Autor: renatamresende

  • F1 na China, Russell conquista mais uma vitória para Mercedes

    Com passa e repassa, briga doméstica e bandeira amarela, a etapa da F1 na China começa tirando o sono dos fãs

    George Russell, vencedor da Sprint na China/ Imagem BBC

    Por Renata Resende

    Dessa vez sem nenhum piloto perdendo o controle do carro na volta de formação, como aconteceu com Oscar Piastri (McLaren) no GP da Austrália, a Sprint da China tem uma largada emocionante. George Russell (Mercedes) largou na pole e se manteve na liderança até ser ultrapassado por Lewis Hamilton (Ferrari).

    Carros da Ferrari disputando entre si/ Imagem F1 site oficial

    Essa disputa entre Hamilton e Russell foi a cena mais bonita da prova, mas logo em seguida aconteceu uma competição que frustrou os fãs da Ferrari. Charles Leclerc (Ferrari) chegou com tudo para disputar posição com … Hamilton. A briga doméstica da equipe italiana facilitou a vida de Russell, que acelerou ainda mais segurando a liderança da prova.

    Incidente e bandeira amarela

    Kimi Antonelli (Mercedes) foi um dos pilotos que não só largou mal na prova, como também que levou punição por causar incidente na pista, empurrando Isack Hadjar (RBR) para fora da pista. Se aproveitando de um safety car causado por Nico Hulkenberg (Audi), o piloto da Mercedes foi para o box e pagou sua punição antes de voltar para a prova.

    Além de Hadjar, o outro piloto a se envolver em um incidente com Antonelli foi Piastri, que foi obrigado a devolver a posição para o piloto italiano. Sergio Perez (Cadillac) também levou 5 segundos de punição.

    Dos pilotos a não terminarem a Sprint, Arvid Lindblad (RB) foi o primeiro a abandonar a prova, sendo chamado para o box para retirar o carro. Valtteri Bottas (Cadillac) também precisou retirar o carro.

    Brasil na pista

    Gabriel Bortoleto (Audi) começou a prova na 14º posição, mas ao longo da prova só conseguiu escalar em uma posição.

    Pódio da Sprint

    George Russell (Mercedes)

    Charles Leclerc (Ferrari)

    Lewis Hamilton (Ferrari)

  • Idiomas com F1: vocabulário da Fórmula 1 em Mandarim

    Com Sistema Pinyin

    Por Renata Resende

    Neste final de semana acontece o Grande Prêmio da China, tanto da Fórmula 1 quanto da F1 Academy, e nada melhor para entrar no clima do que aprender um pouco de vocabulário de Mandarim. Vale lembrar que essa é só uma das línguas presentes na China.

    Fontes:

    Language drops https://languagedrops.com/word/en/english/chinese/topics/formula_1/

    Chinese converse https://www.chineseconverter.com/en/convert/simplified-to-traditional

    Alguma expectativa para o GP da China? Lembrando que também vai ter corrida Sprint. Ano passado, quem ganhou a Sprint foi o Lewis Hamilton (Ferrari), esse ano quem será que ganha, hein? Comenta aí

  • F1: GP da Austrália tem vitória de Russell, e decepção para os ferraristas

    Ferrari começou a prova avançando com tudo na pista, mas colocando a vitória a perder no GP

    George Russell na pista/ Imagem: Mercedes Instagram

    Por Renata Resende

    Com uma largada de tirar o sono de qualquer brasileiro, o Grande Prêmio da Austrália não deveu em nada aos fãs com relação a emoção. A corrida nem tinha começado e o piloto da casa já estava fora da disputa. Oscar Piastri (McLaren) perdeu o controle de seu carro e bateu feio logo numa volta de aquecimento, deixando os australianos decepcionados.

    Chega o momento da largada e Nico Hulkenberg (Audi) já foi investigado por algum incidente no grid de largada. As luzes apagam e Charles Leclerc (Ferrari) mergulhou com tudo entre os carros, tomando a liderança de George Russell (Mercedes). E a disputa entre esse dois pilotos durou por umas boas voltas, mas devido a possível erro da Ferrari, Russell tomou a liderança sem dar chance para ser ultrapassado.

