Categoria: Fórmula 1

  • Senna, Leclerc e as raras vezes em que Mônaco foi inesquecível

    Do duelo histórico de 1992 à vitória mais emocional de 2024.

    Ayrton Senna pilotando em Mônaco/ Imagem: Wikipédia

    Por Renata Resende

    Conhecido por muitas vezes proporcionar corridas monótonas, o Grande Prêmio de Mônaco às vezes surpreende os fãs do automobilismo e entrega cenas inesquecíveis.

    O GP de Mônaco de 1992 é um exemplo disso. A prova, que parecia praticamente vencida por Nigel Mansell, ganhou uma reviravolta dramática nas voltas finais. Décadas depois, em 2024, outra corrida no Principado voltou a emocionar o público — desta vez, arrancando lágrimas dos torcedores.

    SENNA VENCE NA FORÇA DO BRAÇO

    Em 1992, a Williams vivia sua era de supremacia na Fórmula 1. Com o melhor carro do grid, a equipe contava com Nigel Mansell e Riccardo Patrese. Em Mônaco, Mansell conquistou a pole position, seguido pelo companheiro de equipe. Ayrton Senna, da McLaren, largava em terceiro, mas tomou a posição de Patrese logo na largada. Ainda assim, o brasileiro sabia que alcançar a liderança seria uma missão difícil.

    Com o decorrer da prova, vários carros abandonaram a corrida, entre eles os brasileiros Maurício Gugelmin (Jordan Yamaha) e Roberto Moreno (Moda Judd). Perto do fim, metade do grid já estava fora da disputa. E foi justamente nas últimas voltas que o improvável aconteceu.

    Mansell precisou ir aos boxes após um problema com a fixação de uma das rodas, e a parada demorou mais do que o esperado. Senna assumiu a liderança e, mesmo com pneus já desgastados, conseguiu segurar a pressão do britânico até a bandeirada final. A defesa histórica do brasileiro entrou para a memória da Fórmula 1.

    A CASA É SUA, CHARLES

    No Grande Prêmio de Mônaco de 2024, a McLaren chamou atenção ao utilizar uma pintura especial em verde e amarelo em homenagem a Ayrton Senna, falecido há exatos 30 anos. A torcida brasileira tinha motivos para olhar com carinho para a equipe inglesa, mas outro personagem acabou roubando a cena no Principado.

    Charles Leclerc, pilotando pela Ferrari, carregava um histórico de frustrações correndo em casa. Desde sua chegada à Fórmula 1, algo sempre dava errado para o monegasco em Mônaco — fosse por erros estratégicos, problemas mecânicos ou até acidentes antes da largada.

    Mas, em 2024, a história foi diferente.

    Liderando de ponta a ponta, Leclerc finalmente conquistou sua primeira vitória em casa. E não foi apenas o resultado que emocionou o público. Nas voltas finais, a narração italiana relembrou toda a trajetória do piloto até aquele momento histórico, tornando a bandeirada ainda mais impactante. A frase “a casa é tua, Charles, a casa é tua” entrou para a história da Fórmula 1.

  • F1 na China, Russell conquista mais uma vitória para Mercedes

    Com passa e repassa, briga doméstica e bandeira amarela, a etapa da F1 na China começa tirando o sono dos fãs

    George Russell, vencedor da Sprint na China/ Imagem BBC

    Por Renata Resende

    Dessa vez sem nenhum piloto perdendo o controle do carro na volta de formação, como aconteceu com Oscar Piastri (McLaren) no GP da Austrália, a Sprint da China tem uma largada emocionante. George Russell (Mercedes) largou na pole e se manteve na liderança até ser ultrapassado por Lewis Hamilton (Ferrari).

    Carros da Ferrari disputando entre si/ Imagem F1 site oficial

    Essa disputa entre Hamilton e Russell foi a cena mais bonita da prova, mas logo em seguida aconteceu uma competição que frustrou os fãs da Ferrari. Charles Leclerc (Ferrari) chegou com tudo para disputar posição com … Hamilton. A briga doméstica da equipe italiana facilitou a vida de Russell, que acelerou ainda mais segurando a liderança da prova.

    Incidente e bandeira amarela

    Kimi Antonelli (Mercedes) foi um dos pilotos que não só largou mal na prova, como também que levou punição por causar incidente na pista, empurrando Isack Hadjar (RBR) para fora da pista. Se aproveitando de um safety car causado por Nico Hulkenberg (Audi), o piloto da Mercedes foi para o box e pagou sua punição antes de voltar para a prova.

