martin)- Prema +1.036

    7- Emma Felbermayr (Kick Sauber)- Rodin +1.428

    8- Nina Gademan (Alpine)- Prema +1.449

    9- Rafaela Ferreira (Racing Bulls)- Campos +1.461

    10- Ella Lloyd (McLaren)- Rodin +1.615

    11-Joanne Ciconte (Wella)- MP +1.644

    12- Lia Block (Williams)- ART GP +1.874

    13- Aurelia Nobels (Puma)- ART GP +2.103

    14-Rachel Robertson (TAG Heuer)- Hitech +2.192

    15-Courtney Crone (Haas F1 Team)- ART GP +2.505

    16-Chloe Chong (Charlotte Tilbury)- Rodin +2.506

    17- Payton Westcott (Visit Las Vegas)- Hitech +2.996

    18- Nicole Havrda (American Express)- Hitech +3.635

  • Meu Ayrton: A História de Adriane Galisteu e Ayrton Senna

    Por Renata Resende

    Adriane e Ayrton/ Foto: Divulgação HBO Max

    Meu Ayrton, por Adriane Galisteu: Adriane Galisteu, personalidade brasileira e ex-namorada de Ayrton Senna, revive sua história de amor e as polêmicas após a morte do piloto.

    Novo documentário na HBO, “Meu Ayrton, por Adriane Galisteu” traz mais um pouco sobre a personalidade de Ayrton Senna fora das pistas, mas sobre a ótica da apresentadora Adriane Galisteu, que foi namorada de Senna até o momento da morte do piloto. No entanto, o documentário, dividido em duas partes, não fica preso ao romance dos dois, mas também mostra um pouco de como foi a vida de Galisteu, antes, durante e depois do namoro com Senna.

    Lendo trechos do seu livro, Caminho das Borboletas (1994), Adriane relembra momentos marcantes de sua vida. Dos problemas pessoais envolvendo sua família, da falta de dinheiro que levou ao objetivo de vida de ganhar dinheiro através de seu trabalho, Galisteu abre seu coração e sua memória ao público, revelando a personalidade por trás da modelo loira de olhos verdes.

    Ao relembrar como conheceu Ayrton, como começou à namorar o piloto brasileiro de Fórmula 1, Galisteu caracteriza o romance vivido como um conto de fadas, que além de mágico, tinha prazo para acabar.

    Trabalhando desde os nove anos como modelo, Galisteu vai contando sua trajetória pessoal e profissional, muito antes de ter qualquer envolvimento com o mundo do automobilismo, e muito menos com Ayrton. Foi trabalhando, como garota Shell, que ela conheceu Senna.

    Ao longo do documentário, presenças importantes foram aparecendo, também contando suas memórias relacionadas a Adriane e Ayrton. O jornalista Roberto Cabrini relembra como eram as reportagens com Senna, mas também fala da influência de Adriane na vida do piloto.

    Antônio Braga de Almeida Braga, também conhecido como Braguinha, foi relembrado no documentário, como uma figura paterna para Ayrton. Embora Braga tenha falecido antes do projeto ser filmado, a esposa dele, Luiza Braga, deu seu relato sobre a vida de Adriane e Ayrton, já que era uma grande amiga do piloto.

    Outra pessoa a mostrar o seu ponto de vista foi Betise Assumpção, que era assessora de imprensa de Senna. Jacir Bergmann II, o “Gordinho” também apareceu contando de sua amizade com o piloto de F1, e como foi a aproximação do casal. Mais relatos foram aparecendo como de Birgit Sauer, amiga de Ayrton, de Nuno Cobra que era o preparador físico de Senna, e de Geraldo Rodrigues, empresário de pilotos da Fórmula 1.

    Ainda no mundo da F1, Emerson Fittipaldi também marcou presença no documentário, junto com seu filho, Emerson Fittipaldi Jr, piloto confirmado para correr na Fórmula 2 em 2026, pela AIX Racing. Campeão brasileiro de Fórmula 1, Fittipaldi conta um pouco sobre Senna, e lê um trecho que escreveu como prefácio no livro de Galisteu.

