Lando Norris (McLaren) chega em terceiro lugar no Grande Prêmio de Abu Dhabi, se consagrando o Campeão mundial da Fórmula 1 de 2025. Depois de uma temporada com reviravoltas, e com possível pentacampeonato de Max Verstappen (RBR), Norris conseguiu o título de campeão com apenas 2 pontos de vantagem em cima do holandês.
É dada a largada
E Verstappen defende sua pole abrindo uma distância de Norris, então no segundo lugar do grid. Oscar Piastri (McLaren) se aproveita e também passa Norris. Gabriel Bortoleto (Sauber) não reage bem na largada, mas logo ele se recuperou na corrida.
Incidentes
A lista foi grande ao longo da corrida, mas poucos com alguma punição. Pierre Gasly (Alpine) com Nico Hulkenberg (Sauber) foi só o primeiro incidente, mas não deu em nada. O contrário aconteceu com Liam Lawson (RB), que ganhou 5 segundos por pilotar erraticamente. Oliver Bearman (Haas) também se envolveu neste último incidente, mas passou ileso.
Charles Leclerc (Ferrari), George Russell (Mercedes), Lance Stroll (Aston Martin) e Carlos Sainz (Williams) também se envolveram em alguns incidentes ao longo da corrida, mas sem punições.
Yuki Tsunoda (RBR) ficou encarregado de segurar Norris na pista, tentou fazer um zigue zague, espremeu o Lando, mas não conseguiu completar sua missão e ainda levou 5 segundos de penalidade, embora tenha se mostrado indignado no rádio ao saber da notícia.
Lewis Hamilton (Ferrari) e Kimi Antonelli (Mercedes) receberam bandeirada preta e branca por excederem limites de pista. Outro piloto a levar 5 segundos de punição foi Alex Albon (Williams) por exceder a velocidade no pit lane.
Próxima parada
Infelizmente a temporada de Fórmula 1 de 2025 acabou. A próxima parada será dia 6 a 8 de março de 2026 na Austrália, com novo regulamento, novos carros e uma equipe a mais, a Cadillac.
Max Verstappen e Hannah Schmitz/ Foto: Instagram Red Bull Racing
Por Renata Resende
Esperança para levar algum título para o Palmeiras, Lando Norris (McLaren) não encerrou a disputa pelo campeonato de pilotos no Grande Prêmio do Catar de hoje (30). Mas a culpa não ficou para o piloto britânico, e sim para a própria McLaren, que praticamente entregou a corrida para Max Verstappen (RBR).
É dada a largada…
E Norris perde a posição para Verstappen. George Russell (Mercedes) perde algumas posições, Lewis Hamilton (Ferrari) vai escalando o grid, Nico Hulkenberg (Sauber) ultrapassa Charles Leclerc (Ferrari) e estava tudo seguindo até… safety car na pista. Pierre Gasly (Alpine) e Hulkenberg se tocam na pista. Gasly que já tinha recebido bandeira preta e branca por retorno inseguro na pista, se ferra ainda mais no incidente, indo parar na parte final da tabela.
Hulkenberg não consegue termina a corrida, e enquanto tiram o carro dele, o safety car vai comandando na pista. Red Bull chama Verstappen para o box, e a maioria dos pilotos seguem. Estratégia essa que a McLaren não seguiu, e foi aí que a corrida desandou para os papayas.
Incidentes e bandeiras preta e branca
E os diretores de prova tiveram vários incidentes para investigar. Esteban Ocon (Haas) mexe o carro antes da largada ser dada e leva uma punição de 5 segundos. Lance Stroll (Aston Martin), Gabriel Bortoleto (Sauber) e Alexander Albon (Williams) são investigados por infringirem a bandeira amarela, mas eles não ganham nenhuma posição.
Albon também leva uma bandeirada preta e branca por exceder limites de pista. Oliver Bearman (Haas) teve uma saída insegura do box e ganhou 10 segundos de punição. Russell acompanha Gasly e Albon, também recebendo uma bandeira preta e branca, também por limite de pista.
Bearman, assim como Hulkenberg, não consegue terminar o GP do Catar.
Alegria e tristeza no pódio
Carlos Sainz comemorando com a Williams/ Foto: Instagram Williams
Verstappen e Oscar Piastri (McLaren) irem para o pódio não foi uma surpresa, mas o terceiro lugar para Carlos Sainz (Williams) foi motivo de festa para a Williams. Sainz quase perdeu seu lugar no pódio, quando teve um possível estrago no assoalho, mas conseguiu seguir até na linha de chegada, com uma expressão que nem ele acreditava que estava no pódio.