    Além de Hadjar, o outro piloto a se envolver em um incidente com Antonelli foi Piastri, que foi obrigado a devolver a posição para o piloto italiano. Sergio Perez (Cadillac) também levou 5 segundos de punição.

    Dos pilotos a não terminarem a Sprint, Arvid Lindblad (RB) foi o primeiro a abandonar a prova, sendo chamado para o box para retirar o carro. Valtteri Bottas (Cadillac) também precisou retirar o carro.

    Brasil na pista

    Gabriel Bortoleto (Audi) começou a prova na 14º posição, mas ao longo da prova só conseguiu escalar em uma posição.

    Pódio da Sprint

    George Russell (Mercedes)

    Charles Leclerc (Ferrari)

    Lewis Hamilton (Ferrari)

  • Idiomas com F1: vocabulário da Fórmula 1 em Mandarim

    Com Sistema Pinyin

    Por Renata Resende

    Neste final de semana acontece o Grande Prêmio da China, tanto da Fórmula 1 quanto da F1 Academy, e nada melhor para entrar no clima do que aprender um pouco de vocabulário de Mandarim. Vale lembrar que essa é só uma das línguas presentes na China.

    Fontes:

    Language drops https://languagedrops.com/word/en/english/chinese/topics/formula_1/

    Chinese converse https://www.chineseconverter.com/en/convert/simplified-to-traditional

    Alguma expectativa para o GP da China? Lembrando que também vai ter corrida Sprint. Ano passado, quem ganhou a Sprint foi o Lewis Hamilton (Ferrari), esse ano quem será que ganha, hein? Comenta aí

  • F1: GP da Austrália tem vitória de Russell, e decepção para os ferraristas

    Ferrari começou a prova avançando com tudo na pista, mas colocando a vitória a perder no GP

    George Russell na pista/ Imagem: Mercedes Instagram

    Por Renata Resende

    Com uma largada de tirar o sono de qualquer brasileiro, o Grande Prêmio da Austrália não deveu em nada aos fãs com relação a emoção. A corrida nem tinha começado e o piloto da casa já estava fora da disputa. Oscar Piastri (McLaren) perdeu o controle de seu carro e bateu feio logo numa volta de aquecimento, deixando os australianos decepcionados.

    Chega o momento da largada e Nico Hulkenberg (Audi) já foi investigado por algum incidente no grid de largada. As luzes apagam e Charles Leclerc (Ferrari) mergulhou com tudo entre os carros, tomando a liderança de George Russell (Mercedes). E a disputa entre esse dois pilotos durou por umas boas voltas, mas devido a possível erro da Ferrari, Russell tomou a liderança sem dar chance para ser ultrapassado.

    Abandonos no GP

    Hulkenberg foi o primeiro piloto abandonar a prova, sendo seguido por Isack Hadjar (RBR), com problemas no motor do carro, chamando o primeiro Safety Car virtual. Fernando Alonso (Aston Martin) também foi um dos pilotos que abandonou a prova, devido aos problemas recorrentes no carro da Aston Martin.

    Porém, Alonso voltou um pouco depois para pista, talvez para coletar dados para a equipe, mas não ficou muito tempo. Valtteri Bottas (Cadillac) foi o último piloto a não completar a corrida, resultando no segundo Safety Car virtual.

    Disputas emocionantes

    Além de Leclerc e Russell se envolvendo na briga pela liderança da prova, outras disputas chamaram a atenção durante o GP. Começando pela clássica disputa entre Pierre Gasly (Alpine) e Esteban Ocon (Haas), que estando na mesma equipe ou não, amam dar um show na pista, deixando a rivalidade entre os franceses falar mais alto.

    Arvid Lindblad (RB) mostrou a que veio, e não deixou se intimidar por ser um novato. Enfrentou Max Verstappen (RBR), Oliver Bearman (Haas) e Gabriel Bortoleto (Audi) na pista. Lewis Hamilton (Ferrari) também teve suas disputas, com Russell e Leclerc, mais no final da corrida.

    Brasil na pista

    Gabriel Bortoleto na pista/ Imagem Audi Instagram

    Gabriel Bortoleto (Audi) que começou a corrida em décimo lugar, teve um ótimo desempenho, sendo até considerado como um dos melhores candidatos a piloto do dia, terminando a prova em nono lugar, na zona de pontuação.