    O trágico Grande Prêmio de San Marino também é relatado, e Adriane conta como foi sua vida após a morte de Senna. Ela relembra como deixou de ser a “namorada de Ayrton Senna”, o como ela seguiu com sua vida, em meio a tristeza de ter perdido o namorado, o descaso sofrido e as polêmicas que se seguiram.

    Adriane Galisteu, no documentário, consegue mostrar ao público um pouco da sua vida, mostrando o seu ponto de vista sobre aquele momento da sua vida, quando namorava Ayrton Senna. Sem atirar pedras em qualquer pessoa, Adriane relembra momentos que podem trazer nostalgia, alegria e tristeza aos fãs dela, e do piloto Ayrton Senna.

    Aos que ainda não viram o documentário ou vão rever, aí vai um conselho: não esqueça dos lenços para o choro.

  • Vitória de Lando Norris no GP de Interlagos

    Por Renata Resende

    Lando Norris/ Foto: Globo Esporte

    O Grande Prêmio de Interlagos finaliza com mais uma vitória para a conta de Lando Norris (McLaren). O piloto inglês da McLaren que tinha vencido a Sprint ontem (08), repetiu sua dose de vitória na corrida principal. Mas enquanto os fãs da McLaren vibraram com o resultado, muitos outros presentes em Interlagos ficaram decepcionados.

    É dada a largada

    Gabriel Bortoleto/ Foto: O Globo

    Mal começou a corrida e já se tem uma bandeira amarela e um Safety Car. Para a decepção do Brasil, Gabriel Bortoleto sofre uma batida e precisa se retirar da corrida. Na relargada, o Safety Car que mal tinha saído da pista e precisou retornar, quando Oscar Piastri (McLaren) tenta ultrapassar Kimi Antonelli (Mercedes), e acaba sobrando para Charles Leclerc (Ferrari). Leclerc foi o segundo piloto a sair do GP, desiludindo o fã brasileiro da Ferrari.

    Destaques da Corrida

    Red Bull de Max Verstappen/ Foto: UOL

    Eleito o piloto do dia, Max Verstappen (RBR) deu um show de pilotagem na pista. Largando do pitlane, Verstappen foi escalando o pelotão até chegar ao ponto de liderar a corrida por alguns instantes. No final, Interlagos ainda presenciou o holandês lutando pelo pódio, conseguindo ultrapassar George Russell (Mercedes), mas não conseguindo pegar o segundo lugar, que foi ocupado por Antonelli.

    Oliver Bearman (Haas) foi outro piloto a se destacar na corrida, protagonizando momentos de luta por posição com Nico Hulkenberg (Sauber). Bearman começou a corrida em 8º e terminou em 6º, atrás de Piastri.

    Penalidades

    Enquanto Verstappen lutava pela liderança, seu companheiro de equipe Yuki Tsunoda (RBR) foi enfrentando as penalidades que a FIA dava a ele. Primeiro, se envolvendo em um incidente com Lance Stroll (Aston Martin) e ganhou 10 segundos de punição. Mas o japonês não pagou a punição direito no box e pegou mais uma penalidade de 10 segundos.

    Piastri também levou 10 segundos, mas essa punição chegou a ser questionada por muitos. Lewis Hamilton (Ferrari) também levou 5 segundos de punição, e precisou abandonar a corrida, depois de tentar seguir na prova mesmo com o toque que o atrapalhou na largada.

    Próxima parada

    O próximo Grande Prêmio de Fórmula será na cidade de Las Vegas, sendo o último GP do ano a acontecer à noite. Com o campeonato de pilotos ainda aberto, a F1 irá acontecer entre os dias 21 a 23 de novembro.

  • Como Maria Teresa de Filippis Quebrou Barreiras na Fórmula 1

    Maria Teresa de Filippis fez história sendo a primeira mulher a competir na Fórmula 1. 

    Por Renata Resende

    Maria Teresa de Fillipis/ Foto: Le Monde

    Maria Teresa de Filippis, esse é o nome da mulher que, com apenas 22 anos, se enfiou em um mundo completamente dominado por homens, conhecido como o automobilismo. Nenhum começo de texto vai ser impactante o suficiente para representar o que essa italiana fez, e como ela abriu caminho para muitas mulheres entrarem nesse esporte.

