Circuito belga faz parte de momentos importantes na Fórmula 1.
Por Renata Resende

Tudo começou antes da 2ª Guerra Mundial, quando em 1921, Jules de Their e Henri Laglois Van Ophen decidiram se juntar para idealizar um circuito que seria um dos favoritos dos amantes de Fórmula 1. E a idealização saiu do papel, iniciando com um circuito não permanente, feito de estradas públicas e que faziam a pista ter, apenas, 15 km de extensão.
Mas o circuito foi sendo alterado com o passar dos anos, e em 1983, ele foi reduzido para metade de seu comprimento. Na sua configuração atual, Spa Francorchamps ainda tem suas curvas rápidas, e com o clima instável que cerca o ambiente, pode ser que em uma área da pista esteja chovendo enquanto outra parte permaneça seca.
Atualmente seu asfalto conta com quase 7 km de extensão e 20 curvas. O recorde de volta mais rápida é do britânicoLewis Hamilton, pela Mercedes em 2024. Já o recorde de vitórias é do alemão Michael Schumacher, com 6 vitórias para sua conta.
Na história da Fórmula 1
A Bélgica recebeu a Fórmula 1 bem no primeiro ano de estreia da categoria, e logo de cara, seu circuito Spa Francorchamps chamou a atenção das pessoas envolvidas nesse mundo das corridas. Mesmo considerado longo, com seu 15 km de comprimento, o circuito era rápido e exigia dos pilotos uma pilotagem rigorosa.
Com mudanças foram sendo feitas, surgiu entre elas, uma das curvas mais famosas e perigosas de todos os circuitos da Fórmula 1, a Eau Rouge. O nome dessa curva, leva duas das palavras que, para quem está começando a estudar francês, fazem parte de um vocabulário bem iniciante. Eau vem de água e Rouge vem da cor vermelha, e a curva tem realmente a ver com água vermelha. Isso porque, próximo a pista, tem um rio cheio de óxido de ferro nas pedras de seu leito, o que faz a água ter um tom avermelhado.
É nessa curva que alguns pilotos chegaram a se acidentar, e infelizmente nem todos saíram vivos desses acidentes. E um dos que perderam a vida na Eau Rouge, foi Stefan Bellof.
Embora o alemão não estivesse correndo numa corrida de Fórmula 1 e sim num Mundial de Carros-esporte no dia, Bellof era esperado para ser o primeiro campeão alemão de F1. Com apenas 27 anos, o piloto tentou pegar a liderança da corrida quando bateu de frente com o muro e morreu.

Anthoine Hubert, infelizmente, foi a vítima mais recente da Eau Rouge. Em 2019, o piloto francês que provavelmente faria parte da Fórmula 1, se envolveu em uma batida com Juan Manuel Correa (ATUALIZAR O ESTADO DELE), enquanto disputava uma etapa da Fórmula 2. Correa conseguiu se salvar, com um processo de recuperação foi longo, e voltou para as pistas.
Pierre Gasly era amigo de Anthoine e frequentemente homenageia o piloto que corria pela F2.
Brasil no circuito

Foram vários os pilotos brasileiros a correrem em Spa Francorchamps, mas só Ayrton Senna fez o hino brasileiro a tocar no pódio. Senna venceu por 4 anos consecutivos correndo pela McLaren naquele circuito, e no seu último pódio lá, teve companhia de Nelson Piquet (Benetton Ford).
Além de Senna e Piquet, outros pilotos representaram o Brasil, mas não com performances melhores que Ayrton e Nelson. Alguns exemplos são, Raul Boesel (Ligier) que correu junto com Piquet com 1983, e Mauricio Gugelmin correu de 1988 até 1992, representando a March, a Leyton e a Jordan.
Roberto Moreno também correu em Spa Francorchamps em 1991, sendo companheiro de equipe de Piquet, na Benetton, e ficando em 4º lugar. Não podia faltar também o sobrenome Fittipaldi, e foi Christian que representou sua família no circuito, correndo pela Minardi.
Rubens Barrichello fez sua primeira participação em Spa em 1993, correndo pela Jordan e sua última corrida lá foi em 2011, com uma Williams. Pedro Diniz, Tarso Marques, Ricardo Zonta, Enrique Bernoldi, Antonio Pizzonia, Nelson Piquet Jr, Bruno Senna, Felipe Nars e Felipe Massa também fazem parte dessa lista de pilotos brasileiros.
O último piloto a correr em Spa Francorchamps foi Gabriel Bortoleto, ainda pela Sauber no ano passado. E foi no Grande Prêmio da Bélgica que o brasileiro teve uma de suas melhores performances no ano. Bortoleto se classificou em décimo lugar para a largada e finalizou em nono, conseguindo pontuar na prova.
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