    Piloto do dia

    Eleito pelo público: Max Verstappen (RBR)

    Opinião pessoal: Max Verstappen, Charles Leclerc (Ferrari), Arvid Lindblad (RBR) e Gabriel Bortoleto (Audi)

    Próxima parada

    Já iniciando mais uma Race week, o próximo Grande Prêmio da F1 será na China, dessa vez acompanhado pela F1 Academy, que tem a brasileira Rafaela Ferreira pilotando pela RB.

  • Do inglês ao japonês, o mundo da Fórmula 1 se constrói também fora das pistas

    Correndo de país em país, a Fórmula 1 se faz presente nos vários idiomas do mundo.

    Os idiomas no mundo da Fórmula 1/ Imagem: gerada por Inteligência Artificial

    Por Renata Resende 

    Que o mundo da Fórmula 1 é recheado de idiomas todos já sabem, mas o que muitos não sabem é que existem vários termos técnicos, envolvendo esse esporte, que são muito semelhantes na escrita e talvez mude a pronúncia em línguas bem diferentes umas das outras.

    “Chicane“, “pit lane” e algumas outras palavras podem até serem estrangeiras, mas para quem acompanha o Campeonato Mundial de Fórmula 1, elas estão na ponta da língua. Afinal, que fã nunca sentiu uma certa apreensão quando assiste seus pilotos favoritos sendo chamados para o famoso “box box“, não é mesmo? 

    Esse tipo de vocabulário técnico da Fórmula 1, quando são traduzidas para outros idiomas, em boa parte se tornam palavras semelhantes ao original. A “Chicane“, se torna “shikein” no Japão, “şikan” na Turquia, “sikein” na Coreia do Sul, e “sjikane” na Noruega 

    Tirando essas palavras sem tradução, pelo menos para o português, e olhando para o restante do vocabulário da Fórmula 1, dá para perceber claramente que em alguns termos, a versão original e a traduzida bem semelhantes entre si. Quer ver? 

    “Trophy” vem do inglês, mas reparando bem, dá quase para saber o significado dela sem precisar traduzir para o português. o “Trophy” vira “troféu“, que saindo do Brasil e indo para a Mônaco, se torna “trophée” e quando vai para a Hungria, vira “trófea“.

    Os “Setores” também seguem essa mesma linha de raciocínio do “Troféu“. No circuito de Monza, os “settori” italianos são emocionantes, mas os “secteurs” franceses presentes na Le Mans não são diferentes. Mas os “sektor” da Croácia não estão no calendário da Fórmula 1, né? Que pena.

    Agora olha uma palavrinha que tem a mesma escrita em Português, Norueguês e Turco: “motor“. Não sei a pronúncia em Norueguês, mas a do Turco e do Português são bem parecidas. Impressionante como indo para lugares tão diferentes uns dos outros, as palavras da Fórmula 1 consegue ter semelhanças.

    É claro, muitos desses termos ficam completamente distintos quando traduzidos, mas lá nas redes sociais Poliglotanaspistas tem posts que mostram cada palavrinha e sua tradução, indo do Árabe até o Mandarim, ao Espanhol, ao Tailandês, entre outros idiomas. Ficaram curiosos? Confiram lá.

  • Resenha Monza 61, a maior tragédia da Fórmula 1

    Escritor detalha uma das piores tragédias da Fórmula 1

    Por Renata Resende

    Monza 61, livro do autor Américo Teixeira Junior/ Imagem: Amazon

    No dia 10 de setembro de 1961, o Autódromo de Monza estava lotado para o Grande Prêmio da Itália. A apaixonada torcida italiana vibrava com a iminente dupla conquista da Ferrari (Mundial de Pilotos e no de Construtores), mas um violentíssimo acidente, ainda na segunda volta, matou o líder do campeonato e principal favorito ao título, o alemão Wolfgang von Trips, e mais 16 pessoas. Esse trágico acidente é o tema do livro MONZA’61: A MAIOR TRAGÉDIA DA FÓRMULA 1, escrito pelo jornalista Américo Teixeira Junior, que relata não apenas o fato, mas também os acontecimentos que o antecederam, o perfil de cada uma das vítimas fatais e os caminhos da investigação por autoridades italianas.

    Escrito por Américo Teixeira Júnior, o livro retrata sobre um dos episódios mais trágicos da história da Fórmula 1. Um acidente que aconteceu no Grande Prêmio de Monza em 1961, e que não só deu fim a vida de um piloto, como também atingiu parte do público que estava eufórico vendo a corrida.