    Abandonos no GP

    Hulkenberg foi o primeiro piloto abandonar a prova, sendo seguido por Isack Hadjar (RBR), com problemas no motor do carro, chamando o primeiro Safety Car virtual. Fernando Alonso (Aston Martin) também foi um dos pilotos que abandonou a prova, devido aos problemas recorrentes no carro da Aston Martin.

    Porém, Alonso voltou um pouco depois para pista, talvez para coletar dados para a equipe, mas não ficou muito tempo. Valtteri Bottas (Cadillac) foi o último piloto a não completar a corrida, resultando no segundo Safety Car virtual.

    Disputas emocionantes

    Além de Leclerc e Russell se envolvendo na briga pela liderança da prova, outras disputas chamaram a atenção durante o GP. Começando pela clássica disputa entre Pierre Gasly (Alpine) e Esteban Ocon (Haas), que estando na mesma equipe ou não, amam dar um show na pista, deixando a rivalidade entre os franceses falar mais alto.

    Arvid Lindblad (RB) mostrou a que veio, e não deixou se intimidar por ser um novato. Enfrentou Max Verstappen (RBR), Oliver Bearman (Haas) e Gabriel Bortoleto (Audi) na pista. Lewis Hamilton (Ferrari) também teve suas disputas, com Russell e Leclerc, mais no final da corrida.

    Brasil na pista

    Gabriel Bortoleto na pista/ Imagem Audi Instagram

    Gabriel Bortoleto (Audi) que começou a corrida em décimo lugar, teve um ótimo desempenho, sendo até considerado como um dos melhores candidatos a piloto do dia, terminando a prova em nono lugar, na zona de pontuação.

    Piloto do dia

    Eleito pelo público: Max Verstappen (RBR)

    Opinião pessoal: Max Verstappen, Charles Leclerc (Ferrari), Arvid Lindblad (RBR) e Gabriel Bortoleto (Audi)

    Próxima parada

    Já iniciando mais uma Race week, o próximo Grande Prêmio da F1 será na China, dessa vez acompanhado pela F1 Academy, que tem a brasileira Rafaela Ferreira pilotando pela RB.

  • F2: Brasileiro Rafael Câmara pega seu primeiro pódio

    Nikola Tsolov vence prova principal da F2 na Austrália

    Rafael Câmara, Nikola Tsolov e Laurens Van Hoepen/ Imagem: F2 instagram

    Por Renata Resende

    A corrida principal da Fórmula 2 aconteceu neste sábado (no Brasil), domingo na Austrália e o piloto da Campos Racing, Nikola Tsolov venceu sem se envolver em qualquer incidente, ao contrário da corrida Sprint de ontem. Rafael Câmara (Invicta Racing) foi o segundo colocado, seguido de Laurens Van Hoepen (Trident).

    A largada da prova foi limpa, mas não uma boa memória para Dino Beganovic (DAMS Lucas Oil). O piloto da academia Ferrari, tinha conseguido a pole position, mas perdeu a liderança logo na largada. Alexander Dunne (Rodin Motorsport) até tentou pegar a posição, mas Martinius Stenshorne passou na frente.

    Bandeira amarela e incidentes.

    Stenshorne e Dunne se envolveram num incidente e ambos acabaram saindo da prova, com o primeiro piloto reclamando no rádio, causando o primeiro Safety Car da corrida. Joshua Durksen (Invicta Racing), que venceu a Sprint de ontem, também se envolveu num incidente com Emmo Fittipaldi (AIX Racing). Ainda falando de Durksen, o paraguaio levou 5 segundos de penalidade por ter queimado a largada.

    O pit lane também vou lugar de alguns incidentes como o de Kush Maini (ART Grand Prinx), que deixou o carro morrer na saída do box. Sebastián Montoya (Prema Racing) e Nico Varrone (Van Amersfoort Racing), que passou parte da prova na liderança, excederam a velocidade limite no pit lane e também levaram 5 segundos cada.