    E a carreira de Maria Teresa começou com uma simples aposta entre irmãos. Parece tão comum não é mesmo? Seus irmãos não acreditavam que ela podia ser rápida, mas De Filippis, não abaixou a cabeça e apostou que seria veloz. Pegou o Fiat 500 que tinha ganhado de seu pai e se enfiou na sua 1ª competição, um percurso de 10 km de Salermo-Cava dei Tirreni.

    Aí a italiana começou a formar seu currículo, e foi competindo em várias provas, chegando até ser vice-campeã do campeonato italiano. Com 28 anos, Maria Teresa chamava a atenção dos participantes do automobilismo, e a Maserati a contratou para fazer parte da sua equipe de fábrica.

    Entrada na Fórmula 1

    Maria Teresa de Fillipes em seu carro de corrida/ Foto: Salracing

    Tudo parecia incrível, Maria Teresa tinha entrado na Fórmula 1, tendo apoio dos pais, seu mentor era o Fangio, competindo pela Maserati, mas tinha pelo menos um porém. Sua contratação, assim como era comum na época para todos os pilotos, dizia que metade da premiação iria para a equipe. Entretanto, se ela não ganhasse, sairia no prejuízo.

    Não que isso fosse um problema para ela. Maria Teresa vinha de uma família italiana rica, que não entendia exatamente a paixão que De Filippis tinha por carros, mas que incentivava ela. Em uma entrevista para o Motorsport Magazine (site em Inglês), a piloto disse que sua mãe não era contra ela participar das competições, porque Maria estava sempre vencendo.

    Mas se dinheiro para De Filippis não era problema, receber ordens com certeza era. Em uma conversa com Enzo Ferrari, Maria Teresa chegou a bater de frente com o “il Commendatore” (Comandante), e se recusou a trabalhar para o italiano criador da Scuderia Ferrari, preferindo fazer parte da Maserati.

    Maria Teresa chegou a participar de cinco Grandes Prêmios durante sua passagem pela Fórmula 1, e mesmo quando a Maserati saiu da F1, ela permaneceu com um carro privado, o modelo 250 F, e que era defasado quando comparado aos outros bólidos do grid.

    Embora tenha tentado participar do Grande Prêmio de Mônaco, ela não conseguiu se classificar para a prova. Então, sua estreia na Fórmula 1 foi no Grande Prêmio da Bélgica, no circuito de Spa Francorchamps, em 1958, prova vencida por Tony Brooks (Vanwall) e ela conseguiu terminar em 10º lugar. 

    Na França ela não conseguiu participar, porque segundo o diretor de provas Toto Roche, o único capacete que Maria Teresa deveria usar estava no salão de beleza. No Grande Prêmio de Portugal, ela não conseguiu terminar a prova. Em Monza, na Itália, ela precisou sair da prova na 57ª volta. 

    Em 1959, Maria Teresa decidiu ir para a Porshe, e tentou participar de novo da etapa de Mônaco, mas sem sucesso. A “Signorina F1” (Senhorita), apelido que ganhou na sua carreira, parou de competir nesse mesmo ano, impactada pelas mortes de alguns de seus amigos na Fórmula 1.

    Sua última prova seria na Alemanha, mas decidiu de última hora não ir, e foi nessa prova que Jean Behra morreu. Behra foi o piloto que a influenciou a ir para a Porshe, e sua morte foi a gota d’água para Maria Teresa sair do mundo do automobilismo. 

    Volta para o mundo da velocidade

    Maria Teresa de Fillipis/ Foto: Terceiro Tempo

    Um ano depois de sair da Fórmula 1, Maria Teresa se casou com um químico Austríaco e formou sua família. Só depois de quase 20 anos sem sequer acompanhar as corridas, que De Filippis voltou a fazer parte desse mundo, até pilotando carros antigos em eventos. Em 1997, Maria Teresa de Filippis se tornou vice-presidente do clube da Maserati. 

    No dia 9 de janeiro de 2016, foi divulgada a notícia que Maria Teresa tinha falecido, e a causa da morte não foi divulgada. Também segundo ao jornal The Guardian, a piloto deixou seu marido Theodor Hushek, sua filha Carola e duas netas.