    Após descrever com detalhes o Circuito italiano de mesmo nome do livro, o autor segue descrevendo o acidente, colocando entre suas palavras, testemunhos de quem presenciou a tragédia. Américo também fala sobre as vítimas fatais, além do piloto da Ferrari, contando um pouco sobre quem elas eram e o porque estavam lá.

    Momento da tragédia em Monza/ Foto: GE Globo

    Começando pelo piloto, Wolfgang von Trips foi um alemão, filho único de um casal de Barões, que não queriam que o piloto seguisse essa carreira arriscada no automobilismo. Mas von Trips bateu o pé, seguiu seu caminho e se tornou uma importante figura para a Alemanha fragilizada pós-Segunda Guerra Mundial. Só depois de 14 anos da sua morte é que algum piloto alemão conseguiu subir no pódio.

    Logo após relembrar a trajetória de Wolfgang von Trips, Américo fala um pouco sobre um dos mais importantes circuitos da história da Fórmula 1: o Autodromo Nazionale di Monza. Esse circuito tem um enorme impacto para a Fórmula 1 e principalmente para os italianos. Não é surpresa que haja tanta festa lá quando a Ferrari ganha a corrida.

    O livro também não deixa de mencionar sobre a responsabilidade de Jim Clark, piloto da Lotus, envolvido no acidente. Os efeitos, dessa tragédia, também foram mencionados como uma das bases para a melhoria da segurança na Fórmula 1.

    A escrita do autor é fluída, deixando a leitura envolvente e rápida, e o livro também é curto. Para quem gosta desse mundo de Fórmula 1, quer se aprofundar mais e não tem muito tempo livre, esse livro se torna uma excelente escolha. Ele pode ser encontrado gratuitamente para quem tem assinatura no Kindle Unlimited.

  • SPA Francorchamps, um dos circuitos mais amados da Fórmula 1

    Circuito belga faz parte de momentos importantes na Fórmula 1.

    Por Renata Resende

    Circuito de Spa Francorchamps/ Imagem: F1 site oficial

    Tudo começou antes da 2ª Guerra Mundial, quando em 1921, Jules de Their e Henri Laglois Van Ophen decidiram se juntar para idealizar um circuito que seria um dos favoritos dos amantes de Fórmula 1. E a idealização saiu do papel, iniciando com um circuito não permanente, feito de estradas públicas e que faziam a pista ter, apenas, 15 km de extensão.

    Mas o circuito foi sendo alterado com o passar dos anos, e em 1983, ele foi reduzido para metade de seu comprimento. Na sua configuração atual, Spa Francorchamps ainda tem suas curvas rápidas, e com o clima instável que cerca o ambiente, pode ser que em uma área da pista esteja chovendo enquanto outra parte permaneça seca.

    Atualmente seu asfalto conta com quase 7 km de extensão e 20 curvas. O recorde de volta mais rápida é do britânicoLewis Hamilton, pela Mercedes em 2024. Já o recorde de vitórias é do alemão Michael Schumacher, com 6 vitórias para sua conta.

    Na história da Fórmula 1

    A Bélgica recebeu a Fórmula 1 bem no primeiro ano de estreia da categoria, e logo de cara, seu circuito Spa Francorchamps chamou a atenção das pessoas envolvidas nesse mundo das corridas. Mesmo considerado longo, com seu 15 km de comprimento, o circuito era rápido e exigia dos pilotos uma pilotagem rigorosa. 

    Com mudanças foram sendo feitas, surgiu entre elas, uma das curvas mais famosas e perigosas de todos os circuitos da Fórmula 1, a Eau Rouge. O nome dessa curva, leva duas das palavras que, para quem está começando a estudar francês, fazem parte de um vocabulário bem iniciante. Eau vem de água e Rouge vem da cor vermelha, e a curva tem realmente a ver com água vermelha. Isso porque, próximo a pista, tem um rio cheio de óxido de ferro nas pedras de seu leito, o que faz a água ter um tom avermelhado.

    É nessa curva que alguns pilotos chegaram a se acidentar, e infelizmente nem todos saíram vivos desses acidentes. E um dos que perderam a vida na Eau Rouge, foi Stefan Bellof.

    Embora o alemão não estivesse correndo numa corrida de Fórmula 1 e sim num Mundial de Carros-esporte no dia, Bellof era esperado para ser o primeiro campeão alemão de F1. Com apenas 27 anos, o piloto tentou pegar a liderança da corrida quando bateu de frente com o muro e morreu. 

    Pierre Gasly homenageando Anthoine Hubert/ Foto: Globo Esporte

    Anthoine Hubert, infelizmente, foi a vítima mais recente da Eau Rouge. Em 2019, o piloto francês que provavelmente faria parte da Fórmula 1, se envolveu em uma batida com Juan Manuel Correa (ATUALIZAR O ESTADO DELE), enquanto disputava uma etapa da Fórmula 2. Correa conseguiu se salvar, com um processo de recuperação foi longo, e voltou para as pistas.

    Pierre Gasly era amigo de Anthoine e frequentemente homenageia o piloto que corria pela F2.

    Brasil no circuito

    Gabriel Bortoleto e Nico Hulkenberg/ Foto: F1 site oficial

    Foram vários os pilotos brasileiros a correrem em Spa Francorchamps, mas só Ayrton Senna fez o hino brasileiro a tocar no pódio. Senna venceu por 4 anos consecutivos correndo pela McLaren naquele circuito, e no seu último pódio lá, teve companhia de Nelson Piquet (Benetton Ford).

    Além de Senna e Piquet, outros pilotos representaram o Brasil, mas não com performances melhores que Ayrton e Nelson. Alguns exemplos são, Raul Boesel (Ligier) que correu junto com Piquet com 1983, e Mauricio Gugelmin correu de 1988 até 1992, representando a March, a Leyton e a Jordan.

    Roberto Moreno também correu em Spa Francorchamps em 1991, sendo companheiro de equipe de Piquet, na Benetton, e ficando em 4º lugar. Não podia faltar também o sobrenome Fittipaldi, e foi Christian que representou sua família no circuito, correndo pela Minardi.

    Rubens Barrichello fez sua primeira participação em Spa em 1993, correndo pela Jordan e sua última corrida lá foi em 2011, com uma Williams. Pedro Diniz, Tarso Marques, Ricardo Zonta, Enrique Bernoldi, Antonio Pizzonia, Nelson Piquet Jr, Bruno Senna, Felipe Nars e Felipe Massa também fazem parte dessa lista de pilotos brasileiros.

    O último piloto a correr em Spa Francorchamps foi Gabriel Bortoleto, ainda pela Sauber no ano passado. E foi no Grande Prêmio da Bélgica que o brasileiro teve uma de suas melhores performances no ano. Bortoleto se classificou em décimo lugar para a largada e finalizou em nono, conseguindo pontuar na prova.

  • Red Bull Racing e Palmeiras, as ilusões de 2025 que não deram certo

    Por Renata Resende

    Carro da Red Bull Racing/ Foto: Motorsport

    O ano de 2025 foi uma temporada cheia de expectativas e terminou sendo um lamento para alguns torcedores da Fórmula 1 e/ou do Futebol. Na F1, a Red Bull podia não querer iludir muito seus fãs, mas quem nunca fica animado para um campeonato quando se tem Max Verstappen no próprio time? No futebol, o Palmeiras prometia aos seus torcedores que esse ano ia ser maravilhoso, afinal o time paulista recebeu um grande investimento financeiro. Mas nesses dois casos, a ilusão foi melhor que a vida real.

    Red Bull Racing virou Max Verstappen Racing

    Max Verstappen, piloto da Red Bull Racing/ Foto: F1 Site oficial

    Depois de um ano difícil (2024), com a perda do campeonato de construtores e algumas polêmicas por parte do chefe de equipe, Christian Horner, os fãs da latinha de energético esperavam que 2025 seria um ano melhor. Afinal, Sergio Perez saiu do time, o que foi um alívio para os torcedores que estavam descontentes com seu desempenho ruim, e agora teria um novo companheiro de equipe que podia ajudar Verstappen na busca pelo campeonato, certo?

    Errado.

    Liam Lawson foi promovido da equipe secundária, mas durou pouco, e logo Yuki Tsunoda tomou seu assento. Esse acontecimento foi um sonho realizado para o piloto japonês, mas nem ele conseguiu ter um desempenho esperado. A realidade é que não era o segundo piloto que não pilotava direito, e sim que o RB21, carro da temporada, era na verdade uma carroça disfarçada de carro digno de F1.

    Com o segundo assento da equipe amaldiçoado, só Max Verstappen conseguia tirar leite de pedra do carro. O holandês por um milagre, ou incompetência da McLaren, conseguiu disputar o Campeonato de Pilotos até a última corrida da temporada, diminuindo a diferença de pontos de prova em prova.