    O segundo Safety car aconteceu por causa de Beganovic que vinha tentando se recuperar na prova. O sueco estava com a volta mais rápida da prova, mas o motor do carro não aguentou e deixou o piloto na mão.

    Brasil na pista.

    Rafael Câmara, piloto da Invicta Racing/ Imagem: Globo Esporte

    Rafael Câmara conseguiu sua melhor pontuação até agora na Fórmula 2. O pernambucano lutou pela liderança da prova, sendo segurado por Varrone em algumas voltas, mas conseguiu ultrapassar e ir atrás de Tsolov. A disputa entre os dois pilotos, da Invicta e Campos, respectivamente, relembrou a final do campeonato em 2024, quando Gabriel Bortoleto (Audi) venceu Isack Hadjar (RBR), os dois sendo também dessas equipes.

    Emmo Fittipaldi (AIX Racing) também foi bem na prova, superando seu companheiro de equipe Cian Shields, mesmo tendo pulado a Fórmula 3 e indo direto para a Fórmula 2.

    Pódio

    Nikola Tsolov (Campos Racing)

    Rafael Câmara (Invicta Racing)

    Lauren Van Hoepen (Trident)

  • F2: Durksen leva a primeira vitória do ano para o Paraguai

    Paraguaio se destaca na corrida Sprint da Fórmula 2.

    Joshua Durksen, vencedor da Sprint da F2/ Imagem: Terra

    Por Renata Resende

    Tendo o grid reverso para os dez primeiros colocados da classificação, a Sprint da Fórmula 2 termina tendo como primeiro vitorioso da temporada Joshua Durksen (Invicta Racing). O paraguaio largou na 2ª posição, mas logo na largada perdeu sua posição para o alemão Oliver Goethe (MP Motorsport). 

    Sem toques ou batidas no começo, a emoção, no inicio da prova, ficou por conta da recuperação de Durksen, que acabou passando Goethe e tomando a liderança de Tasanapol Inthraphuvasak (ART Grand Prix).

    Bandeira amarela

    Goethe, que começou a sprint ganhando posição, acabou rodando na pista, causando a primeira bandeira amarela da prova.

    Nico Varrone (Van Amersfoort Racing) também rodou, chegando a despencar no grid.

    A segunda bandeira foi causada por Nikola Tsolov (Campos Racing). O piloto da Campos, foi um dos que mais perdeu posições durante a corrida, chegando a se envolver em alguns incidentes.

    Investigações e punição

    Um dos incidentes de Tsulov foi com Martinius Stenshorne (Rodin Motorsport), este levando 5 segundos de punição por ganhar vantagem durante a disputa. 

    Varrone e Cian Shields (AIX Racing) também se tocaram na pista, mas a direção decidiu que a investigação ficaria após a corrida.

    Brasil na pista

    Rafael Câmara (Invicta Racing) que passou boa parte da prova disputando por posições, chegou a ganhar 1 posição, mas no final caiu para o 11⁰ lugar.

    Emmo Fittipaldi (AIX Racing) por sua vez se manteve ileso na prova, e ganhou 5 posições, largando de 18⁰ e terminando em 13⁰ lugar. 

    Pódio da corrida Sprint

    Joshua Durksen (Invicta Racing)

    Noel Leon (Campos Racing)

    Alexander Dunne (Rodin Motorsport)

  • Indicação de livros para quem ama a Fórmula 1

    De biografias até romances, existem vários livros que entram na lista de leitura de quem ama a Fórmula 1.

    Por Renata Resende

    O mundo do automobilismo atrai muitas pessoas ao redor do mundo, e algumas dessas pessoas fazem questão de, literalmente, escrever histórias, vividas ou fictícias, que acontecem nesse mundo tão maravilhoso, especialmente se tratando de Fórmula 1.