  • História do Circuito de Zandvoort na Fórmula 1

    Por Renata Resende

    Circuito de Zandvoort/ Foto: F1

    A semana é de Grande Prêmio no Brasil, mas se tem outro circuito que consegue trazer emoção perto do nível de Interlagos, é Zandvoort. Com Max Verstappen, piloto da Red Bull Racing, como representante, e também com cenas marcantes, o Grande Prêmio da Holanda chega a ser um dos mais esperados pelos amantes de Fórmula 1.

    O circuito que hoje conta com quase 4 km de extensão e 14 curvas, tem capacidade para receber em torno de 105 mil pessoas, com boa parte delas, se não a maioria, torcendo para a vitória de Max Verstappen (RBR).

    História do Circuito de Zandvoort

    Importante país no continente europeu, a Holanda, ou Países Baixos, tem uma grande história no mundo das corridas de automobilismo. Na década de 30 aconteceu a primeira corrida de carros da história holandesa, quando dia 3 de junho de 1939, entusiastas criaram o que seria o primeiro Grande Prêmio da Holanda (site em inglês). O sucesso foi tanto que decidiram criar um circuito permanente, para receber os próximos GPs, já que o primeiro aconteceu nas ruas da cidade de Zandvoort.

    Mas esse circuito permanente só seria criado após a 2ª Guerra Mundial. Na década de 40, com o terreno para a construção já escolhido, localizado entre dunas, se começa a construção do circuito em Zandvoort. Um dos projetistas do circuito foi o arquiteto Hans Hugenholtz, que tem esse e outros autódromos da Fórmula 1 no seu currículo de projetos.

    Embora o circuito de Zandvoort tenha sido inaugurado em 1948, a Fórmula 1 só foi ser recebida em 1952, num Grande Prêmio vencido por Alberto Ascari, pilotando uma Ferrari, e tendo dois brasileiros na disputa. Chico Landi (Maserati) terminou em nono lugar, enquanto o outro piloto brasileiro na pista, Gino Bianco (Maserati) não conseguiu terminar a corrida.

    Circuito em 1952/ Foto: Circuit Zandvoort

    Com 4,252 km de asfalto, o circuito original tinha 19 curvas e se manteve nessa configuração até 1989. No dia 24 de agosto de 1985, a Fórmula 1 realizou o último Grande Prêmio da Holanda antes da longa pausa que teria da categoria em Zandvoort. A pole da corrida foi conquistada por Nelson Piquet, que se tornou a última pole position da Brabham na Fórmula 1.

    Já no resultado final do GP, o pódio foi formado por Niki Lauda (McLaren) em primeiro fazendo uma dobradinha com Alan Prost (McLaren), e Ayrton Senna colocando a Lotus em terceiro lugar. Senna e Piquet foram os últimos pilotos brasileiros a competirem antes da volta da F1 para a Holanda.

    Brasil no Grande Prêmio da Holanda

    Bortoleto em Zandvoort/ Foto: F1 Mania

    O circuito de Zandvoort recebeu vários pilotos brasileiros além dos nomes já citados. A lista completa conta com os nomes de: Hermano da Silva Ramos, Carlos Pace, Wilson Fittipaldi, Emerson Fittipaldi, Alex Ribeiro, Raul Boesel, Chico Serra e Gabriel Bortoleto. Correndo em Zandvoort em 2025, Bortoleto não conseguiu seu melhor desempenho quando comparado a outras etapas da Fórmula 1, mas se manteve até o final da prova, largando de 15º e finalizando em 13º.

    E aí, alguma lembrança marcante envolvendo este circuito? Comenta ai em baixo:

  • Grande Prêmio do Brasil: Caos e Emoção em Interlagos

    Por Renata Resende

    Senna no pódio de Interlagos em 1991/ Foto: Globo Esporte

    Aguardado por boa parte dos fãs de Fórmula 1, o Grande Prêmio do Brasil é considerado uma das etapas mais caóticas da categoria principal do automobilismo. Com fortes chuvas, pilotos perdendo o controle de seus carros e pódios inesperados, o autódromo de Interlagos se tornou palco momentos impactantes na história da Fórmula 1, e em todos os anos, o público cria altas expectativas sobre como será a próxima corrida.