    E foi um milagre parecido com esse que aconteceu também no Palmeiras.

    Conquista máxima: vice- campeonato

    Palmeiras em campo pela Libertadores 2025/ Foto: Folha do Leste

    O ano era de altas expectativas para a Sociedade Esportiva Palmeiras. O clube paulista investiu 7 milhões e reformulou a equipe praticamente inteira, e o técnico Abel Ferreira era firme quando dizia que se não tivesse título na temporada, ele não precisava ficar mais no comando do Palmeiras. Não teve título ano passado, mas o Abel ficou no time.

    O Palmeiras foi para o final da Paulistão, mas só ficou com o vice-campeonato, já que o primeiro lugar ficou para o Corinthians, seu maior rival no futebol brasileiro. Mas ainda tinha muito campo pela frente. No mundial de clubes, o time paulista ficou de fora depois de perder pelo Chelsea. No Brasileirão o alviverde ia bem, mas o técnico decidiu que a boa seria focar na CONMEBOL Libertadores.

    E foi na Libertadores que aconteceu o evento épico da temporada. Na primeira partida da semifinal do campeonato o Palmeiras levou quase uma goleada do LDU Quito, time do Equador. A torcida ficou tensa, ia ser difícil no jogo de volta, ele teria que vencer de quatro gols de diferença. O segundo jogo chegou, e empurrado pelos palmeirenses em casa, o time consegue. Ele vence de 4 a 0, e tira o time equatoriano, conseguindo ir para a final.

    O momento foi bonito, mas na final contra o Flamengo quem comemorou foi o time carioca. O Brasileirão, que tinha sido deixado de lado por causa da Libertadores, rendeu outro vice-campeonato para o Palmeiras.

    As polêmicas de Christian Horner e Abel Ferreira

    Abel Ferreira, treinador do Palmeiras/ Foto: CNN Brasil

    Os chefes dessas duas equipes chamaram a atenção no ano, e não foi pelo lado positivo da situação não. Christian Horner causou suas polêmicas em 2024, quando acusado de assédio e além disso, ainda causou revolta para muitos fãs da Red Bull, que fizeram até campanha “Fora Horner“. E não que a RBR melhorou quando o Horner foi demitido? Não dá para esquecer o histórico de títulos que Horner tem pela RBR, mas ciclos fecham, não é mesmo?

    O Abel Ferreira também se envolveu em polêmicas em 2024, com algumas falas preconceituosas, como “time de índios” se referindo a desorganização do Palmeiras. Ele chegou a se desculpar, repudiando o preconceito, mas a situação ficou no histórico do treinador português.

  • O triste 2025 de Lewis Hamilton na F1, e de Oscar Emboaba no Futebol

    Os dois atletas tem a semelhança de serem ídolos em seus esportes, mas com o mesmo ano difícil em suas carreiras

    Por Renata Resende

    Lewis Hamilton pela Ferrari/ Foto: Instagram de Hamilton

    Começo de anos e os fãs renovam suas esperanças para a nova temporada que chega. Cheios de promessas de recomeço de era uma era gloriosa, duas equipes trazem para seus times ídolos que reacendem a esperança de praticamente qualquer desiludido. Na Fórmula 1, a Scuderia Ferrari promete aos tifosis que 2025 será o ano da virada. No futebol brasileiro, o São Paulo Futebol Clube faz com que seus torcedores criem expectativas com um dos jogadores mais impactantes da história do time paulista. A semelhança entre essas duas equipes é apenas uma coincidência.

    O Heptacampeão agora veste vermelho

    O ano de 2024 começou com uma bomba para os entusiastas que acompanham a Fórmula 1. Lewis Hamilton decidiu que estava na hora de encerrar sua trajetória com a Mercedes e começar uma nova era, assinando com uma escuderia que é o sonho de qualquer piloto do automobilismo, a Scuderia Ferrari.

    Finalmente chega 2025, e Hamilton segue a tradição de usar um capacete na cor amarela no seu ano de estreia, afinal ele tem sua própria tradição. Seguindo o que ele dizia ser um sonho não realizado de seu ídolo, Ayrton Senna que queria pilotar pela Ferrari, Lewis chega na equipe italiana com os olhos brilhando e cheio de planos para seu aguardado oitavo título de campeão mundial. Mas 2025 não foi um bom ano.