E o que dizer da presença de Hannah Schmitz no pódio, comemorando a vitória da Red Bull junto com Max Verstappen, hein? A presença da chefe de estratégia num lugar de destaque pode ser considerado uma inspiração para as meninas e mulheres que acompanham a Fórmula 1 num país que tem a Sharia com base de vida.
Porém, enquanto Sainz comemorava com a Williams e a RBR fazia a festa, Piastri não teve apoio da McLaren no pódio. O piloto australiano, que teve pole e vitória na sprint, e pole para a corrida principal, sequer foi recebido pela equipe no final da corrida, cena que deu desgosto até para quem não torce para o piloto e para a equipe.
Próxima parada
A Fórmula 1 sai do Catar e vai direto para Abu Dhabi, com o campeonato de pilotos aberto na disputa entre Max Verstappen, Lando Norris e Oscar Piastri. A Band e a F1TV trará a transmissão das últimas etapas da Fórmula 1 e da Fórmula 3, que já foi vencido por Rafael Câmara.
Finalizando o fim de semana com chave de ouro, o Grande Prêmio de Las Vegas teve uma reviravolta logo no início. Lando Norris (McLaren) que tinha conseguido a pole position na classificação de ontem (22), tentou fazer uma jogada trancando Max Verstappen (RBR) mas perdeu a liderança para o piloto holandês e o segundo lugar para George Russell (Mercedes).
É dada a largada
Mas antes mesmo da largada quem quis dar um susto foi Lewis Hamilton (Ferrari), porém ele mostrou que não tem o apelido de patrão atoa e de 19º lugar, na quinta volta já estava em 12º lugar. Enquanto o britânico foi escalando a tabela alguns incidentes foram acontecendo.
Gabriel Bortoleto (Stake) tocou em Lance Stroll (Aston Martin) e ambos saíram da prova. Na entrevista com a repórter Mariana Becker, o brasileiro reconheceu a culpa e pediu desculpas a Stroll. O incidente foi anotado para ser investigado após a corrida.
Kimi Antonelli (Mercedes) e Alex Albon (Williams) são investigados por possível largada falsa, mas enquanto Albon saiu apenas com uma reprimenda, Antonelli recebeu 5 segundos. Como durante a corrida Albon se envolveu em um toque com Hamilton, o piloto da Williams também ganhou 5 segundos de penalidade, e além disso, não conseguiu terminar a prova.
Disputas impressionantes
Kimi Antonelli, Oscar Piastri e Charles Leclerc disputando na pista/ Foto: Print Band
Impressionante é o que define as disputas por posição na pista. Fernando Alonso (Aston Martin) contra Hamilton e Charles Leclerc (Ferrari) contra Carlos Sainz (Williams) e Oscar Piastri (McLaren) chamaram a atenção na pista. Por fim a tentativa do trio que ficou até o final da prova com Kimi, Piastri e Leclerc.
Próxima parada
A temporada da Fórmula 1 de 2025 vai chegando na reta final com mais duas corridas em uma semana após a outra. Já neste final de semana acontecerá o Grande Prêmio do Catar e logo após, o Grande Prêmio de Abu Dhabi. Ambos serão transmitidos pela Band.
Meu Ayrton, por Adriane Galisteu: Adriane Galisteu, personalidade brasileira e ex-namorada de Ayrton Senna, revive sua história de amor e as polêmicas após a morte do piloto.
Novo documentário na HBO, “Meu Ayrton, por Adriane Galisteu” traz mais um pouco sobre a personalidade de Ayrton Senna fora das pistas, mas sobre a ótica da apresentadora Adriane Galisteu, que foi namorada de Senna até o momento da morte do piloto. No entanto, o documentário, dividido em duas partes, não fica preso ao romance dos dois, mas também mostra um pouco de como foi a vida de Galisteu, antes, durante e depois do namoro com Senna.
Lendo trechos do seu livro, Caminho das Borboletas (1994), Adriane relembra momentos marcantes de sua vida. Dos problemas pessoais envolvendo sua família, da falta de dinheiro que levou ao objetivo de vida de ganhar dinheiro através de seu trabalho, Galisteu abre seu coração e sua memória ao público, revelando a personalidade por trás da modelo loira de olhos verdes.