    História do Autódromo de Interlagos

    Autódromo José Carlos Pace/ Foto: Motorsport

    Com o nome de Autódromo José Carlos Pace, porém mais conhecido por Interlagos, o autódromo tem uma história que começa lá pelos anos de 1920. A ideia partiu do engenheiro britânico Louis Romero Sanson, que era dono de terrenos em São Paulo. Sanson tinha grandes planos para suas terras, tanto de construir um aeroporto quanto de fazer um bairro satélite, que seria em Interlagos.

    O aeroporto foi concluído mais rápido e opera até hoje, se tornando o Aeroporto de Congonhas, um dos mais famosos do Brasil até hoje. Porém o bairro de Interlagos teve os planos adiados por causa de alguns problemas que entraram para a história do Brasil e do mundo, como a Crise de 1929 e a Revolução Paulista, em 1932, na qual os paulistas tentavam recuperar o poder do Brasil. Mas o plano de Interlagos não ficou deixado de lado por muito tempo.

    Perto da década de 40, as corridas envolvendo automóveis estavam ficando cada vez mais famosas no Brasil. Enquanto no Rio de Janeiro, era o Circuito da Gávea que recebia as corridas internacionais, em São Paulo as provas aconteciam nas ruas da cidade. Foi na “pista” de rua paulista que aconteceu um grave acidente em 1936, envolvendo a piloto francesa Hellé Nice. O bólido de Nice foi em direção a plateia, causando a morte de seis pessoas e ferindo mais de trinta.

    Entra em ação então o projeto Autódromo de Interlagos, com o Sanson e o Automóvel Clube do Brasil como responsáveis da obra. Se inspirando em traçados das pistas de Indianápolis (EUA), Brooklands (Inglaterra) e Monthony (França), o autódromo foi construído. Depois das primeiras voltas na pista, por Manoel de Teffé e seu grupo de pilotos, chegaria o momento da inauguração, mas ela foi adiada várias vezes. Os motivos dos adiamentos eram vários, porém o último atraso foi por causa da forte chuva que alagou o circuito.

    Lotus 72D de Emerson Fittipaldi/ Foto por Ge Globo

    No dia 12 de maio de 1940 finalmente chega o momento da inauguração, mas o Autódromo de Interlagos foi receber a Fórmula 1 só em 1972, como uma prova extraoficial do campeonato. Mesmo a prova sendo vencida pelo argentino Carlos Reutmann (Brabham), o Brasil subiu no pódio com Wilson Fittipaldi (Brabham). No ano seguinte, Interlagos entra oficialmente no calendário oficial da categoria, no dia 11 de fevereiro, e para a alegria da torcida, foi Emerson Fittipaldi quem venceu, pilotando sua Lótus Ford. Foi Emerson em Interlagos que inspirou a música “Lotus 72D” interpretada por Zé Roberto.

    Momentos que marcaram a história da F1

    Vitória de Carlos Pace em Interlagos/ Foto: F1 São Paulo

    Além de Emerson Fittipaldi, outros pilotos brasileiros protagonizaram momentos marcantes no autódromo de Interlagos. Carlos Pace também teve seu momento de vitória em Interlagos, em 1975, quando pilotava pela Brabham Ford. O piloto brasileiro não marcou presença na pista só naquele dia, pois após sua morte em 1977, a autódromo foi rebatizado para Autódromo José Carlos Pace, em sua homenagem.

    Outro piloto que marcou a história de Interlagos foi Ayrton Senna. Ele mostrou, mais uma vez, sua garra quando pilotou sua McLaren quase sem marchas, e com Mansell a sua caça, até a linha de chegada. Seus gritos de comemoração não só lavou sua alma, como também entrou para a história da Fórmula 1 e, principalmente, para a memória dos brasileiros que viram a corrida. Mais uma vitória aconteceu em 1993, e a alegria foi tanta que povo brasileiro invadiu a pista, não deixando Senna sair do carro.

    Felipe Massa em Interlagos 2008/ Foto: Motorsport

    A última vitória brasileira, até hoje, que aconteceu em Interlagos foi em 2008, e que é quase um pesadelo para os brasileiros. Felipe Massa, pela Ferrari, ganhou o Grande Prêmio, e o Campeonato de pilotos, até Lewis Hamilton (McLaren) cruzar a linha de chegada em quinto lugar e tirar das mãos de Massa o título de campeão mundial.