    Pensando nisso, decidi trazer uma lista desses livros, e acreditem ou não, alguns podem ser achados gratuitamente na Amazon, no Kindle Unlimited. (Não é propaganda para a Amazon)

    1.”Não inventa, Mariana”, de Mariana Becker

        Resumo: Tudo começou numa viagem pelo interior do Japão. Eu, encantada, escrevia pra casa para dar notícias e passei a escrever também a uma amiga que morava em Tóquio. Achando graça do meu entusiasmo, ela dividia os textos com seus familiares para rir um pouco da paixonite aguda desta valquíria gaúcha pelos delicados e sutis japoneses. A viagem acabou, mas a família dela, – meio japonesa, meio brasileira –, continuou a pedir mais. E assim fui contando mais de tudo o que ia me despertando paixões pela vida. Inventei de fazer longas peregrinações sozinha pelo Oriente; de encarar uma cavalgada no Marrocos com mais duas mulheres; de me enfiar na F1 até rasgar os fundilhos das calças; de experimentar massagens por onde andasse; de não ter limites entre os bichos e eu; de guardar em mim o cheiro, o barulho e o sol na minha pele de criança… e fui inventando moda por mais que meus pais me pedissem: não inventa, Mariana! Mas eu invento, e eles gostam.

        Não poderia começar a lista sem ser pelo livro da repórter mais famosa do Brasil, Mariana Becker, não é mesmo? Inspiração para muitas pessoas, principalmente para mulheres que querem se aventurar no mundo da Fórmula 1, Mariana traz em seu livro histórias vividas por ela enquanto viaja ao redor do mundo, e claro, tendo a F1 como pano de fundo.

        O livro Não inventa, Mariana pode ser encontrado tanto em versão física quanto em e-book, este último sendo gratuito no Kindle Unlimited.

        2. “Só (não) Me Deixe”, de Ana Roza

        Resumo: Mavi Anne Perrin sabe o que quer, mas não tem ideia de por onde começar. Oito anos depois de ter sido abandonada, aos dez anos de idade, na porta de um orfanato, ela está pronta para encarar o mundo, mesmo ciente de como este pode ser cruel. No entanto, para sua surpresa, Mavi Anne descobre um pequeno pedaço lindo e glamuroso desse mundo: o Principado de Mônaco. Hospeda-se em uma charmosa pousada em Monte Carlo e logo consegue um emprego de garçonete no restaurante do outro lado da rua, mas a realidade do custo de vida luxuoso do lugar a obriga a repensar sua estadia. Mavi precisa juntar dinheiro e partir para o seu próximo destino quanto antes, porém, quando conhece Kalil Faez, sua decisão se torna mais difícil. Kalil Jean Martin Faez sempre foi o menino de ouro, e sempre mereceu esse título. Sendo filho de um dos pilotos mais amados da Fórmula 1, é esperado que um dia supere seu pai. Kalil se prepara para isso há anos, mas agora que está prestes a acontecer, sente algo que nunca se permitiu sentir antes. Kalil sente medo. Ele não pode arriscar perder a chance de sua vida, mas também não sabe como isso influenciará o seu futuro. Por isso, quando conhece Mavi Anne, encontra um refúgio longe das pistas. O que os dois não esperam é ter suas vidas transformadas devido à uma proposta repentina.

        De autoria independente, Ana Roza trás um romance inesquecível, te prendendo a cada página do livro. A resenha ainda vai sair neste blog. O livro “Só (não) me deixe” pode ser encontrado também no Amazon Kindle Unlimited, de graça para quem quiser ler.

        3. “Monza’61: a Maior Tragédia da Fórmula 1”, de Américo Teixeira Junior

        Resumo: No dia 10 de setembro de 1961, o Autódromo de Monza estava lotado para o Grande Prêmio da Itália. A apaixonada torcida italiana vibrava com a iminente dupla conquista da Ferrari (Mundial de Pilotos e no de Construtores), mas um violentíssimo acidente, ainda na segunda volta, matou o líder do campeonato e principal favorito ao título, o alemão Wolfgang von Trips, e mais 16 pessoas. Esse trágico acidente é o tema do livro MONZA’61: A MAIOR TRAGÉDIA DA FÓRMULA 1, escrito pelo jornalista Américo Teixeira Junior, que relata não apenas o fato, mas também os acontecimentos que o antecederam, o perfil de cada uma das vítimas fatais e os caminhos da investigação por autoridades italianas.

        Voltando no tempo, Américo Teixeira Junior, nos conta uma das histórias mais terríveis do automobilismo, sendo essa até então uma das mais trágicas que aconteceram na Fórmula 1. Com resenha aqui no blog, este é um dos livros que mais me entristeceram, não pela escrita, mas sim pela história contada, tanto do piloto quanto das outras vítimas desse dia.

        O livro também pode ser encontrado tanto na versão física quanto e-book, também gratuito pelo Kindle Unlimited.

      1. Do inglês ao japonês, o mundo da Fórmula 1 se constrói também fora das pistas

        Correndo de país em país, a Fórmula 1 se faz presente nos vários idiomas do mundo.

        Os idiomas no mundo da Fórmula 1/ Imagem: gerada por Inteligência Artificial

        Por Renata Resende 

        Que o mundo da Fórmula 1 é recheado de idiomas todos já sabem, mas o que muitos não sabem é que existem vários termos técnicos, envolvendo esse esporte, que são muito semelhantes na escrita e talvez mude a pronúncia em línguas bem diferentes umas das outras.

        “Chicane“, “pit lane” e algumas outras palavras podem até serem estrangeiras, mas para quem acompanha o Campeonato Mundial de Fórmula 1, elas estão na ponta da língua. Afinal, que fã nunca sentiu uma certa apreensão quando assiste seus pilotos favoritos sendo chamados para o famoso “box box“, não é mesmo? 

        Esse tipo de vocabulário técnico da Fórmula 1, quando são traduzidas para outros idiomas, em boa parte se tornam palavras semelhantes ao original. A “Chicane“, se torna “shikein” no Japão, “şikan” na Turquia, “sikein” na Coreia do Sul, e “sjikane” na Noruega 

        Tirando essas palavras sem tradução, pelo menos para o português, e olhando para o restante do vocabulário da Fórmula 1, dá para perceber claramente que em alguns termos, a versão original e a traduzida bem semelhantes entre si. Quer ver? 

        “Trophy” vem do inglês, mas reparando bem, dá quase para saber o significado dela sem precisar traduzir para o português. o “Trophy” vira “troféu“, que saindo do Brasil e indo para a Mônaco, se torna “trophée” e quando vai para a Hungria, vira “trófea“.

        Os “Setores” também seguem essa mesma linha de raciocínio do “Troféu“. No circuito de Monza, os “settori” italianos são emocionantes, mas os “secteurs” franceses presentes na Le Mans não são diferentes. Mas os “sektor” da Croácia não estão no calendário da Fórmula 1, né? Que pena.

        Agora olha uma palavrinha que tem a mesma escrita em Português, Norueguês e Turco: “motor“. Não sei a pronúncia em Norueguês, mas a do Turco e do Português são bem parecidas. Impressionante como indo para lugares tão diferentes uns dos outros, as palavras da Fórmula 1 consegue ter semelhanças.

        É claro, muitos desses termos ficam completamente distintos quando traduzidos, mas lá nas redes sociais Poliglotanaspistas tem posts que mostram cada palavrinha e sua tradução, indo do Árabe até o Mandarim, ao Espanhol, ao Tailandês, entre outros idiomas. Ficaram curiosos? Confiram lá.

      2. Resenha Monza 61, a maior tragédia da Fórmula 1

        Escritor detalha uma das piores tragédias da Fórmula 1

        Por Renata Resende

        Monza 61, livro do autor Américo Teixeira Junior/ Imagem: Amazon

        No dia 10 de setembro de 1961, o Autódromo de Monza estava lotado para o Grande Prêmio da Itália. A apaixonada torcida italiana vibrava com a iminente dupla conquista da Ferrari (Mundial de Pilotos e no de Construtores), mas um violentíssimo acidente, ainda na segunda volta, matou o líder do campeonato e principal favorito ao título, o alemão Wolfgang von Trips, e mais 16 pessoas. Esse trágico acidente é o tema do livro MONZA’61: A MAIOR TRAGÉDIA DA FÓRMULA 1, escrito pelo jornalista Américo Teixeira Junior, que relata não apenas o fato, mas também os acontecimentos que o antecederam, o perfil de cada uma das vítimas fatais e os caminhos da investigação por autoridades italianas.

        Escrito por Américo Teixeira Júnior, o livro retrata sobre um dos episódios mais trágicos da história da Fórmula 1. Um acidente que aconteceu no Grande Prêmio de Monza em 1961, e que não só deu fim a vida de um piloto, como também atingiu parte do público que estava eufórico vendo a corrida.

        Após descrever com detalhes o Circuito italiano de mesmo nome do livro, o autor segue descrevendo o acidente, colocando entre suas palavras, testemunhos de quem presenciou a tragédia. Américo também fala sobre as vítimas fatais, além do piloto da Ferrari, contando um pouco sobre quem elas eram e o porque estavam lá.

        Momento da tragédia em Monza/ Foto: GE Globo

        Começando pelo piloto, Wolfgang von Trips foi um alemão, filho único de um casal de Barões, que não queriam que o piloto seguisse essa carreira arriscada no automobilismo. Mas von Trips bateu o pé, seguiu seu caminho e se tornou uma importante figura para a Alemanha fragilizada pós-Segunda Guerra Mundial. Só depois de 14 anos da sua morte é que algum piloto alemão conseguiu subir no pódio.

        Logo após relembrar a trajetória de Wolfgang von Trips, Américo fala um pouco sobre um dos mais importantes circuitos da história da Fórmula 1: o Autodromo Nazionale di Monza. Esse circuito tem um enorme impacto para a Fórmula 1 e principalmente para os italianos. Não é surpresa que haja tanta festa lá quando a Ferrari ganha a corrida.

        O livro também não deixa de mencionar sobre a responsabilidade de Jim Clark, piloto da Lotus, envolvido no acidente. Os efeitos, dessa tragédia, também foram mencionados como uma das bases para a melhoria da segurança na Fórmula 1.

        A escrita do autor é fluída, deixando a leitura envolvente e rápida, e o livro também é curto. Para quem gosta desse mundo de Fórmula 1, quer se aprofundar mais e não tem muito tempo livre, esse livro se torna uma excelente escolha. Ele pode ser encontrado gratuitamente para quem tem assinatura no Kindle Unlimited.

      3. SPA Francorchamps, um dos circuitos mais amados da Fórmula 1

        Circuito belga faz parte de momentos importantes na Fórmula 1.

        Por Renata Resende

        Circuito de Spa Francorchamps/ Imagem: F1 site oficial

        Tudo começou antes da 2ª Guerra Mundial, quando em 1921, Jules de Their e Henri Laglois Van Ophen decidiram se juntar para idealizar um circuito que seria um dos favoritos dos amantes de Fórmula 1. E a idealização saiu do papel, iniciando com um circuito não permanente, feito de estradas públicas e que faziam a pista ter, apenas, 15 km de extensão.

        Mas o circuito foi sendo alterado com o passar dos anos, e em 1983, ele foi reduzido para metade de seu comprimento. Na sua configuração atual, Spa Francorchamps ainda tem suas curvas rápidas, e com o clima instável que cerca o ambiente, pode ser que em uma área da pista esteja chovendo enquanto outra parte permaneça seca.

        Atualmente seu asfalto conta com quase 7 km de extensão e 20 curvas. O recorde de volta mais rápida é do britânicoLewis Hamilton, pela Mercedes em 2024. Já o recorde de vitórias é do alemão Michael Schumacher, com 6 vitórias para sua conta.

        Na história da Fórmula 1

        A Bélgica recebeu a Fórmula 1 bem no primeiro ano de estreia da categoria, e logo de cara, seu circuito Spa Francorchamps chamou a atenção das pessoas envolvidas nesse mundo das corridas. Mesmo considerado longo, com seu 15 km de comprimento, o circuito era rápido e exigia dos pilotos uma pilotagem rigorosa. 