Ao relembrar como conheceu Ayrton, como começou à namorar o piloto brasileiro de Fórmula 1, Galisteu caracteriza o romance vivido como um conto de fadas, que além de mágico, tinha prazo para acabar.
Trabalhando desde os nove anos como modelo, Galisteu vai contando sua trajetória pessoal e profissional, muito antes de ter qualquer envolvimento com o mundo do automobilismo, e muito menos com Ayrton. Foi trabalhando, como garota Shell, que ela conheceu Senna.
Ao longo do documentário, presenças importantes foram aparecendo, também contando suas memórias relacionadas a Adriane e Ayrton. O jornalista Roberto Cabrini relembra como eram as reportagens com Senna, mas também fala da influência de Adriane na vida do piloto.
Antônio Braga de Almeida Braga, também conhecido como Braguinha, foi relembrado no documentário, como uma figura paterna para Ayrton. Embora Braga tenha falecido antes do projeto ser filmado, a esposa dele, Luiza Braga, deu seu relato sobre a vida de Adriane e Ayrton, já que era uma grande amiga do piloto.
Outra pessoa a mostrar o seu ponto de vista foi Betise Assumpção, que era assessora de imprensa de Senna. Jacir Bergmann II, o “Gordinho” também apareceu contando de sua amizade com o piloto de F1, e como foi a aproximação do casal. Mais relatos foram aparecendo como de Birgit Sauer, amiga de Ayrton, de Nuno Cobra que era o preparador físico de Senna, e de Geraldo Rodrigues, empresário de pilotos da Fórmula 1.
Ainda no mundo da F1, Emerson Fittipaldi também marcou presença no documentário, junto com seu filho, Emerson Fittipaldi Jr, piloto confirmado para correr na Fórmula 2 em 2026, pela AIX Racing. Campeão brasileiro de Fórmula 1, Fittipaldi conta um pouco sobre Senna, e lê um trecho que escreveu como prefácio no livro de Galisteu.
O trágico Grande Prêmio de San Marino também é relatado, e Adriane conta como foi sua vida após a morte de Senna. Ela relembra como deixou de ser a “namorada de Ayrton Senna”, o como ela seguiu com sua vida, em meio a tristeza de ter perdido o namorado, o descaso sofrido e as polêmicas que se seguiram.
Adriane Galisteu, no documentário, consegue mostrar ao público um pouco da sua vida, mostrando o seu ponto de vista sobre aquele momento da sua vida, quando namorava Ayrton Senna. Sem atirar pedras em qualquer pessoa, Adriane relembra momentos que podem trazer nostalgia, alegria e tristeza aos fãs dela, e do piloto Ayrton Senna.
Aos que ainda não viram o documentário ou vão rever, aí vai um conselho: não esqueça dos lenços para o choro.
O Grande Prêmio de Interlagos finaliza com mais uma vitória para a conta de Lando Norris (McLaren). O piloto inglês da McLaren que tinha vencido a Sprint ontem (08), repetiu sua dose de vitória na corrida principal. Mas enquanto os fãs da McLaren vibraram com o resultado, muitos outros presentes em Interlagos ficaram decepcionados.
É dada a largada
Gabriel Bortoleto/ Foto: O Globo
Mal começou a corrida e já se tem uma bandeira amarela e um Safety Car. Para a decepção do Brasil, Gabriel Bortoleto sofre uma batida e precisa se retirar da corrida. Na relargada, o Safety Car que mal tinha saído da pista e precisou retornar, quando Oscar Piastri (McLaren) tenta ultrapassar Kimi Antonelli (Mercedes), e acaba sobrando para Charles Leclerc (Ferrari). Leclerc foi o segundo piloto a sair do GP, desiludindo o fã brasileiro da Ferrari.
Destaques da Corrida
Red Bull de Max Verstappen/ Foto: UOL
Eleito o piloto do dia, Max Verstappen (RBR) deu um show de pilotagem na pista. Largando do pitlane, Verstappen foi escalando o pelotão até chegar ao ponto de liderar a corrida por alguns instantes. No final, Interlagos ainda presenciou o holandês lutando pelo pódio, conseguindo ultrapassar George Russell (Mercedes), mas não conseguindo pegar o segundo lugar, que foi ocupado por Antonelli.
Oliver Bearman (Haas) foi outro piloto a se destacar na corrida, protagonizando momentos de luta por posição com Nico Hulkenberg (Sauber). Bearman começou a corrida em 8º e terminou em 6º, atrás de Piastri.