    Outros pilotos brasileiros também correram em Interlagos, como Luiz Bueno, Alex Ribeiro, Nelson Piquet, Roberto Moreno, Maurício Gugelmin, Christian Fittipaldi, Rubens Barrichello, Pedro Diniz, Ricardo Rosset, Tarso Marques, Ricardo Zonta, Luciano Burti, Enrique Bernoldi, Cristiano da Matta, Antonio Pizzonia, Nelson Piquet Jr, Bruno Senna, Lucas Di Grassi e Felipe Nars.

    Relembrando o Grande Prêmio do Brasil 2024

    Exemplo mais recente do famoso caos que acontece no Autódromo de Interlagos, o Grande Prêmio de 2024 deixou o público extasiado. A chuva foi tão forte no dia Sprint, que impediu o treino classificatório para a corrida principal do fim de semana. O domingo se tornou um dia inesquecível, tanto por Lewis Hamilton pilotando a McLaren de Senna, quanto pela classificação no mesmo dia da prova e o pódio inesperado.

    A torcida presente foi uma cena a parte. Um grupo de fãs usaram máscaras com o rosto de Mariana Becker para homenagear a repórter brasileira. Na volta de apresentação, os torcedores gritavam o nome de Felipe Drugovich, piloto reserva da Aston Martin, enquanto Lance Stroll, titular, estava atolado na lama. E a corrida foi emocionante para os fãs da categoria e para alguns pilotos que estavam correndo.

    Lando Norris (McLaren) conseguiu a pole, mas cometeu erros debaixo da chuva e ficou preocupado com a posição de Max Verstappen (RBR) na pista. O piloto da Red Bull por sua vez, largou em 17º e foi escalando posições, vencendo a prova. Mas além da vitória do holandês, o que também marcou o GP foi a dobradinha da Alpine, com Esteban Ocon e Pierre Gasly, em segundo e terceiro lugar respectivamente, selando uma trégua entre os dois franceses.

    Expectativa para o GP de 2025

    Gabriel Bortoleto na Fórmula 1/ Foto: F1

    A Fórmula 1 chega em São Paulo com uma disputa acirrada entre três pilotos pelo Campeonato de Pilotos. Atualmente Lando Norris está na liderança do campeonato, seguido de Oscar Piastri (McLaren) e Max Verstappen. Porém a competição entre esses três pilotos fica em segundo plano, já que o foco estará em Gabriel Bortoleto (Sauber), primeiro piloto brasileiro em oito anos a correr em Interlagos.

    Bortoleto tem feito uma campanha de altos e baixos no seu ano de estreia, mas já conquistando seus primeiros pontos, somando dezenove pontos até agora. Junto com Max Verstappen, Bortoleto irá participar do podcast Pelas Pistas, com o episódio indo ao ar na próxima quinta-feira (06). Para o Grande Prêmio do Brasil, a torcida espera que tudo pode acontecer, até um pódio milagroso, levando em conta que se trata de Interlagos, e lá praticamente tudo é possível.

    
    
    
    
    

  • Bem vindos a versão 2.0 do Poliglota Nas Pistas

    Bem vindos a versão 2.0 do Poliglota Nas Pistas

    Versão 2.0 porque esse blog já existiu em outra plataforma.

    Oi, meu nome é Renata Resende, e pode-se dizer que sou uma pessoa apaixonada por idiomas e carros. Parece dois temas diferentes, não é mesmo? Mas a verdade é que os idiomas e os carros se entrelaçam, quando se trata de um esporte, ou automobilismo internacional.

    A Fórmula 1 é o principal exemplo desse esporte. A categoria principal do automobilismo mundial, roda o planeta todos os anos, trazendo corridas que passam por vários continentes, com diferentes climas, fusos horários e culturas, e com pilotos de todas as partes do mundo.

    É com a intenção de explorar mais sobre essa parte fora das pistas do automobilismo que venho com esse blog. Quero trazer mais curiosidades, tanto sobre os países que vão passando pelos calendários das Fórmula 1, Fórmula 2, Fórmula 3 e F1 Academy, quanto sobre as equipes e seus pilotos.

    Espero que gostem e compartilhem o que pensam sobre essas temáticas do automobilismo internacional.