    A cada corrida Hamilton ia começando a entender o que se passava na pele de Charles Leclerc, o menino criado na Ferrari, idealizado pelos fãs como o piloto “Predestinado” a trazer honra para a scuderia. Mas Leclerc, já acostumado com seus perrengues na equipe, respirou fundo, tirou esperança de onde nem ele sabia que tinha e enfrentou mais essa temporada terrível de 2025, somando alguns pódios na sua carreira.

    Enquanto o monegasco tinha anos de anos de péssimas experiências, o britânico Lewis foi vendo a Ferrari jogar um banho de água fria nos seus planos de octacampeonato. Como se a falta de estratégia da Ferrari não fosse problema o suficiente para enfrentar, Hamilton ainda enfrentou críticas com relação à sua idade, com o próprio Nico Rosberg dizendo que conforme os pilotos vão envelhecendo, vão ficando mais lentos, fazendo referencia à idade de Hamilton.

    Porém Hamilton não é o único atleta a sofrer críticas sobre seu desempenho “ruim” estar relacionado à aproximação de uma possível aposentadoria.

    A volta do filho prodigo às terras paulistas

    Oscar Emboaba jogando pelo São Paulo/ Foto: Instagram Oscar Emboaba

    Um dos jogadores de futebol mais famosos do São Paulo, Oscar dos Santos Emboaba Júnior, pode ser considerado com um dos destaques positivos, se não o único no vexame de aconteceu na Copa do Mundo de 2014, já que foi autor do único gol da Seleção Brasileira contra os sete gols da Alemanha. O jogador nascido em Americana- SP tem um histórico com o São Paulo Futebol Clube, quase considerado “entre tapas e beijos”. 

    Mostrando talento desde novo, Oscar realizou o sonho de seu pai, apaixonado pelo tricolor paulista, quando começou sua carreira profissional jogando pelo São Paulo. E foi com esse clube que o meia se desentendeu, chegando a parte dos “tapas” figurados, em 2010. 

    De acordo com Oscar, seu contrato com time paulista tinha controvérsias, então o jogador decidiu colocar o tricolor paulista na justiça, buscando resolver o problema. Ainda enfrentando a batalha no judiciário, Oscar partiu para jogar no Internacional, time que chegou a pagar R$ 15 milhões ao São Paulo. Do Inter, Oscar foi seguindo sua carreira, chegando a passar pelo Chelsea da Inglaterra. Saindo do time da Champions League, Oscar seguiu para o time chinês Shangai Port, ajudando o time a conquistar três títulos, uma copa e uma supercopa chinesa.

    Em 2024, Oscar foi confirmado como um reforço para o São Paulo, e chegou a comentar que não tinha traumas envolvendo seu passado com o tricolor paulista. Numa entrevista ao GE, o meio-campista relatou que voltar para o São Paulo é realizar “um sonho de vestir novamente a camisa” tricolor. Mas a temporada de 2025 não foi um total sonho para Oscar.

    Chegando a ficar afastado durantes três meses do time, por causa de uma fratura em três vértebras, Oscar chegou a comentar com pessoas próximas que cogita a decisão de aposentar do futebol profissional.

    Ano novo, expectativa nova

    Ao contrário de Oscar Emboaba, que se aposentou no final do ano de 2025, Lewis Hamilton volta para 2026 com uma nova esperança, um novo sonho e descansado o suficiente para a nova temporada da F1. Mas um novo ano que pode não ser tão diferente do que ele já enfrentou na Ferrari, já que o próprio Fred Vasseur, chefe de equipe, disse que é possível terem problemas nesse ano, e a scuderia italiana estaria possivelmente atrasada para o primeiro dia de testes do ano.

  • Autódromo de Ímola, fora do calendário, mas sempre na F1

    Por Renata Resende

    Autódromo Internacional Enzo e Dino Ferrari/ Imagem: Motorsport

    Grande Prêmio de San Marino ou Grande Prêmio da Emilia Romagna, não importa quais os nomes oficiais, mas os fãs de Fórmula 1 vão sempre chamar, essa etapa da F1, de Ímola. Esse GP acontece na Itália, no Autódromo Enzo e Dino Ferrari e é nessa pista que aconteceram momentos marcantes, bons e ruins, que ficam nas memórias dos fãs de Fórmula 1.

    Autódromo Enzo e Dino Ferrari/ Imagem: F1 site oficial

    O autódromo, que leva o nome dos Ferrari, foi construído lá na década de 1950, e no começo seu nome era Circuit de Santano. Após anos levando o nome do rio que delimitava o circuito, foi decidido que seu nome passaria para Circuit d`Imola, o que também fazia sentido por ser próximo da cidade italiana de mesmo nome, Ímola.