        Com mudanças foram sendo feitas, surgiu entre elas, uma das curvas mais famosas e perigosas de todos os circuitos da Fórmula 1, a Eau Rouge. O nome dessa curva, leva duas das palavras que, para quem está começando a estudar francês, fazem parte de um vocabulário bem iniciante. Eau vem de água e Rouge vem da cor vermelha, e a curva tem realmente a ver com água vermelha. Isso porque, próximo a pista, tem um rio cheio de óxido de ferro nas pedras de seu leito, o que faz a água ter um tom avermelhado.

        É nessa curva que alguns pilotos chegaram a se acidentar, e infelizmente nem todos saíram vivos desses acidentes. E um dos que perderam a vida na Eau Rouge, foi Stefan Bellof.

        Embora o alemão não estivesse correndo numa corrida de Fórmula 1 e sim num Mundial de Carros-esporte no dia, Bellof era esperado para ser o primeiro campeão alemão de F1. Com apenas 27 anos, o piloto tentou pegar a liderança da corrida quando bateu de frente com o muro e morreu. 

        Pierre Gasly homenageando Anthoine Hubert/ Foto: Globo Esporte

        Anthoine Hubert, infelizmente, foi a vítima mais recente da Eau Rouge. Em 2019, o piloto francês que provavelmente faria parte da Fórmula 1, se envolveu em uma batida com Juan Manuel Correa (ATUALIZAR O ESTADO DELE), enquanto disputava uma etapa da Fórmula 2. Correa conseguiu se salvar, com um processo de recuperação foi longo, e voltou para as pistas.

        Pierre Gasly era amigo de Anthoine e frequentemente homenageia o piloto que corria pela F2.

        Brasil no circuito

        Gabriel Bortoleto e Nico Hulkenberg/ Foto: F1 site oficial

        Foram vários os pilotos brasileiros a correrem em Spa Francorchamps, mas só Ayrton Senna fez o hino brasileiro a tocar no pódio. Senna venceu por 4 anos consecutivos correndo pela McLaren naquele circuito, e no seu último pódio lá, teve companhia de Nelson Piquet (Benetton Ford).

        Além de Senna e Piquet, outros pilotos representaram o Brasil, mas não com performances melhores que Ayrton e Nelson. Alguns exemplos são, Raul Boesel (Ligier) que correu junto com Piquet com 1983, e Mauricio Gugelmin correu de 1988 até 1992, representando a March, a Leyton e a Jordan.

        Roberto Moreno também correu em Spa Francorchamps em 1991, sendo companheiro de equipe de Piquet, na Benetton, e ficando em 4º lugar. Não podia faltar também o sobrenome Fittipaldi, e foi Christian que representou sua família no circuito, correndo pela Minardi.

        Rubens Barrichello fez sua primeira participação em Spa em 1993, correndo pela Jordan e sua última corrida lá foi em 2011, com uma Williams. Pedro Diniz, Tarso Marques, Ricardo Zonta, Enrique Bernoldi, Antonio Pizzonia, Nelson Piquet Jr, Bruno Senna, Felipe Nars e Felipe Massa também fazem parte dessa lista de pilotos brasileiros.

        O último piloto a correr em Spa Francorchamps foi Gabriel Bortoleto, ainda pela Sauber no ano passado. E foi no Grande Prêmio da Bélgica que o brasileiro teve uma de suas melhores performances no ano. Bortoleto se classificou em décimo lugar para a largada e finalizou em nono, conseguindo pontuar na prova.

      4. Red Bull Racing e Palmeiras, as ilusões de 2025 que não deram certo

        Por Renata Resende

        Carro da Red Bull Racing/ Foto: Motorsport

        O ano de 2025 foi uma temporada cheia de expectativas e terminou sendo um lamento para alguns torcedores da Fórmula 1 e/ou do Futebol. Na F1, a Red Bull podia não querer iludir muito seus fãs, mas quem nunca fica animado para um campeonato quando se tem Max Verstappen no próprio time? No futebol, o Palmeiras prometia aos seus torcedores que esse ano ia ser maravilhoso, afinal o time paulista recebeu um grande investimento financeiro. Mas nesses dois casos, a ilusão foi melhor que a vida real.

        Red Bull Racing virou Max Verstappen Racing

        Max Verstappen, piloto da Red Bull Racing/ Foto: F1 Site oficial

        Depois de um ano difícil (2024), com a perda do campeonato de construtores e algumas polêmicas por parte do chefe de equipe, Christian Horner, os fãs da latinha de energético esperavam que 2025 seria um ano melhor. Afinal, Sergio Perez saiu do time, o que foi um alívio para os torcedores que estavam descontentes com seu desempenho ruim, e agora teria um novo companheiro de equipe que podia ajudar Verstappen na busca pelo campeonato, certo?

        Errado.

        Liam Lawson foi promovido da equipe secundária, mas durou pouco, e logo Yuki Tsunoda tomou seu assento. Esse acontecimento foi um sonho realizado para o piloto japonês, mas nem ele conseguiu ter um desempenho esperado. A realidade é que não era o segundo piloto que não pilotava direito, e sim que o RB21, carro da temporada, era na verdade uma carroça disfarçada de carro digno de F1.

        Com o segundo assento da equipe amaldiçoado, só Max Verstappen conseguia tirar leite de pedra do carro. O holandês por um milagre, ou incompetência da McLaren, conseguiu disputar o Campeonato de Pilotos até a última corrida da temporada, diminuindo a diferença de pontos de prova em prova.

        E foi um milagre parecido com esse que aconteceu também no Palmeiras.

        Conquista máxima: vice- campeonato

        Palmeiras em campo pela Libertadores 2025/ Foto: Folha do Leste

        O ano era de altas expectativas para a Sociedade Esportiva Palmeiras. O clube paulista investiu 7 milhões e reformulou a equipe praticamente inteira, e o técnico Abel Ferreira era firme quando dizia que se não tivesse título na temporada, ele não precisava ficar mais no comando do Palmeiras. Não teve título ano passado, mas o Abel ficou no time.

        O Palmeiras foi para o final da Paulistão, mas só ficou com o vice-campeonato, já que o primeiro lugar ficou para o Corinthians, seu maior rival no futebol brasileiro. Mas ainda tinha muito campo pela frente. No mundial de clubes, o time paulista ficou de fora depois de perder pelo Chelsea. No Brasileirão o alviverde ia bem, mas o técnico decidiu que a boa seria focar na CONMEBOL Libertadores.

        E foi na Libertadores que aconteceu o evento épico da temporada. Na primeira partida da semifinal do campeonato o Palmeiras levou quase uma goleada do LDU Quito, time do Equador. A torcida ficou tensa, ia ser difícil no jogo de volta, ele teria que vencer de quatro gols de diferença. O segundo jogo chegou, e empurrado pelos palmeirenses em casa, o time consegue. Ele vence de 4 a 0, e tira o time equatoriano, conseguindo ir para a final.

        O momento foi bonito, mas na final contra o Flamengo quem comemorou foi o time carioca. O Brasileirão, que tinha sido deixado de lado por causa da Libertadores, rendeu outro vice-campeonato para o Palmeiras.

        As polêmicas de Christian Horner e Abel Ferreira

        Abel Ferreira, treinador do Palmeiras/ Foto: CNN Brasil

        Os chefes dessas duas equipes chamaram a atenção no ano, e não foi pelo lado positivo da situação não. Christian Horner causou suas polêmicas em 2024, quando acusado de assédio e além disso, ainda causou revolta para muitos fãs da Red Bull, que fizeram até campanha “Fora Horner“. E não que a RBR melhorou quando o Horner foi demitido? Não dá para esquecer o histórico de títulos que Horner tem pela RBR, mas ciclos fecham, não é mesmo?

        O Abel Ferreira também se envolveu em polêmicas em 2024, com algumas falas preconceituosas, como “time de índios” se referindo a desorganização do Palmeiras. Ele chegou a se desculpar, repudiando o preconceito, mas a situação ficou no histórico do treinador português.