Penalidades
Enquanto Verstappen lutava pela liderança, seu companheiro de equipe Yuki Tsunoda (RBR) foi enfrentando as penalidades que a FIA dava a ele. Primeiro, se envolvendo em um incidente com Lance Stroll (Aston Martin) e ganhou 10 segundos de punição. Mas o japonês não pagou a punição direito no box e pegou mais uma penalidade de 10 segundos.
Piastri também levou 10 segundos, mas essa punição chegou a ser questionada por muitos. Lewis Hamilton (Ferrari) também levou 5 segundos de punição, e precisou abandonar a corrida, depois de tentar seguir na prova mesmo com o toque que o atrapalhou na largada.
Próxima parada
O próximo Grande Prêmio de Fórmula será na cidade de Las Vegas, sendo o último GP do ano a acontecer à noite. Com o campeonato de pilotos ainda aberto, a F1 irá acontecer entre os dias 21 a 23 de novembro.
Maria Teresa de Filippis fez história sendo a primeira mulher a competir na Fórmula 1.
Por Renata Resende
Maria Teresa de Fillipis/ Foto: Le Monde
Maria Teresa de Filippis, esse é o nome da mulher que, com apenas 22 anos, se enfiou em um mundo completamente dominado por homens, conhecido como o automobilismo. Nenhum começo de texto vai ser impactante o suficiente para representar o que essa italiana fez, e como ela abriu caminho para muitas mulheres entrarem nesse esporte.
E a carreira de Maria Teresa começou com uma simples aposta entre irmãos. Parece tão comum não é mesmo? Seus irmãos não acreditavam que ela podia ser rápida, mas De Filippis, não abaixou a cabeça e apostou que seria veloz. Pegou o Fiat 500 que tinha ganhado de seu pai e se enfiou na sua 1ª competição, um percurso de 10 km de Salermo-Cava dei Tirreni.
Aí a italiana começou a formar seu currículo, e foi competindo em várias provas, chegando até ser vice-campeã do campeonato italiano. Com 28 anos, Maria Teresa chamava a atenção dos participantes do automobilismo, e a Maserati a contratou para fazer parte da sua equipe de fábrica.
Entrada na Fórmula 1
Maria Teresa de Fillipes em seu carro de corrida/ Foto: Salracing
Tudo parecia incrível, Maria Teresa tinha entrado na Fórmula 1, tendo apoio dos pais, seu mentor era o Fangio, competindo pela Maserati, mas tinha pelo menos um porém. Sua contratação, assim como era comum na época para todos os pilotos, dizia que metade da premiação iria para a equipe. Entretanto, se ela não ganhasse, sairia no prejuízo.
Não que isso fosse um problema para ela. Maria Teresa vinha de uma família italiana rica, que não entendia exatamente a paixão que De Filippis tinha por carros, mas que incentivava ela. Em uma entrevista para o Motorsport Magazine (site em Inglês), a piloto disse que sua mãe não era contra ela participar das competições, porque Maria estava sempre vencendo.
Mas se dinheiro para De Filippis não era problema, receber ordens com certeza era. Em uma conversa com Enzo Ferrari, Maria Teresa chegou a bater de frente com o “il Commendatore” (Comandante), e se recusou a trabalhar para o italiano criador da Scuderia Ferrari, preferindo fazer parte da Maserati.
Maria Teresa chegou a participar de cinco Grandes Prêmios durante sua passagem pela Fórmula 1, e mesmo quando a Maserati saiu da F1, ela permaneceu com um carro privado, o modelo 250 F, e que era defasado quando comparado aos outros bólidos do grid.
Embora tenha tentado participar do Grande Prêmio de Mônaco, ela não conseguiu se classificar para a prova. Então, sua estreia na Fórmula 1 foi no Grande Prêmio da Bélgica, no circuito de Spa Francorchamps, em 1958, prova vencida por Tony Brooks (Vanwall) e ela conseguiu terminar em 10º lugar.
Na França ela não conseguiu participar, porque segundo o diretor de provas Toto Roche, o único capacete que Maria Teresa deveria usar estava no salão de beleza. No Grande Prêmio de Portugal, ela não conseguiu terminar a prova. Em Monza, na Itália, ela precisou sair da prova na 57ª volta.
Em 1959, Maria Teresa decidiu ir para a Porshe, e tentou participar de novo da etapa de Mônaco, mas sem sucesso. A “Signorina F1” (Senhorita), apelido que ganhou na sua carreira, parou de competir nesse mesmo ano, impactada pelas mortes de alguns de seus amigos na Fórmula 1.