    Na década de 1970 vários trabalhos foram realizados, e o circuito mudou novamente seu nome. A partir de então ele passaria a ser chamado de Autódromo Dino Ferrari, em homenagem ao único filho do casal Ferrari. O autódromo seria renomeado de novo após a morte de Enzo Ferrari, sendo então chamado de Autódromo Enzo e Dino Ferrari. Agora, com o autódromo pronto, ele poderia receber a categoria de elite do automobilismo, a Fórmula 1.

    O primeiro GP de F1 aconteceu em 1980, algo que também aconteceu porque o Monza estava sob reformas. O autódromo ganhou o coração dos amantes da F1, mas em 1981 ele não poderia sediar mais o GP da Itália, devido a uma regra da categoria que não permitia que dois Grandes Prêmios poderiam ser realizados no mesmo país.

    Porém investidores burlaram essa regra. Como? Colocando o nome do GP com nome de outro país, um pequeno e encostado na Itália, chamado de San Marino. E deu certo. Sob o nome de GP de San Marino, o autódromo foi sediando corridas até 2006. Em 2020, as corridas de Fórmula 1 voltaria para Ímola, mas antes de partir para essa época atual, vale relembrar alguns momentos históricos.

    Traçado feroz da pista

    Acidente de Ayrton Senna/ Imagem: Aventuras na História

    O que tinha de emocionante no autódromo, tinha de perigoso. O traçado original tinha quase 5 km de asfalto e 20 curvas. Já em 1981, foram acontecendo mudanças como a introdução de uma chicane ali na Acque Minerali. Mas a pista era perigosa, e vários acidentes foram acontecendo até 1994, e só depois do pior ter acontecido que o autódromo foi fazer mudanças visando a segurança dos pilotos.

    Até 1994, a segurança da pista era questionada. Na sua primeira curva, a temida Tamburello, os pilotos corriam à quase 300 km/h e qualquer erro podia ser fatal. Naquela curva, vários pilotos se acidentaram, como aconteceu com o brasileiro Nelson Piquet (Williams). Em 1987, Piquet bateu com força e dali foi direto para o atendimento médico. O pai de Kelly Piquet sofreu traumatismo craniano, lesões no tórax, no tornozelo e perda de memória.

    Gerhard Berger, amigo próximo de Senna, foi outro piloto a se acidentar na Tamburello. Na batida, a Ferrari de Berger ainda pegou fogo, mas o austríaco só saiu com fissuras nos ossos. Em 1991, Michele Alboreto (Footwork) também bateu na mesma curva. No ano seguinte foi a vez de Riccardo Patrese (Williams) se ferir na Tamburello. Os próximos acidentes foram acontecer em 1994, e que infelizmente marcou o mundo, principalmente os brasileiros e austríacos.

    Depois das mortes violentas, de Ratzenberger e Senna, o traçado foi ainda mais alterado. A fim de fazer com que os pilotos virassem mais lentamente, foram acrescentadas variantes nas curvas da Tamburello e da Villeneuve. A Variante Bassa, onde o Rubens Barrichello (Jordan) se acidentou, também em 1994, deixou de existir. O local se transformou em uma chicane e teve suas zebras diminuídas.

    Grande Prêmio da Emilia Romagna

    O autódromo saiu do calendário da F1, acontecendo em 2006 o último Grande Prêmio de San Marino. Anos depois ele voltaria, mas com nome de GP diferente. Em 2020 aconteceu a pandemia que todos se lembram. O Coronavírus também atingiu a Fórmula 1, que teve que fazer ajustes no seu calendário.

    Num desses ajustes, acabaram trazendo o GP de Ímola de volta, como um tampão. Mas San Marino dessa vez não quis se envolver, e acabou retirando sua representação da F1. Como aquela regra de não poder ter dois Grandes Prêmios no mesmo país caiu por terra, eles decidiram então chamar a etapa de Grande Prêmio da Emilia Romagna, já que o autódromo fica na região da Emilia Romagna.

    O contrato ficou estabelecido então que Ímola sediaria o GP até 2025. Até a data dessa publicação, não se tem previsão de quando a Fórmula 1 voltará para o autódromo, mas numa carta aberta foi divulgada, pela direção da cidade de Ímola, sobre o fim do contrato com a categoria e deixa a entender que eles ainda tem esperança que a F1 volte para o autódromo.