Sua última prova seria na Alemanha, mas decidiu de última hora não ir, e foi nessa prova que Jean Behra morreu. Behra foi o piloto que a influenciou a ir para a Porshe, e sua morte foi a gota d’água para Maria Teresa sair do mundo do automobilismo.
Volta para o mundo da velocidade
Maria Teresa de Fillipis/ Foto: Terceiro Tempo
Um ano depois de sair da Fórmula 1, Maria Teresa se casou com um químico Austríaco e formou sua família. Só depois de quase 20 anos sem sequer acompanhar as corridas, que De Filippis voltou a fazer parte desse mundo, até pilotando carros antigos em eventos. Em 1997, Maria Teresa de Filippis se tornou vice-presidente do clube da Maserati.
No dia 9 de janeiro de 2016, foi divulgada a notícia que Maria Teresa tinha falecido, e a causa da morte não foi divulgada. Também segundo ao jornal The Guardian, a piloto deixou seu marido Theodor Hushek, sua filha Carola e duas netas.
A semana é de Grande Prêmio no Brasil, mas se tem outro circuito que consegue trazer emoção perto do nível de Interlagos, é Zandvoort. Com Max Verstappen, piloto da Red Bull Racing, como representante, e também com cenas marcantes, o Grande Prêmio da Holanda chega a ser um dos mais esperados pelos amantes de Fórmula 1.
O circuito que hoje conta com quase 4 km de extensão e 14 curvas, tem capacidade para receber em torno de 105 mil pessoas, com boa parte delas, se não a maioria, torcendo para a vitória de Max Verstappen (RBR).
História do Circuito de Zandvoort
Importante país no continente europeu, a Holanda, ou Países Baixos, tem uma grande história no mundo das corridas de automobilismo. Na década de 30 aconteceu a primeira corrida de carros da história holandesa, quando dia 3 de junho de 1939, entusiastas criaram o que seria o primeiro Grande Prêmio da Holanda (site em inglês). O sucesso foi tanto que decidiram criar um circuito permanente, para receber os próximos GPs, já que o primeiro aconteceu nas ruas da cidade de Zandvoort.
Mas esse circuito permanente só seria criado após a 2ª Guerra Mundial. Na década de 40, com o terreno para a construção já escolhido, localizado entre dunas, se começa a construção do circuito em Zandvoort. Um dos projetistas do circuito foi o arquiteto Hans Hugenholtz, que tem esse e outros autódromos da Fórmula 1 no seu currículo de projetos.
Embora o circuito de Zandvoort tenha sido inaugurado em 1948, a Fórmula 1 só foi ser recebida em 1952, num Grande Prêmio vencido por Alberto Ascari, pilotando uma Ferrari, e tendo dois brasileiros na disputa. Chico Landi (Maserati) terminou em nono lugar, enquanto o outro piloto brasileiro na pista, Gino Bianco (Maserati) não conseguiu terminar a corrida.
Circuito em 1952/ Foto: Circuit Zandvoort
Com 4,252 km de asfalto, o circuito original tinha 19 curvas e se manteve nessa configuração até 1989. No dia 24 de agosto de 1985, a Fórmula 1 realizou o último Grande Prêmio da Holanda antes da longa pausa que teria da categoria em Zandvoort. A pole da corrida foi conquistada por Nelson Piquet, que se tornou a última pole position da Brabham na Fórmula 1.
Já no resultado final do GP, o pódio foi formado por Niki Lauda (McLaren) em primeiro fazendo uma dobradinha com Alan Prost (McLaren), e Ayrton Senna colocando a Lotus em terceiro lugar. Senna e Piquet foram os últimos pilotos brasileiros a competirem antes da volta da F1 para a Holanda.
Brasil no Grande Prêmio da Holanda
Bortoleto em Zandvoort/ Foto: F1 Mania
O circuito de Zandvoort recebeu vários pilotos brasileiros além dos nomes já citados. A lista completa conta com os nomes de: Hermano da Silva Ramos, Carlos Pace, Wilson Fittipaldi, Emerson Fittipaldi, Alex Ribeiro, Raul Boesel, Chico Serra e Gabriel Bortoleto. Correndo em Zandvoort em 2025, Bortoleto não conseguiu seu melhor desempenho quando comparado a outras etapas da Fórmula 1, mas se manteve até o final da prova, largando de 15º e finalizando em 13º.
E aí, alguma lembrança marcante envolvendo este circuito? Comenta ai em baixo: